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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O Líder e sua Capacidade (ou não) de Escutar...


Trabalho com desenvolvimento de líderes há mais de uma década. Líderes de todos os níveis organizacionais, de diferentes países, diferentes áreas e com experiências distintas. São eles que movem as pessoas a atingirem resultados, a buscarem o extraordinário, a se motivarem e seguirem crescendo e acreditando nas organizações para quais trabalham.

Entretanto, eu não vejo formas de que isso aconteça sem uma habilidade fundamental da liderança: ESCUTAR. Parar para realmente escutar o que o outro está dizendo, observar a outra pessoa através da sua capacidade de comunicação verbal e não verbal, olhar além dos olhos e perceber sentimentos e necessidades.

Ao mesmo tempo, cada vez aumenta mais o número de liderados que me dizem: “meu líder não me escuta”, “não tenho espaço para uma conversa franca”, “sou interrompido todas as vezes que estou falando com ele”.

Meu questionamento hoje é: o que está acontecendo com nossos líderes, ou melhor, com nossas organizações? Por que temos tanta dificuldade em parar um minuto de mexer no nosso computador ou celular e dedicar um tempo a realmente prestar atenção no outro?

Tenho algumas suposições que tenho testado e que, ao meu ver, têm se concretizado como verdadeiras:

1 – A pressão por resultados é tão grande, especialmente em momentos de crise, que os líderes sentem-se “perdendo tempo” escutando o outro, já que imaginam ter a resposta para tudo (ou então, já receberam a resposta de cima, também de seus líderes que não o escutou).

2 – Não estamos preparando adequadamente nossos líderes para lidarem com o outro – dar atenção, escutar, falar de sentimentos e de necessidades (Ouso dizer que a Comunicação Não Violenta deveria estar no currículo de desenvolvimento de qualquer líder).

3 – A tecnologia nos tira a atenção. O líder até se esforça no início da conversa para prestar atenção, mas chega o WhatsApp, o email, a ligação... e o foco se perde no mesmo instante.

4 – Não queremos escutar! Sim, muitas vezes estamos tão fechados na nossa ideia, nas nossas concepções e nos nossos modelos, que escutar o outro dá trabalho... Teremos que refletir, argumentar e eventualmente mudar de opinião... E o líder sempre aprendeu que tem razão... como poderia mudar de opinião?!

Li uma frase um dia desses, que me chamou muito a atenção
“Ouvir é ser capaz de ser alterado pela outra pessoa” – Alan Alda.

Parei para pensar um pouco no que essa frase tão curta e tão profunda poderia ensinar aos líderes. Penso que as escolas e cursos de liderança estão longe de ensinar o conceito do ESCUTAR... falamos de técnicas, do que fazer e não fazer... mas não falamos do que está por trás disso... dos verdadeiros benefícios em escutar, das dificuldades que vão enfrentar, dos paradigmas que precisam quebrar...

De nada adianta ensinar a técnica sem falar do conceito... sem falar do ganho... da importância. E da necessidade de estar aberto a mudar... mudar sua opinião, seu comportamento... Sair da posição de “eu sei tudo sobre isso” para “fale mais sobre isso”.


Acredito que está na hora de rever o processo de preparação e desenvolvimento dos nossos líderes ao passo que as organizações também devem se preocupar de maneira equilibrada com as pessoas e seus sentimentos e com os resultados a serem atingidos. Entenderem de uma vez por todas que estão totalmente relacionadas. Quanto mais escutado e respeito for o liderado, mais comprometido com os resultados... parece uma frase feita, mas não está fácil tirá-la do papel e vê-la vivenciada no dia a dia...

Você já parou para escutar alguém hoje?

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sufocada pela Informação!



São 18 horas. Estou no escritório tentando dar conta dos e-mails, telefonemas, contatos pessoais e todas as outras formas possíveis de relacionamentos que acontecem diariamente. Praticamente todo o meu dia foi tomado por reuniões e conference calls. Rotinas das empresas em geral...

