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segunda-feira, 8 de abril de 2013

E Quando o Feedback é Para Você?


Já falei aqui em alguns posts sobre a importância do feedback no desenvolvimento das pessoas. Já sabemos que feedback é um presente e que, quando bem direcionado, nos ajuda a identificar oportunidades de melhoria e enxergar nossos “gaps”.

Mas será que estamos realmente preparados para receber esse “presente”? Mais do que isso, o que fazer com esse presente? Quero dizer, como tratar esse feedback, especialmente o negativo, para que ele realmente possa trazer efeitos positivos para a sua carreira e até para a sua vida pessoal?

A gente sabe  que nem sempre é fácil ouvir aquilo que não queremos, ou seja, quando alguém nos fala algo que não condiz com a imagem que temos de nós mesmos, nossa tendência é reagir, não concordar e se fechar para a mensagem... Lembre-se que as nossas intenções podem ser diferentes dos comportamentos que expressamos. Por exemplo: você pode ter a intenção de ser simpático com as pessoas, mas quando chega aos escritório, mal tem tempo para dar “bom dia”... Isso pode ser encarado como antipatia, o oposto do que você imagina estar passando para as pessoas.

Por isso acredite... Quanto mais preparado você estiver, mais fácil será entender e interpretar o feedback, tomando para si aquilo que realmente faz sentido e que pode te ajudar a melhorar comportamentos que serão úteis para você.

Deixo aqui então algumas dicas:

1 – Primeiro ouça, sem interrupções ou argumentos: no momento em que alguém nos diz algo que não esperamos sobre nós mesmos, nosso primeiro impulso é buscar argumentos e justificativas. Ao fazer isso, você pode quebrar o vínculo com a pessoa que está lhe dando o feedback e pode perder informações importantes que serão úteis para o seu desenvolvimento.


2 – Peça Exemplos: Ouvir atentamente não significa não falar absolutamente nada! Se não ficou claro para você o que a outra pessoa quis dizer, peça exemplos de situações onde ela pode perceber o seu comportamento. Quanto mais fatos você tiver, mais fácil será aceitar o feedback. Não tente “decifrar” a mensagem... Pergunte, quantas vezes forem necessárias, mas não faça interpretações.

3 – Reflita: de tudo o que você ouviu, pode ser que algumas coisas lhe sirvam e outras, nem tanto. O mais importante é refletir, ver o que faz sentido e o que você acredita que pode mudar. Muitas vezes, especialmente no ambiente corporativo, alguns comportamentos precisam ser ajustados, de acordo com a missão, visão e valores da empresa. Mudar para adaptar-se à esses valores faz parte do nosso papel profissional, desde que você esteja disposto a isso sem ferir o seus próprios valores. 
4 – Valide o Feedback: um outro ponto importante é sobre quem está lhe dando o feedback. Muitas vezes, não “validamos” a pessoa a qual está falando conosco e por isso, nossa tendência é se fechar para a mensagem. Se a pessoa que lhe deu o feedback não tem sua credibilidade, ouça o que ela diz e procure validar a mensagem com outras pessoas. Pergunte para àquelas pessoas nas quais você confia, o que elas pensam a respeito de determinado comportamento seu. Assim, ouvindo de outras pessoas, fica mais fácil aceitar o feedback.

5 – Controle sua Emoção: chorar, xingar, gritar, bater a cabeça na parede... nada vai melhorar a situação. Comportamentos assim só deixarão mais explícito que você está negando o feedback recebido. Respire fundo, pense, acalme-se e reflita. Se ficar muito abalado com o que ouviu, peça um tempo à pessoa que lhe deu o feedback e volte a falar com ela quanto estiver mais calmo... mas jamais perca o controle.

6 – Assuma o Compromisso de Mudar: se o que você ouviu fez sentido para você, trace um plano de ação consigo mesmo. Estabeleça metas, prazos e a forma como você irá trabalhar para melhorar o ponto de desenvolvimento identificado. Além disso, faça uma auto-avaliação periódica e também peça novos feedbacks para acompanhar sua evolução.


