quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Importância de Procurar Emprego da Maneira Correta...

Hoje trago um tema para o blog que pode até parecer um pouco polêmico, mas que depois de muitos e muitos e-mails e contatos via Linkedin de pessoas encaminhando os seus curriculos, achei relevante comentar.


Quero falar da importância em saber procurar emprego... isso mesmo! 

Nesses mais de 15 ano atuando em Recursos Humanos, recebo currículos e solicitações de contatos de vários profissionais, de todas as áreas de atuação. Sei que quando estamos em busca de uma recolocação, o que mais fazemos é buscar networking e fortalecer nosso vínculo de relacionamento conectando-se com o maior número de pessoas. Mas isso pode acabar prejudicando sua imagem profissional.

Você deve estar se perguntando: como assim? Por exemplo... Recebi num dia desses o CV de uma pessoa que teve toda a sua experiência profissional em concessionárias, vendendo automóveis. No outro dia, uma professora de educação física também me enviou o seu CV. Também já recebi contatos de Corretor de Seguros, Caixa de Supermercado, etc.  Na empresa onde trabalho atualmente, não consigo empregar pessoas com essas qualificações e meu círculo de relacionamentos tampouco permite facilitar contatos nessas profissões.

Assim, a impressão que fica é que você está literalmente “atirando para todos os lados”. Por isso, quero deixar aqui algumas dicas de ações que acredito que funcionam quando você está no mercado de trabalho:

1 – Faça um currículo que demonstre claramente qual é a sua área de atuação e quais competências você tem. Se possível, dê exemplos de projetos/ atividades que você realizou ao longo de sua carreira.
2 – Selecione as empresas as quais tem “match” com o seu perfil, ou seja, empresas onde realmente você encontrará posições que necessitam das suas competências.
3 – Faça um filtro na sua rede de relacionamentos seleionando aquelas pessoas que estão ligadas a essas empresas de alguma forma, ou aquelas que você tem certeza que poderão te ajudar, seja facilitando um networking, abrindo espaço com profissionais do segmento, etc.
4 – Envie emails personalizados para cada pessoa. Eu por exemplo, já recebi e-mails onde o meu nome estava incorreto (e-mails replicados, sem qualquer edição), nome da empresa onde trabalho atualmente incorreto, e por aí vai. A pessoa que vai receber o -email, precisa sentir que você está realmente direcionando aquele texto a ela, e não simplesmente enviando uma “mala-direta”.
5 – Não mande e-mails diários/semanais com o mesmo conteúdo. Mandar o seu CV mais de uma vez não é garantia de que ele será lido. Pelo contrário, pode mostrar uma ansiedade desnecessária da sua parte com relação ao processo de recolocação.
6 – Procure participar de grupos (reais ou virtuais) específicos à sua profissão. Acompanhe as discussões, se posicione e mostre interesse genuíno pelos temas tratados.
7 – Não envie cartas de recomendação sem que tenham sido solicitadas. Anexar a carta de recomendação logo no primeiro contato, pode parecer que você precisa de alguém para “atestar” sua competência. Espere que o processo seletivo caminhe e, se solicitado, envie a carta.
8 – Ajude outras pessoas que estão no processo de recolocação. Muitas vezes uma determinada vaga pode não ser interessante para você, mas você pode lembrar de alguém com quem teve contato nesse processo de busca e informá-lo sobre a vaga. Lembre-se: referenciar uma pessoa é diferente de informá-lo sobre processos seletivos em aberto. Seja parceiro!
É como diz aquela frase: “Procurar trabalho, dá tabalho”, mas com certeza, canalizando a energia de maneira correta, o processo se torna muito mais fácil e proveitoso.


Espero que essas dicas favoreçam a sua recolocação. 

