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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O Líder e sua Capacidade (ou não) de Escutar...


Trabalho com desenvolvimento de líderes há mais de uma década. Líderes de todos os níveis organizacionais, de diferentes países, diferentes áreas e com experiências distintas. São eles que movem as pessoas a atingirem resultados, a buscarem o extraordinário, a se motivarem e seguirem crescendo e acreditando nas organizações para quais trabalham.

Entretanto, eu não vejo formas de que isso aconteça sem uma habilidade fundamental da liderança: ESCUTAR. Parar para realmente escutar o que o outro está dizendo, observar a outra pessoa através da sua capacidade de comunicação verbal e não verbal, olhar além dos olhos e perceber sentimentos e necessidades.

Ao mesmo tempo, cada vez aumenta mais o número de liderados que me dizem: “meu líder não me escuta”, “não tenho espaço para uma conversa franca”, “sou interrompido todas as vezes que estou falando com ele”.

Meu questionamento hoje é: o que está acontecendo com nossos líderes, ou melhor, com nossas organizações? Por que temos tanta dificuldade em parar um minuto de mexer no nosso computador ou celular e dedicar um tempo a realmente prestar atenção no outro?

Tenho algumas suposições que tenho testado e que, ao meu ver, têm se concretizado como verdadeiras:

1 – A pressão por resultados é tão grande, especialmente em momentos de crise, que os líderes sentem-se “perdendo tempo” escutando o outro, já que imaginam ter a resposta para tudo (ou então, já receberam a resposta de cima, também de seus líderes que não o escutou).

2 – Não estamos preparando adequadamente nossos líderes para lidarem com o outro – dar atenção, escutar, falar de sentimentos e de necessidades (Ouso dizer que a Comunicação Não Violenta deveria estar no currículo de desenvolvimento de qualquer líder).

3 – A tecnologia nos tira a atenção. O líder até se esforça no início da conversa para prestar atenção, mas chega o WhatsApp, o email, a ligação... e o foco se perde no mesmo instante.

4 – Não queremos escutar! Sim, muitas vezes estamos tão fechados na nossa ideia, nas nossas concepções e nos nossos modelos, que escutar o outro dá trabalho... Teremos que refletir, argumentar e eventualmente mudar de opinião... E o líder sempre aprendeu que tem razão... como poderia mudar de opinião?!

Li uma frase um dia desses, que me chamou muito a atenção
“Ouvir é ser capaz de ser alterado pela outra pessoa” – Alan Alda.

Parei para pensar um pouco no que essa frase tão curta e tão profunda poderia ensinar aos líderes. Penso que as escolas e cursos de liderança estão longe de ensinar o conceito do ESCUTAR... falamos de técnicas, do que fazer e não fazer... mas não falamos do que está por trás disso... dos verdadeiros benefícios em escutar, das dificuldades que vão enfrentar, dos paradigmas que precisam quebrar...

De nada adianta ensinar a técnica sem falar do conceito... sem falar do ganho... da importância. E da necessidade de estar aberto a mudar... mudar sua opinião, seu comportamento... Sair da posição de “eu sei tudo sobre isso” para “fale mais sobre isso”.


Acredito que está na hora de rever o processo de preparação e desenvolvimento dos nossos líderes ao passo que as organizações também devem se preocupar de maneira equilibrada com as pessoas e seus sentimentos e com os resultados a serem atingidos. Entenderem de uma vez por todas que estão totalmente relacionadas. Quanto mais escutado e respeito for o liderado, mais comprometido com os resultados... parece uma frase feita, mas não está fácil tirá-la do papel e vê-la vivenciada no dia a dia...

Você já parou para escutar alguém hoje?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

10 Lições que Apenas Mulheres Fortes Conhecem...

Uau!! Faz tempo que não escrevo aqui... De um ano para cá parece que a vida ficou mais agitada e o tempo mais curto. As pressões do trabalho cada dia maiores e os desafios cada vez mais crescentes, considerando que o cenário econômico definitivamente não está favorável. Além disso, o meu papel de mãe (que por sinal é o meu preferido), também me toma muito tempo... Mas achei que era a hora de voltar. Estou precisando colocar para fora o que tenho vivido... quero continuar compartilhando minhas experiências, minhas angústias e reflexões... Não só do mundo corporativo, mas da vida. Afinal, esse espaço é para falar de Vida e Carreira.

Para começar, quero compartilhar um texto que encontrei na internet e que me identifiquei muito. Acho que nós mulheres, sempre temos desafios adicionais pela frente... Não é fácil exercer tantos papéis, dar conta de tudo, não deixar os pratos caírem! Mas lendo essas lições, realmente acho que vale a pena. Espero que se identifiquem!