Lembre-se que errar não é sinônimo de fracasso. É através do erro que nos desenvolvemos e aprendemos a fazer melhor. Se alguém se dispôs a dar o feedback para você a partir do seu erro, é porque acredita que você tem capacidade para melhorar. E isso é um ponto positivo! Grande parte dos profissionais os quais converso, reclama exatamente da falta de feedback. Portanto, encare esse processo com naturalidade e como um presente realmente, ainda que não seja aquele presente “desejado”... Tenha certeza que ele pode ser útil a você! Basta aceitá-lo abertamente, e usá-lo da melhor maneira possível.


Que saber mais? Assista a um trecho do vídeo "Janela de Johari", que trata exatamente do assunto Feedback.


Falarei mais sobre esse conceito em outros posts por aqui.



Abraços!!

terça-feira, 19 de março de 2013

Síndrome de Burnout... Você já ouviu falar?



Pressão exagerada em busca de resultados, altas exigências com a qualificação profissional, produzir cada vez mais com cada vez menos... Esses e outros cenários são cada vez mais constantes na vida dos profissionais. Aqueles que vivem nas grandes cidades ainda carregam consigo o trânsito caótico, o medo constante da violência, a pressão do tempo... 

Essa realidade está cada vez mais presente nas organizações: funcionários desmotivados, estressados e em alguns casos, até depressivos. É cada vez mais comum ouvir frases do tipo: "As organizações estão doentes!" "Não aguento mais essa pressão!"  "Vou pedir demissão hoje!"

E então, fica a pergunta: Que mundo é esse que estamos vivendo?

Você já deve ter ouvido falar da Síndrome de Burnout. Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, pode ser traduzida como uma exaustão física, emocional e mental, causada por condições e demandas de trabalho desgastantes. Profissionais cuja atividade requer envolvimento interpessoal direto e intenso, são mais propensos a apresentar esse transtorno, dentre eles profissionais da área da saúde, educação, recursos humanos, policiais, assistentes sociais e mulheres que enfrentam dupla ou tripla jornada de trabalho.

Dentre os sintomas mais comuns estão:

* Sintomas Físicos:
- Baixa energia
- Problemas relacionados ao sono
- Imunidade baixa
- Doenças frequentes
- Dores de cabeça, de estômago, etc

* Sintomas Emocionais:
- Falta de motivação
- Irritabilidade e nervosismo constantes
- Dimimuição da satisfação no trabalho
- Desilução com o emprego
- Depressão
- Mudanças bruscas de humor

*Sintomas Comportamentais:
- Busca pelo isolamento
- Redução do comprometimento
- Procrastinação
- Aumento do absenteísmo
- Dificuldades de concentração
- Problemas alimentares
- Uso de álcool, drogas, etc.

Mas, o que fazer quando você identificar alguém na sua equipe com esses sintomas? Como saber se é realmente a Síndrome de Burnout? Claro que é necessário a opinião de um especialista para a realização de um diagnóstico preciso. Entretanto, como gestor (ou colega de trabalho), você pode tomar algumas atitudes que podem ajudar:

- Fale das suas observações com o profissional. Diga a ele que vem observando o seu comportamento e que está disposto a ouvi-lo e ajudá-lo.
- Encoraje o profissional e falar dos seus sentimentos e percepções. Ouça com empatia.

- Ajude-o a solucionar os problemas que estão ao seu alcance.

- Procure ajuda especializada se for o caso: médico do trabalho, assistência social, psicólogo, etc.
Se você é gestor desse profissional, algumas ações adicionais devem fazer parte do seu escopo de trabalho:

- Estabeleça metas claras e realistas.
- Dê ao profissional a autonomia necessária para controlear os elementos do seu trabalho: agenda, maneira de trabalho, etc.

- Facilite a gestão da vida profissional x pessoal do profissional. Menos controle e mais compromisso funcionam bem.