Boa Sorte!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Executivas Precisam Valorizar suas Características Femininas

Achei muito interessante essa reportagem publicada no site Valor.com, sobre a necessidade das mulheres resgatarem e trazerem para o mercado de trabalho suas características femininas. Acredito muito nisso e a experiência no dia-a-dia corporativo tem trazido provas de que essa é uma necessidade latente. 

Vale a pena a leitura...


Escrita por Vicky Bloch*


Empresas são, em sua grande maioria, entidades masculinas. Afinal, foram historicamente comandadas por homens e os valores e comportamentos desejados para suas lideranças foram construídos com base nas suas características. As mulheres, que somente nas últimas décadas passaram a se destacar nas organizações, tiveram como herança e referência, obviamente, tais lideranças.

O problema é que, ao adaptar seus comportamentos aos modelos existentes para se estabelecerem no meio, as mulheres abriram mão de características importantes da sua natureza. A intuição e a sensibilidade foram substituídas por posturas mais duras e pragmáticas. Tiveram de escolher entre mostrar competência ou carisma, e foram orientadas a ser "menos femininas" no ambiente de trabalho.

Um artigo publicado no ano passado pela revista Harvard Business Review, escrito pelos professores de liderança Herminia Ibarra, Robin Ely e Deborah Kolb, traz essa referência de maneira muito consistente. Replico aqui um trecho desse artigo ("Mulheres em ascensão: barreiras invisíveis") que me chamou a atenção: "A maneira como as mulheres são percebidas - como se vestem, como falam, sua presença de executiva e seu estilo de liderança - tem sido o foco de muitos esforços para alçá-las aos altos cargos. Fonoaudiólogos, consultores de imagem e especialistas em 'branding' veem crescer a demanda por seus serviços.

A premissa é que as mulheres não foram socializadas para competir com sucesso no mundo dos homens. Então, devem aprender as habilidades e estilos que suas contrapartes masculinas adquirem naturalmente".

Acontece, porém, que o cenário para as empresas está se transformando e tais características femininas, antes pouco valorizadas, começam a se fazer fundamentais. Ser intuitivo já foi definido por especialistas como um dos principais eixos de comportamento e atitude do futuro. A visão periférica, tão presente nas mulheres, torna-se essencial para assimilar as tantas referências globais que hoje influenciam os negócios.

Ou seja, a nova sociedade clama para que as pessoas, em especial as mulheres, sigam sua natureza e desenvolvam seus próprios padrões de comportamento e de liderança, sem se preocupar em responder aos modelos arcaicos existentes.

Estamos diante de uma nova "sociedade da transparência", regada pela comunicação aberta, dominada pela internet e reinventada pelos smartphones. Quanto mais verdadeiro o indivíduo for consigo mesmo, maior a possibilidade de ser bem-sucedido. Vale lembrar que nossos interlocutores estão cada vez mais preparados para encontrar erros e inconsistências. Por isso, ser você mesmo é fundamental para quem está na vitrine 24 horas por dia, sete dias por semana.

Mas, como voltar a essa natureza depois de décadas de um comportamento que a escondia? Não é uma tarefa fácil, em especial porque é preciso que os outros reconheçam e incentivem os esforços femininos. Como definiram os professores Ibarra, Ely e Kolb, "integrar a liderança à identidade é particularmente difícil para as mulheres, que devem estabelecer a credibilidade em uma cultura profundamente conflitante sobre se, quando e como devem exercer a autoridade."

Acredito que um bom começo é o olhar para dentro, a interiorização e o autoconhecimento. Fazer coisas que te tragam novamente para o mundo da intuição. Olhar nos olhos dos outros, exercer atividades criativas e meditar. Vale também observar se as suas características relacionais, competências essas tão demandadas na atualidade, permanecem fortes nas suas atitudes.

Se você percebe um interesse genuíno pelo outro, mas sente que poderia estar se relacionando melhor com ele, pode ter encontrado um bom ponto de partida para buscar suas origens. Que tal perguntar à sua mãe ou à sua avó como você era lá atrás?