10 Lições que Apenas Mulheres Fortes Conhecem...
Escrito por Rachel Wolfson
1) Amar e perder
Uma mulher forte conhece a sensação de crescer próximo a alguém e então perder esta pessoa. No começo é devastador. “Como vou conseguir viver sem esta companhia?”, nos perguntamos. Mas, achamos um caminho de seguir em frente. Entendemos que a vida segue, mesmo que um amor ou um amigo não faça mais parte dela. Aprendemos como deixar as pessoas irem.
2) Arriscar
Uma mulher forte não tem medo de fazer o que ela acha ser melhor naquele momento. Não nos preocupamos demais com o longo prazo porque assumimos riscos e, no fim, sabemos que valeu a pena porque tudo saíra mais ou menos como planejado.
3) Levantar sozinha depois de cair
Uma mulher forte não tem medo do fracasso porque já passou por isso e sabe que, mesmo o que exige esforço e tempo, pode não dar certo. Mas, ainda assim, nós nos levantamos e começamos tudo outra vez. Quando perdemos um trabalho, um amor e uma oportunidade incrível, aceitamos a derrota e nos reinventamos.
4) Deixa a barra da saia dos pais
Uma mulher forte sabe o que é deixar o conforto da casa dos pais e se despedir deles a caminho do aeroporto sem data para voltar. Sabemos o que cuidar de nós mesmas e, por isso, entendemos e valorizamos demais a família.
5) Sai da zona de conforto
Uma mulher forte é capaz de entrar em uma sala lotada de desconhecidos e andar como se estivesse em casa. Nós nos jogamos em um novo trabalho, novo país, nova relação, nova cidade, novos amigos, novas experiências e tiramos o melhor disto tudo.
6) Lida com a solidão
Uma mulher forte sabe que as pessoas vão e vem, por isso aproveita a felicidade de estar rodeada de pessoas, mas também consegue lidar com os momentos em que se pega sozinha. Sabemos que, apesar de triste, a solidão é passageira.
7) Vive momentos extremos
Uma mulher forte já viveu no limite, como uma guerra, por exemplo. Conhece o som e o perigo das sirenes, das pessoas correndo na rua, do barulho de tiros e reconhece nos olhos de mãe e crianças que eles estão em perigo. Tudo isto nos faz mais fortes e nos ajuda e valorizar a vida.
8) Supera os medos
Mulheres forte têm medo, como qualquer outra pessoa, mas sabem que isso é irracional e que é preciso superar. Entramos num avião sem querer, mudamos de país sem empolgação pensando no crescimento que isso nos trará, visitamos alguém amado no hospital mesmo sem saber o que nos espera.
9) Estimula seu corpo
Uma muher forte conhece muito bem o próprio corpo e trabalha para deixá-lo mais forte. Nós respiramos, nos alongamos, nos alimentamos bem porque sabemos que saúde significa vida longa.
10) Sonha alto
Uma mulher forte sempre tem grandes sonhos. Nós estamos sempre querendo fazer alguma coisa e que seja o mais bem feito possível. Não dissemos para nós mesmas “não é possível”, simplesmente acreditamos e lutamos pelos objetivos.

Abraços!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Depois da Licença Maternidade...


Olá!!

Faz 7 meses que não passo por aqui... Foi uma parada totalmente planejada para assumir um novo (e talvez o mais importante) papel na minha vida: ser Mãe!! Foram meses maravilhosos... mas é hora de voltar, o que também é bom, mas não necessariamente é fácil. 

Retomar a vida profissional após 7 meses em casa curtindo a licença-maternidade é um grande desafio. Durante todo esse tempo, os principais assuntos aos quais você tem acesso são mamadas, fraldas e noite mal dormidas. Seu grupo fica restrito às mamães que, assim como você, também estão curtindo seus pimpolhos e assim, suas preocupações e a rotina diária são totalmente diferentes daquela de quando você estava trabalhando.

Mas é bom voltar. Se por um lado o coração fica apertado porque você só quer ficar com o seu bebê o tempo todo, por outro é bom estar em contato novamente com o mundo corporativo... e perceber que, mesmo depois de 7 meses, os problemas se repetem, as pessoas continuam criando expectativas... enfim, nem sempre o cenário muda. J

Mas esse post é para compartilhar um pouquinho com as mamães que vão passar por isso em breve, como planejei o meu retorno. Sim, como tudo em minha vida, o meu retorno ao trabalho foi planejado e eu fiz tudo o que pude para minimizar o impacto e o sofrimento da minha filha, o meu e o da empresa (nessa ordem de importância... J).

Aqui vão algumas dicas que funcionaram para mim e que podem funcionar para você:

1. Durante os 3 primeiros meses eu fiquei totalmente dedicada à minha filha. TOTALMENTE. O único contato que tive com a empresa foram os amigos que vieram me visitar (e que eu adorei!). E ainda assim os assuntos organizacionais eram super limitados ou quase nem tocados. Foi maravilhoso ter a possibilidade de estar 100% dedicada à maternidade e curtir todas as mudanças que um bebê traz para a nossa vida.

2. Tenho uma babá comigo desde o início. Quando chegamos do hospital a babá já estava lá em casa. Claro que no começo não há muita coisa para ela fazer, até porque eu quis cuidar de tudo o que pude, assumi mesmo o título de "mãe coruja". Mas ter uma ajuda para cuidar da casa, da comida e de outros detalhes que fazem parte da rotina foi fundamental para a minha tranquilidade... e o grande ganho aqui foi o fato de que minha filha teve todo o tempo necessário para se adaptar com uma outra pessoa cuidando dela.

3. Após o 4º mês da minha bebê, intensifiquei a adaptação da bebê com a babá. Isso quer dizer que a babá assumiu o banho, os passeios, as trocas de fraldas e, por algumas vezes, eu saía de casa para resolver assuntos diversos deixando-a com a babá. No começo foi difícil (para ambas), mas foi super importante para que, no momento da minha volta ao trabalho, ela já estivesse 100% adaptada com a babá.... E eu confiante de que minha filha estaria em boas mãos na minha ausência.