- Encoraje sua equipe a ter pequenas “paradas” no trabalho: um café, um bate-papo...
- Remova aqueles obstáculos que estão ao seu alcance.
- Discuta os prazos antes de simplesmente estabecê-los.
- Dê os recursos necessários para a realização do trabalho: ferramentas, conhecimento, informação, tecnologia, etc.
- Seja aberto, presente e conectado os seus funcionários.
- Dê feedback, fale a verdade, use os erros como oportunidade de crescimento
- Reconheça e recompense sempre que possível, o bom trabalho.
- Fale com os seus funcionários. Tente fazer isso mais vezes face-to-face do que por email ou telefone.
Parece difícil de acreditar, mas a grande queixa dos funcionários é a de que seus líderes ficam distantes, mal sabem o que se passa durante a sua rotina e raramente não feedback. . Lembre-se que, como gestor, é sua responsabilidade garantir um bom ambiente de trabalho. E isso passa pelo seu papel de ouvinte, de encorajador e de direcionador.

Para finalizar, quero deixar algumas dicas para que você, como profissional,  possa se prevenir e evitar a Síndrome de Burnout, tendo uma vida mais saudável:

- Estabeleça metas realistas. Deixe o perfeccionismo de lado
- Delegue atividades sempre que possível e/ou peça ajuda. Não queira fazer tudo sozinho

- Faça listas com as tarefas diárias a realizar. Comece pelas mais importantes.

- Reduza as interrupções. Saiba falar “não” quando necessário.
- Procure sempre pelo seu gestor: se você está se sentindo sobrecarregado, negocie as prioridades. Se não está se sentindo motivado, peça por projetos/atividades mais desafiadoras.
- Reserve um tempo para praticar atividades físicas. Elas farão muita diferença!
- Reserve um tempo para o lazer, para as férias...
- Construa uma rede de relacionamentos e suporte. Assim como você pode ajudar a alguém, sempre tem alguém que pode ajudá-lo.
Cuide de você, da sua equipe e dos seus colegas de trabalho. A Síndrome de Burnout pode estar presente no nosso círculo de amizades e muitas vezes, as pessoas não têm todas as informações necessárias para detectá-las e tratá-las adequadamente.

Você pode fazer a diferença !

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Meritocracia X Feedback: As Empresas realmente sabem Praticá-los?


 Começo de ano... época das Avaliações de Desempenho para a maioria das empresas. Nesse momento, o RH convida cada gestor a parar e pensar um pouco sobre cada funcionário, sua performance, seus comportamentos, a forma como ele atingiu os objetivos de 2012... 


E depois desse processo (que deveria ser consequência de todo o processo de feedback ocorrido durante o ano) vem a famosa “Distribuição de Mérito”É chegada a hora de diferenciar os seus funcionários... ou seja, recompensar melhor para quem teve melhores avaliações. Mas será que isso realmente acontece dentro das empresas?


Essa é uma pergunta que ainda me faço, dada a minha experiência em lidar com o tema. Geralmente, quando explicamos aos gestores o quanto ele pode “aplicar” de mérito, a conta que ele faz é a seguinte: “pego o total e divido pelo número de funcionários”. Pronto! Está criado o maior problema de retenção nas organizações.

Ora!! Um gestor tem que saber que seu principal papel é fazer adequadamente a boa gestão dos seus funcionários. E isso inclui dar feedback positivo e negativo, reconhecer o bom desempenho e redirecionar o desempenho insatisfatório... Acontece que muitos fatores contribuem para que isso não ocorra... Não é difícil encontrar gestores que, ao longo do ano, sequer tiveram uma conversa de feedback com o funcionário, principalmente com aquele funcionário que não estava indo muito bem. E agora, como ele vai chegar e dar a notícia de que, devido à sua baixa performance, ele não terá um aumento salarial?

Para mim, meritocracia é mais fácil e mais simples do que parece... só que depende da atitude, da coragem e da franqueza dos líderes em fazer uma boa avaliação ao longo do ano (e não somente quando o RH pede para formalizar um documento) e darem um feedback assertivo e construtivo.