Elas podem ajudá-la a perceber se você está atuando em um papel que não é o seu.

Acredito que, se conseguirem resgatar suas características femininas no ambiente de trabalho, muito em breve as mulheres em posições de liderança não precisarão mais optar entre serem respeitadas ou serem queridas.

* Vicky Bloch é professora da FGV, do MBA de recursos humanos da FIA e fundadora da Vicky Bloch Associados

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

7 coisas para Pesquisar antes da Entrevista de Emprego

Compartilhando aqui uma reportagem bem interessante publicada no site da Revista Exame na última semana. 

Se você está prestes a participar de algum processo seletivo e quer se preparar melhor, vale a pena a leitura...

....

Por Adeline Daniele

Antes de ir para uma entrevista de emprego, é preciso saber o mínimo sobre a empresa que está recrutando.

Além de te colocar um passo a frente de outros candidatos que não pesquisaram sobre o assunto, você pode usar estas informações para se identificar com os valores e a missão da companhia. E esses detalhes não passam despercebidos pelos recrutadores.

Então, se você tem uma entrevista de emprego marcada para os próximos dias, dê uma olhada nestas dicas que a especialista em carreira e ambiente de trabalho do portal de empregos Glassdoor, Heather Huhman, listou com as sete coisas que você precisa pesquisar sobre um empregador.

1. As qualificações e experiências que a companhia valoriza

Saber o que uma empresa procura em um candidato é imprescindível para se dar bem em uma entrevista de emprego.

E é dessa forma que você poderá se destacar no processo seletivo e se encaixar nos requisitos da vaga.

Pesquise nas páginas de carreira da empresa – se ela tiver – e leia os detalhes da oportunidade publicada.

Se puder, fale com alguns funcionários que já trabalham na companhia para saber o que ela valoriza em um profissional.


2. As "peças-chave" da organização

Pesquise sobre os funcionários que ocupam cargos importantes na companhia, como gerentes, diretores, CEO, etc. Você tentar encontrar informações sobre eles na página da empresa.

Também dê uma olhada no que esses profissionais falam sobre a companhia pelo LinkedIn ou em outras redes sociais.


3. Notícias e eventos recentes sobre a empresa

Procure saber quais foram as últimas notícias que saíram na mídia sobre a companhia, bem como os eventos que ela promoveu.

Muitas empresas colocam estas informações em páginas dedicadas a releases de imprensa ou até mesmo criam sites para divulgar suas ações.


4. Visão, missão e valores

Um dos aspectos mais importantes analisados pelos especialistas em Recursos Humanos nos candidatos é o quanto eles se identificam com a visão, missão e valores da companhia.

Quanto mais alinhado aos valores da empresa, mais perfil um profissional tem para trabalhar nela.

Essas informações podem ser facilmente encontradas no site da companhia, na seção “Sobre”. Você também pode aprender sobre a cultura da companhia pelas redes sociais onde ela tem perfil.


5. Clientes, produtos e serviços

Não dá para tentar trabalhar em um lugar se você não tiver uma ideia dos produtos, serviços e clientes da empresa. Encontre essas informações no site ou no blog da companhia.


6. Informações "‘privilegiadas"

Heather Huhman também aconselha o profissional a buscar informações sobre a companhia em que está disputando uma vaga.

No portal Glassdoor, por exemplo, funcionários podem avaliar anonimamente suas empresas e falar sobre as vantagens que têm em trabalhar ali.

Como no Brasil ainda não existe um portal com tantas informações como o site norte-americano, os profissionais daqui podem dar uma olhada no que os atuais funcionários da companhia falam sobre ela nas redes sociais.

Quem conhece uma pessoa que já trabalhou no local também pode pedir referências sobre o ambiente de trabalho da empresa.


7. A pessoa que irá te entrevistar

Saber quem será seu entrevistador pode te dar uma vantagem na competição pela vaga.