4. Também após o 4º mês eu voltei a me conectar com as pessoas da empresa. Marquei almoços, cafés, fui até a empresa algumas vezes e fui procurando entender o momento da organização e o que encontraria quando voltasse lá. Também passei a ler os emails, as informações sobre a empresa na mídia e um pouco do cenário econômico... (Sim, eu me desliguei totalmente e não fiquei acompanhando a cotação do dólar, os planos do governo ou a situação da indústria mês a mês...) Essa conexão me ajudou muito a voltar já com alguns inputs importantes que facilitaram a minha re-integração.

5. Durante a primeira semana, agendei reuniões com pessoas-chave na organização, que puderam me dar um overview do que aconteceu durante o período que fiquei fora e principalmente, qual era o meu papel ali, o que as pessoas esperavam de mim.  Já na segunda semana me senti conectada novamente e pronta para assumir 100% das minhas responsabilidades.

6. O papel da família foi fundamental no meu retorno. Além de poder contar com o TOTAL apoio do meu marido, ainda tive minha mãe em casa na primeira semana, o que dá uma tranquilidade a mais. Ter pessoas da sua confiança ao seu lado, faz toda a diferença.
7. Eu continuo amamentando... Estou tentando gerenciar a agenda, de modo que, pela manhã e ao chegar em casa no fim do dia, possa amamentar a minha pequena, reforçando o nosso vínculo e nutrindo-a com todo o meu amor. Sim, é possível... mas também é importante se planejar para isso. 

Claro que os desafios continuam... conciliar agendas, driblar o trânsito, chegar em casa antes da sua bebê dormir e administrar as noites mal dormidas x longas jornadas de trabalho e reuniões, fazem parte da minha rotina. Mas seguindo esse plano, a ansiedade de separação foi minimizada e administrada da melhor forma.

Espero que as dicas funcionem para você... Se você também passou ou vai passar por isso em breve, compartilhe aqui os seus planos e suas dicas também!

Abraços!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Repensar...

Faz um tempinho que não passo por aqui para escrever... Tantos acontecimentos na minha vida, me forçaram a redefinir as prioridades... A notícia da gravidez foi maravilhosa, ao mesmo tempo em que encheu meus dias de compromissos e minha cabeça de novos pensamentos...

Sempre li e ouvi sobre a dificuldade da mulher em tomar a decisão sobre engravidar, especialmente aquelas que se dedicam à uma carreira e têm projetos profissionais para o futuro... E assim, o adiamento do sonho de ser mãe acontece ano a ano, até conseguir "aquele" cargo, "naquela" empresa, com "aquele" salário...

Isso também aconteceu comigo... Pensar como seria minha vida com uma criança era ao mesmo tempo emocionante e assustador... Mas em alguns momentos, você tem que decidir... porque senão, a vida e a natureza decidem por você!

Hoje, passados 5 meses desde a notícia de que a Giulia está a caminho, já me vejo repensando coisas... minha vida profissional, o local onde queremos morar, as prioridades que serão outras... E tudo isso tem um preço!

Será que continuaremos vivendo nessa cidade onde as oportunidades profissionais são intermináveis, mas a locomoção está cada dia mais caótica?

De todas as minhas preocupações e questionamentos, não tenho dúvidas que essa foi a pergunta da semana!! Vivo em uma cidade que é referência em termos de oportunidades de carreira, lazer, cultura... Desde muito cedo, sempre sonhei em viver aqui, vislumbrando todas as portas que se abririam... E se abriram!! Entretanto, passados 3 anos tentando ser uma "paulistana", chego à conclusão de que tenho passado mais de 2 horas por dia para ir e vir ao trabalho... certamente, se você também vive em São Paulo deve agora estar pensando: "Só 2 horas por dia e está reclamando?! Eu levo o dobro!!"... Pois é, mas eu moro a menos de 2 Km do meu trabalho, o que também foi uma condição para viver aqui...

E isso tem me amedrontado... o futuro nas grandes cidades, a qualidade de vida, o tempo que terei para me dedicar à minha família, as horas que vou ficar dentro do carro sofrendo porque poderia aproveitar aquele tempo de outra forma...

Cada vez mais é fato que vivemos de escolhas... Acho que o verbo "Escolher" é o mais presente nos nossos dias... a todo minuto estamos escolhendo algo... e escolher tem um peso, tem um significado...

Depois de escolher ser mãe, estou tentando agora, fazer escolhas que me permitam equilibrar minha vida pessoal e profissional... uau!! Como isso é difícil!! 

Acho que esse post é mais um desabado, ou uma angústia... Não consigo ainda encontrar respostas para meus questionamentos, nem tranquilidade para minhas angústias... mas sei que farei a escolha certa... assim como acertei quando escolhi abrir mão da carreira em troca de gerar uma vida... A Giulia ainda não chegou, mas já me dá tanta certeza de que fiz a escolha certa, que me sinto mais forte para escolher outras coisas no futuro!

E você, que escolhas têm feito nesse sentido?



terça-feira, 16 de julho de 2013

Você é um Líder Termostato ou Termômetro?


Recebi esse texto e resolvi publicá-lo aqui... Vale muito a pena refletir que tipo de líder você tem sido e que exemplo tem deixado para a sua equipe.