Imagine só... você fez um trabalho excepcional, contribuiu além das expectativas com as metas da empresa, teve excelente comportamento frente às competências determinadas pela empresa e vai receber o mesmo valor de mérito do que aquele profissional que sequer fez o seu papel... Sabe o que vai acontecer? Cada vez mais sua área/empresa terá funcionários com performance insatisfatória e menos potenciais e talentos. Claro, porque para o profissional que recebe um mérito sem merecê-lo, obviamente a situação fica mais cômoda do que para aquele profissional que fez mais do que o esperado e “levou” o mesmo percentual de toda a equipe.


É hora de começar a praticar aqueles conceitos que as escolas e os livros de liderança tanto ensinam: feedback, coaching, aconselhamento contínuo, acompanhamento do funcionário durante o ano. Assim, esse momento de distribuição de mérito será somente a consequência de uma boa gestão feita durante todo o período... Sua empresa terá sempre talentos e potenciais... e você contribuirá com o crescimento daqueles profissionais que saberão exatamente onde precisam melhorar, para que tenham melhores desempenhos no ano seguinte.

Quero então deixar aqui registrado, algumas dicas importantes para um bom momento de feedback:

1 – Seja Específico: descreva o comportamento sobre o qual está dando feedback da forma mais clara possível. Baseie-se em fatos e dados. Lembre-se: você não está falando DA pessoa e sim de alguma ação ou comportamento que ela teve em um momento específico. Não faça julgamentos.
2 – Seja o mais Neutro Possível: não “personalize” o feedback, levando em conta possíveis opiniões que você possa ter sobre a pessoa. Além disso não faça interpretações pessoais; registre apenas o evento.
3 – Comunique-se Diretamente: Quando o feedback é negativo, fale COM a pessoa e não DA pessoa. Ou seja, não “espalhe” o feedback aos quatro cantos, pois você pode dificultar a forma como o funcionário se apropria do que você disse. Também não delegue essa responsabilidade a terceiros. Lembre-se que o gestor é você e portanto, esse papel é seu.
4 – Seja Objetivo: para ser benéfico a quem recebe, o feeback precisa ser claro, com foco no fato/ação e sempre que possível, dado através de exemplos. Ou seja, vá direto ao ponto!
5 – Seja Oportuno: Não adianta esperar 1 ano para dar um feedback. Faça isso logo que o evento aconteceu, seja positivo ou negativo. Quanto mais tempo passar, mais difícil será lembrar sobre as circunstâncias e a chance de ser um momento ruim para ambos fica muito maior.
6 – Seja Construtivo: O feedback negativo é sempre mais difícil, pois a chance de a pessoa se sentir desmotivada e desorientada é muito grande. Por isso é muito importante que o gestor adote uma postura positiva e construtiva, oferecendo-se para encontrar soluções junto com o funcionário para que o desempenho/comportamento possa ser corrigido da maneira mais positiva possível.
7 – Dê Feedbacks Positivos: Conheço gestores que dizem o seguinte: “se não estou falando nada, é porque está tudo bem.” Errado!! Todo comportamento e desempenho positivo devem ser reconhecidos, de preferência em público quando isso for possível. Todo mundo gosta de ser elogiado e reconhecido pelo que faz. Isso gera o sentimento de satisfação e motiva a equipe a buscar sempre o melhor.
8 – Fale das coisas boas: Mesmo num momento de feedback negativo, a reunião pode ser conduzida reforçando pontos positivos que o funcionário apresenta. Lembre-se, todos nós temos pontos fortes e pontos a desenvolver. Fale de ambos!
9 – Cuidado com o Feedback em demasia: Aqui vale aquele velho ditado: “Tudo o que é demais, o santo desconfia.” Portanto, só dê feedback quando realmente fizer sentido para o funcionário, seja positivo ou negativo. Falar demais pode tirar a sua credibilidade enquanto gestor.
10 - Verifique o entendimento do colaborador: Ao fornecer feedback é muito importante que você se certifique que o funcionário entendeu o que você quis dizer. Para isso, não basta apenas perguntar se ele entendeu, porque na maioria das vezes, a resposta será sim. Peça a ele para lhe contar o que ele entendeu com as próprias palavras e por fim, peça a opinião dele sobre o assunto e como você poderá contribuir para ajudá-lo à implementar as mudanças necessárias.
Certamente, um processo de feedback bem conduzido ao longo do ano auxiliará os gestores na hora de recompensar os seus funcionários. Será mais fácil justificar as suas decisões quando não existirem surpresas.