Ter essa informação pode ajudar o candidato a se identificar mais com o recrutador, fazendo com que a conversa flua com mais facilidade.

Essa técnica também pode ajudar aqueles que ficam muito nervosos durante uma entrevista.

Muitas vezes, algumas pessoas podem ficar ansiosas e ter o desempenho prejudicado por saberem que serão entrevistadas por uma mulher ou homem, ou por alguém em um cargo alto na companhia.

Uma forma de procurar informações sobre o recrutador é pesquisando pelo nome informado no e-mail que ele enviou para marcar a entrevista.

Caso você não consiga encontrar o nome, entre em contato com a companhia e pergunte quem será o seu entrevistador.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Depois da Licença Maternidade...


Olá!!

Faz 7 meses que não passo por aqui... Foi uma parada totalmente planejada para assumir um novo (e talvez o mais importante) papel na minha vida: ser Mãe!! Foram meses maravilhosos... mas é hora de voltar, o que também é bom, mas não necessariamente é fácil. 

Retomar a vida profissional após 7 meses em casa curtindo a licença-maternidade é um grande desafio. Durante todo esse tempo, os principais assuntos aos quais você tem acesso são mamadas, fraldas e noite mal dormidas. Seu grupo fica restrito às mamães que, assim como você, também estão curtindo seus pimpolhos e assim, suas preocupações e a rotina diária são totalmente diferentes daquela de quando você estava trabalhando.

Mas é bom voltar. Se por um lado o coração fica apertado porque você só quer ficar com o seu bebê o tempo todo, por outro é bom estar em contato novamente com o mundo corporativo... e perceber que, mesmo depois de 7 meses, os problemas se repetem, as pessoas continuam criando expectativas... enfim, nem sempre o cenário muda. J

Mas esse post é para compartilhar um pouquinho com as mamães que vão passar por isso em breve, como planejei o meu retorno. Sim, como tudo em minha vida, o meu retorno ao trabalho foi planejado e eu fiz tudo o que pude para minimizar o impacto e o sofrimento da minha filha, o meu e o da empresa (nessa ordem de importância... J).

Aqui vão algumas dicas que funcionaram para mim e que podem funcionar para você:

1. Durante os 3 primeiros meses eu fiquei totalmente dedicada à minha filha. TOTALMENTE. O único contato que tive com a empresa foram os amigos que vieram me visitar (e que eu adorei!). E ainda assim os assuntos organizacionais eram super limitados ou quase nem tocados. Foi maravilhoso ter a possibilidade de estar 100% dedicada à maternidade e curtir todas as mudanças que um bebê traz para a nossa vida.

2. Tenho uma babá comigo desde o início. Quando chegamos do hospital a babá já estava lá em casa. Claro que no começo não há muita coisa para ela fazer, até porque eu quis cuidar de tudo o que pude, assumi mesmo o título de "mãe coruja". Mas ter uma ajuda para cuidar da casa, da comida e de outros detalhes que fazem parte da rotina foi fundamental para a minha tranquilidade... e o grande ganho aqui foi o fato de que minha filha teve todo o tempo necessário para se adaptar com uma outra pessoa cuidando dela.

3. Após o 4º mês da minha bebê, intensifiquei a adaptação da bebê com a babá. Isso quer dizer que a babá assumiu o banho, os passeios, as trocas de fraldas e, por algumas vezes, eu saía de casa para resolver assuntos diversos deixando-a com a babá. No começo foi difícil (para ambas), mas foi super importante para que, no momento da minha volta ao trabalho, ela já estivesse 100% adaptada com a babá.... E eu confiante de que minha filha estaria em boas mãos na minha ausência.