Olho para um canto da minha mesa e uma imagem me incomoda... Nada menos que 11 revistas paradas ali, esperando para serem lidas (Sim, eu tomei coragem para contar). Certamente, muitas reportagens interessantes, que seriam muito valiosas para o exercício da minha função.

Chego em casa e outra cena me aflige... Algumas revistas ainda na embalagem, há pelo menos 1 semana. No escritório, vários livros que comprei  desejando ter um tempo para lê-los, querendo isso mais que tudo quando estava lá, dentro da livraria, delirando entre tantos títulos interessantes. Comprei... e agora, cadê o tempo para ler?

Sem contar as mídias sociais: acompanhar todas é praticamente missão impossível. Facebook, Twitter, Blogs, sites de notícias, e-mails... ufa! Não consigo mais dar conta!!

Aliás, num desses sites esses dias, vi uma notícia assustadora: o brasileiro lê, em média 4 livros por ano e apenas metade da população é considerada leitora. Ou seja, pelo jeito eu não sou a única que não estou conseguindo vencer os livros! Ainda tento me manter acima dessa média, mas confesso que está ficando cada vez mais difícil.

Há algum tempo tenho me sentido assim, totalmente sufocada pela quantidade de informação que me cai às mãos todos os dias. E confesso... já não consigo mais priorizar o que é realmente importante, o que é desejável, o que eu posso descartar...

Nas rodas de amigos, a sensação é que sempre estão falando daquilo que eu não li. E por dentro, a culpa me consome! Pensamentos do tipo “se eu tivesse lido, estaria participando da conversa agora”, vão e vêm a todo tempo.

Mas definitivamente, eu queria conseguir relaxar. Porque jamais vou dar conta de ler ou absorver tudo aquilo que eu gostaria. Sim, eu gostaria de ler mais sobre Culinária, Fotografia, Política, Economia e Religião... E até aquelas revistas de fofocas, dos famosos passeando com seus cachorros, jantando, almoçando (como se isso fosse algo fora do comum!).

Mas eu também preciso de tempo para outras coisas... comer pipoca no sofá, passear com os meus cachorros, conversar com as pessoas que amo, visitar amigos, me visitar... Preciso de tempo para cuidar daquilo que eu gosto, daquilo que conquistei...

E por isso, vou tentar não vou sofrer tanto se eu não der conta de todos os assuntos e não souber o que está se passando com os primeiros capítulos da nova novela ou com o julgamento do mensalão. Ou ainda se não li a trilogia dos "Cinquenta Tons"!! 3 livros?! Onde eu conseguiria tempo para tanto?! Todo mundo só fala nisso!! Mas alguém vai me contar, eu sei... E assim, não me considerarei uma total desinformada, até que eu consiga ler um pouco sobre tudo...

A verdade é que cada vez mais as pessoas têm coisas para contar e por isso, o número de publicações aumenta cada vez mais. Eu gosto de ler, sempre gostei. Me lembro que quando era criança, estava sempre com um livro nas mãos. Mas percebo que hoje as pessoas estão mais cansadas. Acorda-se cedo demais para ir ao trabalho e dorme-se no ônibus ou no metrô até chegar em casa. Aquele tempo precioso para a leitura foi dedicado ao descanso necessário, que as grandes cidades roubam de nós através do trânsito, das filas...

Além disso, os equipamentos eletrônicos, de tão fácil conexão, invadem o tempo que você poderia ler uma revista... Tables, Smartphones e outros! Sempre tão acessíveis, conectados... daí a entrar no Facebook pra dar uma “olhadinha” e gastar 1 hora é um pulo!

Eu ainda não tenho receitas ou fórmulas mágicas para conseguir mais tempo para ler. Mas confesso que estou precisando disso. Então, quero compartilhar com vocês (que estão tirando um tempo para ler mais um texto de alguém que tem muito a contar) esse meu incômodo. E além disso, perguntar: Você está feliz com a quantidade de livros que lê por ano? Você já encontrou um jeito de “ler mais”?