Lembre-se que, como gestor, seu papel é de ajudar as pessoas a serem melhores, seja pessoal ou profissionalmente. E aí, disposto a colocar o seu papel de líder em prática?


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma Forma Divertida de Entender o Trabalho em Equipe...

Já faz alguns dias que recebi esse vídeo em meu e-mail, mas confesso que ainda não tinha tido tempo de assistir. Hoje, para começar a sexta-feira, resolvi vê-lo e... que surpresa!! Uma bela e divertida lição da importância de se trabalhar em equipe.

Qualquer revista, artigo de internet ou livro traz uma série de vantagens sobre o trabalho em equipe e, de fato, quando aprendemos a trabalhar contando com a competência de outras pessoas, tudo pode ser melhor e mais fácil.

O começo pode ser difícil, afinal não é tão simples ter várias pessoas num grupo que pensam de maneira diferente da sua e além disso, a vontade de "fazer do nosso jeito" é sempre muito forte. Mas se você se esforçar, verá que os benefícios superam as dificuldades e que juntos, as coisas podem sair ainda melhores.

Não vou me prolongar muito porque esse post é mais divertido e menos conceitual. Assista ao filme e tire suas conclusões! :)



Boa sexta-feira! Ótimo fim de semana!!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Liderança e o Gerenciamento do Stress


Todos nós já sabemos que ter um líder não preparado pode ser péssimo para a nossa carreira. Afinal, é na liderança que buscamos inspiração, é pelo líder que fazemos “algo a mais”, é ele que nos impulsiona a crescermos, a buscarmos o desenvolvimento. Ou não. A falta de preparo de liderança é uma queixa muito comum entre a maioria dos profissionais com quem converso, sejam eles de empresas pequenas ou grandes.

Mas um outro dado é ainda mais alarmante. Em um texto publicado recentemente, Robert Hogan, psicólogo expert em testes de personalidade, afima que 75% dos empregados ativos dizem que o pior aspecto do seu trabalho, aquele aspecto mais estressante, é o seu superior imediato. E ele complementa dizendo que  gerentes ruins criam um custo enorme para a empresa com assuntos relacionados à saúde, pois a maior causa do stress na vida moderna está relacionado à gestão ruim.

Entendendo os fatos: um gerente ruim pode ser responsável pela sua dor de cabeça, gripe, dores nas costas, etc. Isso porque o estress negativo afeta o nosso sistema imunológico e consequentemente, nos deixa mais vulneráveis à doenças em geral.

Stress faz parte da nossa rotina. O stress considerado saudável nos ajuda a mover, a ir atrás daquilo que queremos, a dar respostas para as nossas expectativas e a atingir objetivos. Entretanto, é preciso saber gerenciar o stress, para que ele não ultrapasse o nível aceitável que um ser humano é capaz de lidar.

É importante lembrar que existe um papel fundamental do líder nesse processo. Um líder bem preparado precisa ser capaz de identificar qual é o limite de stress “aceitável” para cada um de seus funcionários, uma vez que não somos todos iguais e reagimos de maneira diferente às situações cotidianas.

Ao funcionário, também cabe cuidar para que entenda qual é o “ritmo” daquela organização, o quanto ele está disposto a adaptar-se a esse ritmo e à forma como o stress é gerenciado.

Essa frase de Hogan pode ilustrar bem essa questão: “As pessoas escolhem os trabalhos que não são ideais para eles. A realidade do mercado de trabalho hoje é ter uma oferta de emprego sem pensar se é o lugar certo para eles. Isso leva à insatisfação e queixas. E eles podem querer culpar seus líderes por isso.”