4. Também após o 4º mês eu voltei a me conectar com as pessoas da empresa. Marquei almoços, cafés, fui até a empresa algumas vezes e fui procurando entender o momento da organização e o que encontraria quando voltasse lá. Também passei a ler os emails, as informações sobre a empresa na mídia e um pouco do cenário econômico... (Sim, eu me desliguei totalmente e não fiquei acompanhando a cotação do dólar, os planos do governo ou a situação da indústria mês a mês...) Essa conexão me ajudou muito a voltar já com alguns inputs importantes que facilitaram a minha re-integração.

5. Durante a primeira semana, agendei reuniões com pessoas-chave na organização, que puderam me dar um overview do que aconteceu durante o período que fiquei fora e principalmente, qual era o meu papel ali, o que as pessoas esperavam de mim.  Já na segunda semana me senti conectada novamente e pronta para assumir 100% das minhas responsabilidades.

6. O papel da família foi fundamental no meu retorno. Além de poder contar com o TOTAL apoio do meu marido, ainda tive minha mãe em casa na primeira semana, o que dá uma tranquilidade a mais. Ter pessoas da sua confiança ao seu lado, faz toda a diferença.
7. Eu continuo amamentando... Estou tentando gerenciar a agenda, de modo que, pela manhã e ao chegar em casa no fim do dia, possa amamentar a minha pequena, reforçando o nosso vínculo e nutrindo-a com todo o meu amor. Sim, é possível... mas também é importante se planejar para isso. 

Claro que os desafios continuam... conciliar agendas, driblar o trânsito, chegar em casa antes da sua bebê dormir e administrar as noites mal dormidas x longas jornadas de trabalho e reuniões, fazem parte da minha rotina. Mas seguindo esse plano, a ansiedade de separação foi minimizada e administrada da melhor forma.

Espero que as dicas funcionem para você... Se você também passou ou vai passar por isso em breve, compartilhe aqui os seus planos e suas dicas também!

Abraços!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Por um Mundo mais Feliz...


Começo o ano escrevendo sobre uma percepção que tem me incomodado nos últimos tempos... Onde eu vou, tenho observado o humor, ou melhor, a falta dele, em relação aos atendentes. Lojas, restaurantes, supermercados... é impressionante o quanto as pessoas parecem estar cansadas, ou "de saco cheio", se é que me entendem.

O ano mal começou e sinto como se as pessoas estivessem estressadas a ponto de não conseguirem abrir um sorriso sequer. O que está acontecendo? Onde está o problema?

Começo a imaginar as possíveis razões:

1 - Sabemos que lidar com o público não é tarefa fácil. Sempre tem aquela pessoa chata, exigente ao extremo que te faz perder a paciência...

2 - Os salários não andam nada bons. Por mais que o governo tente mostrar melhorias nesse setor, sabemos que a economia não está tão aquecida, os preços aumentaram, o custo de vida está cada vez mais alto, mas o salário quase não sofre alterações. Ou seja, o nosso poder aquisitivo diminuiu consideravelmente.

3 - Começo de ano = contas extras: escola, IPTU, IPVA, despesas do fim do ano... e assim entramos em Janeiro preocupados se daremos conta de tantas despesas que não param de chegar diariamente.

4 - A constatação de que 2014 começou sem grandes mudanças, quero dizer, criamos expectativas de que o ano velho acaba e com ele, acabam também os problemas... mas daí o ano novo começa o os problemas continuam lá, no mesmo lugar, muitas vezes maiores, para resolvermos.

Enfim, faria uma grande lista aqui das possíveis razões pelas quais as pessoas estão tão mau humoradas... mas ao mesmo tempo em que começo pensar nessa lista, reforço a minha crença de que tudo o que acontece conosco é fruto das nossas escolhas. Quero dizer, você está onde escolheu estar... Tá bom, eu sei que várias pessoas que estão lendo isso agora podem falar: "Eu não escolhi estar aqui, estou aqui por falta de escolha"....

Desculpe, mas não vou mudar minha opinião... até a falta de escolha, para mim, é uma escolha. 

Então, o meu convite é para uma profunda reflexão... adianta fazer cara feia, tratar mal as pessoas, com mau humor? Isso irá resolver os seus problemas?