Obs.: Como o texto original é em inglês, tentei traduzi-lo de forma a deixá-lo o mais próximo possível.
Escrito por Randy Conley

"Quando se trata de liderança, você é um termostato ou um termômetro? Mark, meu amigo, colocou essa estranha pergunta para mim esta semana. E explicou a diferença entre os dois.
Um termômetro reflete a temperatura do ambiente. Ele simplesmente reage ao que está acontecendo ao seu redor. Se a temperatura estiver quente, ele diz-lhe que sim. Se está frio, o termômetro somente reflete a realidade também. É um instrumento mudo, no sentido de que não contém funcionalidade multiuso inteligente. Ele tem um propósito... e um único propósito.
Um termostato, por outro lado, regula o ambiente. Ele estabelece a temperatura desejada desse ambiente e trabalha ativamente para mantê-lo dentro de um determinado intervalo. Se a temperatura subir acima da meta, o termostato sinaliza o condicionador de ar para entrar em ação e refrescar o ambiente. Se a temperatura cai abaixo da meta, o termostato faz com que o aquecedor ligue, a fim de aquecer o espaço. O termostato é inteligente, no sentido de que está sempre monitorando o ambiente, e se a temperatura estiver muito quente ou frio, ele decide o que fazer para corrigir a situação.
"Líderes Termômetro" reagem ao seu ambiente. Quando a tensão fica alta e as pessoas estão no limite, esses líderes são muitas vezes vistos perdendo a calma. Tornam-se irritáveis, duros, exigentes, críticos, impacientes, e talvez até mesmo perder a paciência e sair do seu controle. Liderança termômetro não inspira confiança e compromisso com as pessoas, ao contrário, traz medo e insegurança.
Os "Líderes Termostato", no entanto, sempre tem um pulso sobre a moral, a produtividade, o nível de estresse, e as condições ambientais de sua equipe. Quando a temperatura esquenta porque o time está sob pressão de uma pesada carga de trabalho, os recursos são escassos, ou prazos pendentes estão causando stress, ele agem com influência para acalmar a equipe. Eles tomam um tempo para ouvir as preocupações dos membros de sua equipe e fornecer a orientação e suporte necessário para ajudar a equipe a alcançar seus objetivos. Os "líderes termostato" também sabem aliviar a pressão sobre sua equipe através da mistura de um pouco de diversão leve em momentos oportunos.
Da mesma forma, quando o trabalho é lento e as pessoas são propensas a apenas atravessar os movimentos, os "líderes termostato" trabalham com suas equipes para reorientá-las para a visão, propósito e objetivos da equipe. Porque eles estão monitorando ativamente o ambiente de suas equipes, eles sabem quando a equipe precisa ser desafiada com novas metas e prioridades, ou quando eles só precisam de um "empurrão" para manter o foco em suas iniciativas em curso.
"Líderes termostato" constróem a confiança com seus seguidores, enquanto os "líderes termômetro" corroem a confiança. Quando os tempos ficam difíceis, as pessoas querem ver os seus líderes reagirem com calma, foco e determinação. Eles querem definir o tom para a forma como a equipe deve reagir durante tempos difíceis e navegar pelos mares agitados pela frente. Isso é um grande desafio para os líderes, porque eles também são os membros da equipe e por isso, sentem o mesmo stress e pressão, às vezes numa escala atpe maior... 
Então, como você responderia a esta pergunta? Você é um líder termômetro ou termostato?"

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sobre as Nossas Escolhas...



Depois de um longo período sem descanso, consegui tirar 10 dias de férias e fiz uma viagem de 7 dias para a Bahia. Estava precisando descansar, sair da rotina altamente estressante do mundo corporativo, “desocupar” a mente e relaxar um pouco.

Não sei exatamente porque eu escolhi a Bahia. Certa manhã estava folheando uma revista, vi a matéria sobre uma pousada recém inaugurada, com uma paisagem linda e pronto! Estava tomada a decisão do nosso destino (O Carlos logo concordou também, pois também estava precisando dar uma “desestressada”!).

A semana na Bahia foi ótima! Tirando alguns momentos de chuva e céu nublado, foi possível passear, descansar, conhecer novos lugares e principalmente... refletir! Pude refletir o quanto (e como) tenho trabalhado nos últimos anos... a carga de trabalho pesada, a necessidade de fazer sempre mais e melhor, a cobrança excessiva para que as coisas aconteçam cada vez mais rápido... e ao mesmo tempo, naquele lugar, de frente para o mar, fiquei olhando o ritmo de vida que algumas pessoas ali estava levando. Não posso julgar se elas estavam mais ou menos estressadas, mas senti que tenho dado pouco valor para momentos de mais tranquilidade, momentos em que realmente estou “fazendo nada”, porque eles também dão importantes. Aquele verdadeiro momento “Dolce far Niente”...

O fato é que tenho acreditado cada vez mais na máxima que escolhemos tudo o que acontece em nossa vida. Tudo mesmo! E sei que também escolhi a vida que levo hoje... escolhi a minha profissão, a empresa que trabalho, a quantidade de horas que trabalho, a cidade onde moro, as pessoas com as quais convivo... E muitas vezes, me pego reclamando de algumas coisas, esquecendo que elas são fruto das minhas escolhas!

Voltando ao trabalho encontrei mais de 600 emails para ler, um monte de decisões a serem tomadas, assuntos a serem resolvidos (porque obviamente eles não se resolveram sozinhos durante a minha ausência... rsrsrs). Mas também estou tentando encontrar um tempo para mim: para refletir sobre a minha qualidade de vida, sobre as minhas escolhas e como essas escolhas hoje definirão como será o meu futuro.

Cada vez mais é preciso tomar consciência daquilo que muitas vezes não queremos ver... Temos a tendência de nos “esconder” atrás das desculpas... a falta de tempo, a necessidade de ser o melhor, o trânsito, a pressão na empresa, o fast food que comemos... E assim, vamos nos deixando levar, achando que não estamos escolhendo o nosso caminho, mas sendo escolhidos por ele. Engano nosso! Quando não escolhemos o que ou como fazer, também é uma escolha nossa, uma decisão pensada... Portanto, a nada  ou a ninguém podemos atribuir a “culpa” a não ser a nós mesmos.