Todos nós já conhecemos os benefícios da leitura. Ela abre portas, estimula a criatividade, nos faz sonhar, auxilia no processo de desenvolvimento, enfim... seria uma lista muito grande colocar todos eles aqui. Mas mesmo assim, ainda não colocamos a leitura como uma das prioridades. Por que? O que acontece com a gente?

Quero ouvir você. Compartilhe a sua experiência. Será ótimo trocarmos “figurinhas” sobre o assunto...

Abraços!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Você já Conversou com os seus Colaboradores Hoje?


Esta é uma pergunta que todos os dirigentes empresariais e gestores deveriam se fazer diariamente, como complemento da análise dos seus indicadores de gestão como produção, produtividade, custos e prazos, na certeza de que através das respostas encontrarão muitas das causas que não os deixam dormir. 

É comum nos encontros de negócios dirigentes empresariais lamentarem entre si:

“...não sei mais o que fazer para obter e manter a paz no ambiente de trabalho, mesmo investindo tanto em nossos colaboradores”.

A prática  de  boas e, por vezes, excelentes  políticas  de recursos humanos, o  cumprimento rigoroso da legislação e a manutenção de boas condições  de  trabalho  são absolutamente necessárias, entretanto  insuficientes para combater o principal obstáculo à paz no ambiente de trabalho, os conflitos individuais e coletivos.

Para se obter a plena confiança dos colaboradores e garantir relações harmoniosas no ambiente de trabalho, é igualmente necessária uma comunicação estruturada, aberta e permanente, estimulada e praticada por lideranças preparadas e comprometidas.

À primeira vista estas afirmações se apresentam como óbvias. Aliás, todo dirigente empresarial reconhece a sua importância para o sucesso de seus negócios. Mas, no fundo, a dificuldade  está no fato de que as empresas são movidas por resultados e a competitividade do mercado onde  atuam  está  exigindo  sempre mais, de  forma  insaciável e  permanente.  Isto  é  motivo  suficiente para que a prática do diálogo seja facilmente abandonada. Não há tempo para conversa em um ambiente competitivo – este é um grande paradigma que o mundo globalizado nos impôs.

Comete  um  terrível  engano  quem o aceita. E isto  acontece  de  maneira imperceptível no ambiente de trabalho. A estrutura hierárquica e funcional tem suas ações direcionadas prioritariamente para resultados econômicos financeiros e operacionais. E mesmo com metas de cunho social,  como  desenvolvimento  profissional, prevenção  à  saúde  e  ao  meio  ambiente, as  políticas de remuneração variável, como bônus e participação nos lucros, elas têm mais a ver com os resultados mensuráveis.

Esta  cultura  mantida  pela  prática  da “autoridade formal”, encontradiça  no mercado, faz com  que as empresas não alcancem os benefícios proporcionados pela prática da “autoridade moral” perante seus colaboradores.

Este  segundo  tipo  de  autoridade, diferente  da outra, é responsável  pelo trabalho com sinergia que, por meio do compromisso sincero e da empolgação criativa  dos colaboradores, é capaz  de gerar resultados  otimizados e, como conseqüência, aumentar o nível de competitividade das empresas.

Entretanto, como a mudança de qualquer tipo de cultura, incluindo o caso da gestão de pessoas, é um processo gradual e lento. É exatamente aí que se instala o círculo vicioso de que não há tempo pra conversa num ambiente competitivo.

Este círculo pode ser rompido, de forma acelerada, pela obrigatoriedade de diálogos estruturados e permanentes entre líderes e liderados, até que  as  lideranças  percebam  que  a prática  de  novos comportamentos e atitudes no cotidiano das relações no trabalho, proporcionados pelo diálogo, produzem resultados muito melhores que os anteriores.

E você? Já conversou com seus colaboradores hoje?

Lembre-se que o diálogo é o caminho para a paz!
  
Fonte: HGM Consultores