Por mais infeliz que você esteja no seu trabalho, ele ainda é seu... ele está tomando uma boa parte do seu tempo e só por isso, já mereceria que você se empenhasse mais em passar por ele de maneira mais agradável.

Não estou dizendo que no meu trabalho também não tenho momentos de baixo astral, frustração, questionamentos... todos temos! E isso faz parte do processo de crescimento, desenvolvimento e amadurecimento profissional. Mas não é por isso que eu preciso transferir esse sentimento para as pessoas que estão ao meu redor... posso sim, trabalhar internamente para entender os motivos que estão me levando a isso e tentar resolver aquelas preocupações que me afligem.

Por um mundo mais feliz, menos ranzinza, por pessoas menos amargas... Esse é o meu desejo para 2014!!

Que possamos nos tornar cada vez mais conscientes das nossas escolhas... e lembrar que a situação que me encontro hoje é fruto das escolhas que fiz ontem... e que portanto, é somente responsabilidade minha.


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Repensar...

Faz um tempinho que não passo por aqui para escrever... Tantos acontecimentos na minha vida, me forçaram a redefinir as prioridades... A notícia da gravidez foi maravilhosa, ao mesmo tempo em que encheu meus dias de compromissos e minha cabeça de novos pensamentos...

Sempre li e ouvi sobre a dificuldade da mulher em tomar a decisão sobre engravidar, especialmente aquelas que se dedicam à uma carreira e têm projetos profissionais para o futuro... E assim, o adiamento do sonho de ser mãe acontece ano a ano, até conseguir "aquele" cargo, "naquela" empresa, com "aquele" salário...

Isso também aconteceu comigo... Pensar como seria minha vida com uma criança era ao mesmo tempo emocionante e assustador... Mas em alguns momentos, você tem que decidir... porque senão, a vida e a natureza decidem por você!

Hoje, passados 5 meses desde a notícia de que a Giulia está a caminho, já me vejo repensando coisas... minha vida profissional, o local onde queremos morar, as prioridades que serão outras... E tudo isso tem um preço!

Será que continuaremos vivendo nessa cidade onde as oportunidades profissionais são intermináveis, mas a locomoção está cada dia mais caótica?

De todas as minhas preocupações e questionamentos, não tenho dúvidas que essa foi a pergunta da semana!! Vivo em uma cidade que é referência em termos de oportunidades de carreira, lazer, cultura... Desde muito cedo, sempre sonhei em viver aqui, vislumbrando todas as portas que se abririam... E se abriram!! Entretanto, passados 3 anos tentando ser uma "paulistana", chego à conclusão de que tenho passado mais de 2 horas por dia para ir e vir ao trabalho... certamente, se você também vive em São Paulo deve agora estar pensando: "Só 2 horas por dia e está reclamando?! Eu levo o dobro!!"... Pois é, mas eu moro a menos de 2 Km do meu trabalho, o que também foi uma condição para viver aqui...

E isso tem me amedrontado... o futuro nas grandes cidades, a qualidade de vida, o tempo que terei para me dedicar à minha família, as horas que vou ficar dentro do carro sofrendo porque poderia aproveitar aquele tempo de outra forma...

Cada vez mais é fato que vivemos de escolhas... Acho que o verbo "Escolher" é o mais presente nos nossos dias... a todo minuto estamos escolhendo algo... e escolher tem um peso, tem um significado...

Depois de escolher ser mãe, estou tentando agora, fazer escolhas que me permitam equilibrar minha vida pessoal e profissional... uau!! Como isso é difícil!! 

Acho que esse post é mais um desabado, ou uma angústia... Não consigo ainda encontrar respostas para meus questionamentos, nem tranquilidade para minhas angústias... mas sei que farei a escolha certa... assim como acertei quando escolhi abrir mão da carreira em troca de gerar uma vida... A Giulia ainda não chegou, mas já me dá tanta certeza de que fiz a escolha certa, que me sinto mais forte para escolher outras coisas no futuro!