Decidi que vou fazer mais escolhas conscientes... E para isso, vou me conhecer melhor, saber dos meus limites, das minhas necessidades e das minhas expectativas. Saber que, para cada escolha, haverá um ganho e uma perda e que cabe a mim, somente a mim, fazer um balanço entre o que quero ganhar e o que estou disposta a perder.

No fim das contas, eu escolhi sim ir para a Bahia. Escolhi porque estava precisando buscar um novo olhar, uma nova forma de ver a vida. Estava precisando trazer mais cor, calma e paciência para os meus dias... e lá eu encontrei isso!

Desejo que você possa se tornar cada vez mais consciente das suas escolhas. E que elas possam te ajudar a desenhar o seu futuro, que, pensando bem, já é daqui a 1 minuto. J

Boas escolhas para você!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

E Quando o Feedback é Para Você?


Já falei aqui em alguns posts sobre a importância do feedback no desenvolvimento das pessoas. Já sabemos que feedback é um presente e que, quando bem direcionado, nos ajuda a identificar oportunidades de melhoria e enxergar nossos “gaps”.

Mas será que estamos realmente preparados para receber esse “presente”? Mais do que isso, o que fazer com esse presente? Quero dizer, como tratar esse feedback, especialmente o negativo, para que ele realmente possa trazer efeitos positivos para a sua carreira e até para a sua vida pessoal?

A gente sabe  que nem sempre é fácil ouvir aquilo que não queremos, ou seja, quando alguém nos fala algo que não condiz com a imagem que temos de nós mesmos, nossa tendência é reagir, não concordar e se fechar para a mensagem... Lembre-se que as nossas intenções podem ser diferentes dos comportamentos que expressamos. Por exemplo: você pode ter a intenção de ser simpático com as pessoas, mas quando chega aos escritório, mal tem tempo para dar “bom dia”... Isso pode ser encarado como antipatia, o oposto do que você imagina estar passando para as pessoas.

Por isso acredite... Quanto mais preparado você estiver, mais fácil será entender e interpretar o feedback, tomando para si aquilo que realmente faz sentido e que pode te ajudar a melhorar comportamentos que serão úteis para você.

Deixo aqui então algumas dicas:

1 – Primeiro ouça, sem interrupções ou argumentos: no momento em que alguém nos diz algo que não esperamos sobre nós mesmos, nosso primeiro impulso é buscar argumentos e justificativas. Ao fazer isso, você pode quebrar o vínculo com a pessoa que está lhe dando o feedback e pode perder informações importantes que serão úteis para o seu desenvolvimento.


2 – Peça Exemplos: Ouvir atentamente não significa não falar absolutamente nada! Se não ficou claro para você o que a outra pessoa quis dizer, peça exemplos de situações onde ela pode perceber o seu comportamento. Quanto mais fatos você tiver, mais fácil será aceitar o feedback. Não tente “decifrar” a mensagem... Pergunte, quantas vezes forem necessárias, mas não faça interpretações.

3 – Reflita: de tudo o que você ouviu, pode ser que algumas coisas lhe sirvam e outras, nem tanto. O mais importante é refletir, ver o que faz sentido e o que você acredita que pode mudar. Muitas vezes, especialmente no ambiente corporativo, alguns comportamentos precisam ser ajustados, de acordo com a missão, visão e valores da empresa. Mudar para adaptar-se à esses valores faz parte do nosso papel profissional, desde que você esteja disposto a isso sem ferir o seus próprios valores. 
4 – Valide o Feedback: um outro ponto importante é sobre quem está lhe dando o feedback. Muitas vezes, não “validamos” a pessoa a qual está falando conosco e por isso, nossa tendência é se fechar para a mensagem. Se a pessoa que lhe deu o feedback não tem sua credibilidade, ouça o que ela diz e procure validar a mensagem com outras pessoas. Pergunte para àquelas pessoas nas quais você confia, o que elas pensam a respeito de determinado comportamento seu. Assim, ouvindo de outras pessoas, fica mais fácil aceitar o feedback.

5 – Controle sua Emoção: chorar, xingar, gritar, bater a cabeça na parede... nada vai melhorar a situação. Comportamentos assim só deixarão mais explícito que você está negando o feedback recebido. Respire fundo, pense, acalme-se e reflita. Se ficar muito abalado com o que ouviu, peça um tempo à pessoa que lhe deu o feedback e volte a falar com ela quanto estiver mais calmo... mas jamais perca o controle.

6 – Assuma o Compromisso de Mudar: se o que você ouviu fez sentido para você, trace um plano de ação consigo mesmo. Estabeleça metas, prazos e a forma como você irá trabalhar para melhorar o ponto de desenvolvimento identificado. Além disso, faça uma auto-avaliação periódica e também peça novos feedbacks para acompanhar sua evolução.


Lembre-se que errar não é sinônimo de fracasso. É através do erro que nos desenvolvemos e aprendemos a fazer melhor. Se alguém se dispôs a dar o feedback para você a partir do seu erro, é porque acredita que você tem capacidade para melhorar. E isso é um ponto positivo! Grande parte dos profissionais os quais converso, reclama exatamente da falta de feedback. Portanto, encare esse processo com naturalidade e como um presente realmente, ainda que não seja aquele presente “desejado”... Tenha certeza que ele pode ser útil a você! Basta aceitá-lo abertamente, e usá-lo da melhor maneira possível.