Para auxiliar líderes e funcionários na gestão do stress, quero deixar aqui algumas dicas que podem ser úteis e que farão a diferença na hora de cuidar da nossa saúde.

DICAS PARA OS FUNCIONÁRIOS

. Mude sua forma de pensar:
- Pare de achar que tudo é uma “catástrofe” sempre supondo o pior. Tenha um pensamento positivo.
- Desenvolva uma maneira positiva de se expressar. Olhe para as histórias que viveu e reflita sobre os eventos ocorridos, as lições aprendidas, as boas experiências e o mais importante: sem exageros negativos.
- Tenha senso de humor. Mude a forma como você reage às pessoas e aos eventos. Bom humor sempre faz a diferença.
- Tenha expectativas realistas.

. Mude o seu Comportamento:
- Encontre o seu ritmo de trabalho, tire um tempo para si mesmo. Dê-se uma pausa.
- Encontre tempo para o lazer verdadeiro.
- Concentre-se para tirar mais proveito do seu tempo. Fazer muitas coisas ao mesmo tempo  raramente funciona e só gera mais stress.
- Diga o que você realmente pensa, passando uma mensagem clara. Melhore suas habilidades de comunicação.

. Mude seu Estilo de Vida:
            - Construa uma rede de apoio. Passe mais tempo com pessoas que podem lhe dar conselhos honestos e perspectivas positivas. Cerque-se de pessoas positivas e divertidas.
            - Cuide de si mesmo – faça exercícios regularmente, durma o suficiente, coma de maneira inteligente e saudável.

DICAS PARA OS LÍDERES

. Comunique-se e “Conecte as Pessoas”:
            - Seja claro e honesto ao comunicar-se. Reduza a ambiguidade e verifique a compreensão das pessoas em relação ao que você falou. Lembre-se que comunicação não é o que você disse, mas sim o que as pessoas entenderam.
            - Trate os funcionários com respeito.
            - Ouça atentamente para entender o conteúdo e as emoções. Faça perguntas para esclarecer as suas dúvidas. Parafraseie.

. Reconheça
            - Diga “obrigado” para o seu funcionário na frente da equipe.
            - Envie e-mails ou cartões agradecendo e reconhecendo o bom trabalho.
            - Se possível, faça reconhecimentos financeiros, ou então programe outras formas de comemoração: eventos, jantares, café da manhã, etc.

. Seja Flexível quando possível
            - Dê aos funcionários a flexibilidade necessária para gerenciarem seus trabalhos e responsabilidades.
            - Tente remover os obstáculos que seus funcionários possam ter no trabalho.
            - Trabalhe com seus funcionários para ajudá-los a desenvolverem o senso de controle e comprometimento com o trabalho.

. Lidere pelo Exemplo e Renove-se
            - Encoraje as pessoas a trabalharem o máximo possível dentro do horário de trabalho, sem horas extras. E faça o mesmo.
            - Encoraje as pessoas e terem vida social. Tenha vida social você também.
            - Facilite um ambiente de trabalho alegre, divertido e responsável. Um ambiente “leve” é a base para minimizar o stress.
            - Incentive-os a tirarem férias. E tire férias você também.

. Monitore e Intervenha quando necessário
            - Identifique casos críticos na sua equipe e chame para uma conversa privada e informal, buscando entender as razões. Muitas vezes o desempenho baixo pode estar associado à problemas pessoais e você, como líder, precisa entender, respeitar e ajudar, se possível.
            - Dê feedback com base nos comportamentos e desempenho observados. Tenha um histórico registrado dos funcionários, tanto do bom, quanto do mal desempenho.
            - Expresse preocupação genuína com as pessoas, ouça o que elas têm a dizer e faça sua parte.

Gerenciar o stress é mais do que uma necessidade. É uma obrigação para quem deseja ter uma vida saudável e produtiva. 

Boa sorte!