E você, que escolhas têm feito nesse sentido?



terça-feira, 16 de julho de 2013

Você é um Líder Termostato ou Termômetro?


Recebi esse texto e resolvi publicá-lo aqui... Vale muito a pena refletir que tipo de líder você tem sido e que exemplo tem deixado para a sua equipe.

Obs.: Como o texto original é em inglês, tentei traduzi-lo de forma a deixá-lo o mais próximo possível.
Escrito por Randy Conley

"Quando se trata de liderança, você é um termostato ou um termômetro? Mark, meu amigo, colocou essa estranha pergunta para mim esta semana. E explicou a diferença entre os dois.
Um termômetro reflete a temperatura do ambiente. Ele simplesmente reage ao que está acontecendo ao seu redor. Se a temperatura estiver quente, ele diz-lhe que sim. Se está frio, o termômetro somente reflete a realidade também. É um instrumento mudo, no sentido de que não contém funcionalidade multiuso inteligente. Ele tem um propósito... e um único propósito.
Um termostato, por outro lado, regula o ambiente. Ele estabelece a temperatura desejada desse ambiente e trabalha ativamente para mantê-lo dentro de um determinado intervalo. Se a temperatura subir acima da meta, o termostato sinaliza o condicionador de ar para entrar em ação e refrescar o ambiente. Se a temperatura cai abaixo da meta, o termostato faz com que o aquecedor ligue, a fim de aquecer o espaço. O termostato é inteligente, no sentido de que está sempre monitorando o ambiente, e se a temperatura estiver muito quente ou frio, ele decide o que fazer para corrigir a situação.
"Líderes Termômetro" reagem ao seu ambiente. Quando a tensão fica alta e as pessoas estão no limite, esses líderes são muitas vezes vistos perdendo a calma. Tornam-se irritáveis, duros, exigentes, críticos, impacientes, e talvez até mesmo perder a paciência e sair do seu controle. Liderança termômetro não inspira confiança e compromisso com as pessoas, ao contrário, traz medo e insegurança.
Os "Líderes Termostato", no entanto, sempre tem um pulso sobre a moral, a produtividade, o nível de estresse, e as condições ambientais de sua equipe. Quando a temperatura esquenta porque o time está sob pressão de uma pesada carga de trabalho, os recursos são escassos, ou prazos pendentes estão causando stress, ele agem com influência para acalmar a equipe. Eles tomam um tempo para ouvir as preocupações dos membros de sua equipe e fornecer a orientação e suporte necessário para ajudar a equipe a alcançar seus objetivos. Os "líderes termostato" também sabem aliviar a pressão sobre sua equipe através da mistura de um pouco de diversão leve em momentos oportunos.
Da mesma forma, quando o trabalho é lento e as pessoas são propensas a apenas atravessar os movimentos, os "líderes termostato" trabalham com suas equipes para reorientá-las para a visão, propósito e objetivos da equipe. Porque eles estão monitorando ativamente o ambiente de suas equipes, eles sabem quando a equipe precisa ser desafiada com novas metas e prioridades, ou quando eles só precisam de um "empurrão" para manter o foco em suas iniciativas em curso.
"Líderes termostato" constróem a confiança com seus seguidores, enquanto os "líderes termômetro" corroem a confiança. Quando os tempos ficam difíceis, as pessoas querem ver os seus líderes reagirem com calma, foco e determinação. Eles querem definir o tom para a forma como a equipe deve reagir durante tempos difíceis e navegar pelos mares agitados pela frente. Isso é um grande desafio para os líderes, porque eles também são os membros da equipe e por isso, sentem o mesmo stress e pressão, às vezes numa escala atpe maior... 
Então, como você responderia a esta pergunta? Você é um líder termômetro ou termostato?"