Que saber mais? Assista a um trecho do vídeo "Janela de Johari", que trata exatamente do assunto Feedback.


Falarei mais sobre esse conceito em outros posts por aqui.



Abraços!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Manual para 2013...


Confesso que quando vi o título do e-mail, achei meio estranho alguém ter a "coragem" de criar um manual para 2013... Mas ao ler o conteúdo, achei que devia compartilhar aqui... 

Também acredito que conselhos não são a melhor forma de convencer alguém a mudar ou viver melhor... mas às vezes, uma única frase que lemos em algum lugar nos faz pensar se podemos agir diferente, se QUEREMOS mudar...

Ainda faltam alguns dias para começar o Ano Novo, mas eu também acredito que qualquer dia é dia de mudar... todo dia é único e é possível fazer algo diferente... Então, se você quiser, leia esse pequeno "manual"... e se alguma coisa que está nele te servir, se qualquer um desses itens mexer com você, tenho certeza que já valeu a pena ter colocado esse post aqui...

P.S.: Carlos Andrade, obrigada por compartilhar o e-mail! :)

Manual para 2013
(desconheço o autor)
 Saúde:
1.  Beba muita água
2.  Coma mais o que nasce em árvores e plantas, e menos alimento produzido pelas fábricas
3.  Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia
4.  Arranje tempo para orar
5.  Jogue mais jogos
6.  Leia mais livros do que leu em 2012
7.  Sente-se em silêncio pelo menos 10 minutos por dia
8.  Durma 8 horas por dia
9. Faça caminhadas de 20-60 minutos por dia, e enquanto caminha, sorria.

Personalidade:
11.  Não compare a sua vida a dos outros. Ninguém faz idéia de como é a caminhada dos outros
12.  Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tenha controle
13.  Não se exceda. Mantenha-se nos seus limites
14.  Não se torne demasiadamente sério
15.  Não desperdice a sua energia preciosa em fofocas
16.  Sonhe mais
17.  Inveja é uma perda de tempo. Você tem tudo que necessita....
18.  Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a sua felicidade presente
19.  A vida é curta demais para odiar alguém. Não odeie.
20.  Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente
21.  Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você
22.  Tenha consciência que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas apenas fazem parte; eles aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que aprende, perduram uma vida inteira
23.  Sorria e gargalhe mais
24.  Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância.

Sociedade:
25.  Entre mais em contato com sua família
26.  Dê algo de bom aos outros diariamente
27.  Perdoe a todos por tudo
28.  Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6
29.  Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia
30.  Não te diz respeito o que os outros pensam de você
31. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Os seus amigos o farão. Mantenha contato com eles.

A Vida:
32.  Faça o que é correto
33.  Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre
34.  DEUS cura tudo
35.  Por muito boa ou má que a situação seja.... Ela mudará...
36.  Não interessa como se sente, levanta, se arruma e aparece
37.  O melhor ainda está para vir
38.  Quando acordar vivo de manhã, agradeça a DEUS pela graça
39.  Mantenha seu coração sempre feliz.
Feliz 2013!!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sufocada pela Informação!



São 18 horas. Estou no escritório tentando dar conta dos e-mails, telefonemas, contatos pessoais e todas as outras formas possíveis de relacionamentos que acontecem diariamente. Praticamente todo o meu dia foi tomado por reuniões e conference calls. Rotinas das empresas em geral...

Olho para um canto da minha mesa e uma imagem me incomoda... Nada menos que 11 revistas paradas ali, esperando para serem lidas (Sim, eu tomei coragem para contar). Certamente, muitas reportagens interessantes, que seriam muito valiosas para o exercício da minha função.

Chego em casa e outra cena me aflige... Algumas revistas ainda na embalagem, há pelo menos 1 semana. No escritório, vários livros que comprei  desejando ter um tempo para lê-los, querendo isso mais que tudo quando estava lá, dentro da livraria, delirando entre tantos títulos interessantes. Comprei... e agora, cadê o tempo para ler?

Sem contar as mídias sociais: acompanhar todas é praticamente missão impossível. Facebook, Twitter, Blogs, sites de notícias, e-mails... ufa! Não consigo mais dar conta!!

Aliás, num desses sites esses dias, vi uma notícia assustadora: o brasileiro lê, em média 4 livros por ano e apenas metade da população é considerada leitora. Ou seja, pelo jeito eu não sou a única que não estou conseguindo vencer os livros! Ainda tento me manter acima dessa média, mas confesso que está ficando cada vez mais difícil.

Há algum tempo tenho me sentido assim, totalmente sufocada pela quantidade de informação que me cai às mãos todos os dias. E confesso... já não consigo mais priorizar o que é realmente importante, o que é desejável, o que eu posso descartar...

Nas rodas de amigos, a sensação é que sempre estão falando daquilo que eu não li. E por dentro, a culpa me consome! Pensamentos do tipo “se eu tivesse lido, estaria participando da conversa agora”, vão e vêm a todo tempo.

Mas definitivamente, eu queria conseguir relaxar. Porque jamais vou dar conta de ler ou absorver tudo aquilo que eu gostaria. Sim, eu gostaria de ler mais sobre Culinária, Fotografia, Política, Economia e Religião... E até aquelas revistas de fofocas, dos famosos passeando com seus cachorros, jantando, almoçando (como se isso fosse algo fora do comum!).

Mas eu também preciso de tempo para outras coisas... comer pipoca no sofá, passear com os meus cachorros, conversar com as pessoas que amo, visitar amigos, me visitar... Preciso de tempo para cuidar daquilo que eu gosto, daquilo que conquistei...

E por isso, vou tentar não vou sofrer tanto se eu não der conta de todos os assuntos e não souber o que está se passando com os primeiros capítulos da nova novela ou com o julgamento do mensalão. Ou ainda se não li a trilogia dos "Cinquenta Tons"!! 3 livros?! Onde eu conseguiria tempo para tanto?! Todo mundo só fala nisso!! Mas alguém vai me contar, eu sei... E assim, não me considerarei uma total desinformada, até que eu consiga ler um pouco sobre tudo...

A verdade é que cada vez mais as pessoas têm coisas para contar e por isso, o número de publicações aumenta cada vez mais. Eu gosto de ler, sempre gostei. Me lembro que quando era criança, estava sempre com um livro nas mãos. Mas percebo que hoje as pessoas estão mais cansadas. Acorda-se cedo demais para ir ao trabalho e dorme-se no ônibus ou no metrô até chegar em casa. Aquele tempo precioso para a leitura foi dedicado ao descanso necessário, que as grandes cidades roubam de nós através do trânsito, das filas...

Além disso, os equipamentos eletrônicos, de tão fácil conexão, invadem o tempo que você poderia ler uma revista... Tables, Smartphones e outros! Sempre tão acessíveis, conectados... daí a entrar no Facebook pra dar uma “olhadinha” e gastar 1 hora é um pulo!

Eu ainda não tenho receitas ou fórmulas mágicas para conseguir mais tempo para ler. Mas confesso que estou precisando disso. Então, quero compartilhar com vocês (que estão tirando um tempo para ler mais um texto de alguém que tem muito a contar) esse meu incômodo. E além disso, perguntar: Você está feliz com a quantidade de livros que lê por ano? Você já encontrou um jeito de “ler mais”?

Todos nós já conhecemos os benefícios da leitura. Ela abre portas, estimula a criatividade, nos faz sonhar, auxilia no processo de desenvolvimento, enfim... seria uma lista muito grande colocar todos eles aqui. Mas mesmo assim, ainda não colocamos a leitura como uma das prioridades. Por que? O que acontece com a gente?

Quero ouvir você. Compartilhe a sua experiência. Será ótimo trocarmos “figurinhas” sobre o assunto...

Abraços!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Os Cinco Arrependimentos dos Pacientes Terminais...



Meu convite hoje é para que você pare um pouquinho o que está fazendo e leia essa matéria que foi publicada no site do Hospital Albert Einstein (www.einstein.br) em Janeiro deste ano.

Ela nos faz refletir sobre como estamos levando a nossa vida, e o mais importante... nos faz parar pra pensar se vamos ter tempo para corrigirmos aquilo que não nos agrada ou se vamos levar conosco os nossos arrependimentos... 

Você trabalha demais? Dedica pouco tempo aos seus filhos, amigos, parentes? Não tem feito coisas que realmente gosta? Há quanto tempo não vai pra casa a tempo de ver o sol se pôr? Talvez seja bom parar, pensar... e começar a mudar já aquilo que não te faz feliz!

Espero que gostem da leitura!


Recentemente foi publicado nos Estados Unidos um livro que tem tudo para se transformar em um best seller daqueles que ajudam muita gente a mudar sua forma de enxergar a vida. "The Top Five Regrets of the Dying" (algo como “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”) foi escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.

Para analisar a publicação, convidamos a Dra. Ana Cláudia Arantes – geriatra e especialista em cuidados paliativos do Einstein – que comentou, de acordo com a sua experiência no hospital, cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira americana. Confira abaixo.


1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim
“À medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua vida, agora reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próxima”, explica Dra. Ana Cláudia.

“É um sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhas”, explica a médica.

“Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldades”, conta.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
“Não é uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna. Todo mundo reclama disso”, diz a geriatra.

“Mas o mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempo”, afirma.

“Este sentimento fica mais grave no fim da vida porque as pessoas sentem que não têm mais esse tempo, por exemplo, pra pedir demissão e recomeçar”.

3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos
“Quando estão próximas da morte, as pessoas tendem a ficar mais verdadeiras. Caem as máscaras de medo e de vergonha e a vontade de agradar. O que importa, nesta fase, é a sinceridade”, conta.

“À medida que uma doença vai avançando, não é raro escutar que a pessoa fica mais carinhosa, mais doce. A doença tira a sombra da defesa, da proteção de si mesmo, da vingança. No fim, as pessoas percebem que essas coisas nem sempre foram necessárias”.

“A maior parte das pessoas não quer ser esquecida, quer ser lembrada por coisas boas. Nesses momentos finais querem dizer que amam, que gostam, querem pedir desculpas e, principalmente, querem sentir-se amadas. Quando se dão conta da falta de tempo, querem dizer coisas boas para as pessoas”, explica a médica.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos
“Nem sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim. Os amigos são a família escolhida”, acredita a médica. “Ao lado dos amigos nós até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoio”, explica.

“Não há nada de errado em ter uma família que não é legal. Quase todo mundo tem algum problema na família. Muitas vezes existe muita culpa nessa relação. Por isso, quando se tem pouco tempo de vida, muitas vezes o paciente quer preencher a cabeça e o tempo com coisas significativas e especiais, como os momentos com os amigos”.

“Dependendo da doença, existe grande mudança da aparência corporal. Muitos não querem receber visitas e demonstrar fraquezas e fragilidades. Nesse momento, precisam sentir que não vão ser julgados e essa sensação remete aos amigos”, afirma.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz
“Esse arrependimento é uma conseqüência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade”.

“Não é uma questão de ser egoísta, mas é importante para as pessoas ter um compromisso com a realização do que elas são e do que elas podem ser. Precisam descobrir do que são capazes, o seu papel no mundo e nas relações. A pessoa realizada se faz feliz e faz as pessoas que estão ao seu lado felizes também”, explica.

“A minha experiência mostra que esse arrependimento é muito mais dolorido entre as pessoas que tiveram chance de mudar alguma coisa. As pessoas que não tiveram tantos recursos disponíveis durante a vida e que precisaram lutar muito para viver, com pouca escolha, por exemplo, muitas vezes se desligam achando-se mais completas, mais em paz por terem realmente feito o melhor que podiam fazer. Para quem teve oportunidade de fazer diferente e não fez, geralmente é bem mais sofrido do ponto de vista existencial”, alerta.


Dica da especialista
“O que fica bastante claro quando vejo histórias como essas é que as pessoas devem refletir sobre suas escolhas enquanto têm vida e tempo para fazê-las”.

“Minha dica é a seguinte: se você pensa que, no futuro, pode se arrepender do que está fazendo agora, talvez não deva fazer. Faça o caminho que te entregue paz no fim. Para que no fim da vida, você possa dizer feliz: eu faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeito”.

De acordo com Dra. Ana Cláudia, livros como este podem ajudar as pessoas a refletirem melhor sobre suas escolhas e o modo como se relacionam com o mundo e consigo mesmas, se permitindo viver de uma forma melhor. “Ele nos mostra que as coisas importantes para nós devem ser feitas enquanto temos tempo”, conclui a médica.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aquilo que Falta no seu Currículo...




Não é de hoje que venho pensando nesse tema, refletindo sobre como as empresas contratam, como iniciamos os nossos relacionamentos, como nos “vendemos” a nossa imagem e quem somos, seja em qualquer tipo de relação.

Mas esse tema ficou mais forte para mim nessas últimas semanas, quando comecei a fazer um curso de pós-graduação digamos, um pouco diferente do tradicional. No primeiro encontro, na rodada de apresentação dos participantes, ficou muito nítido para mim o quanto temos a necessidade de falar aquilo que somos e o que fazemos de melhor. E na maioria das vezes, ainda carregamos o nome da empresa como o nosso sobrenome... Afinal, precisamos passar a imagem de sucesso, mostrar onde chegamos...

Então, comecei a pensar: Por que não falamos das nossas fraquezas, dos nossos pontos de desenvolvimento, daqueles pontos fracos logo que conhecemos alguém? Afinal, com o passar do tempo, a convivência vai mostrar exatamente isso... aqueles nossos “defeitinhos” que tentamos esconder na entrevista, no primeiro encontro, etc.

Assim acontece numa organização. Você é contratado pelo que faz de melhor mas é demitido por aquilo que não conseguiu fazer bem. Será que se invertermos o nosso modo de pensar, não teríamos mais sucesso nas nossas contratações? Digo, será que no momento da entrevista, se você falar sobre aquilo que não é capaz de suportar, sobre os valores que você não vai abrir mão e sobre as competências que não estão tão apuradas, você não poderia ser mais autêntico na forma de exercer o seu trabalho? Penso que a partir do momento que soubermos aceitar e pudermos conviver com as limitações do outro, muito mais fácil ficará a relação.

Em razão disso, comecei a adotar uma nova pergunta no meu processo de entrevistas. Depois que o candidato contou toda a sua experiência, suas capacidades, habilidades e competências (o que não deixa de ser muito importante conhecer e checar), eu viro para ele e pergunto: “O que não está escrito no seu currículo e que você gostaria muito que tivesse?”

De cara, quase nenhum candidato entende a pergunta... então vou explicando, dando exemplos... quero saber o que a pessoa não realizou, o que ela não conseguiu, o que deu errado. Aquela experiência internacional que não “rolou” porque sua família não te apoiou... Aquele projeto que você não concluiu porque simplesmente não conseguiu lidar com as “diferenças” entre você e aquele membro da equipe... Aquela promoção que não saiu porque, na hora “H”, seu inglês não te ajudou e a entrevista com o diretor foi um fracasso...

É atrás dessas histórias que eu estou. E tenho que confessar... tem sido emocionante ouvi-las. E mais que isso, perceber o quanto as pessoas demoram para falar sobre aquilo que não deu certo. E sabe o que é mais interessante? Tenho observado quantas competências excelentes se escondem atrás dos nossos fracassos. Quantas lições as pessoas tiram desses episódios que antes, elas queriam esquecer...

Por isso, eu quero aqui convidar você a fazer um exercício: se você tivesse que começar um relacionamento hoje, qual seria o seu “fracasso” que a outra pessoa deveria saber logo no início e que ajudaria o relacionamento a ser mais verdadeiro? E na empresa, se você fosse entrevistado por mim, por exemplo, qual seria a sua resposta para essa pergunta?

O meu convite não é para que você “mexa” na ferida, volte a recordar momentos de vida e carreira que não foram legais. Quero convidá-lo sim a pensar nas lições que você aprendeu a partir dessa experiência, nas competências que você desenvolveu e que hoje lhe fazem ser o profissional que é.

O aprendizado pode vir de várias fontes... e aprender com o sucesso é sempre muito bom. Mas eu ainda acho que quando aprendemos com os nossos “fracassos”, a lição fica mais firme, pois não queremos errar novamente.

Por isso, reflita sobre quem você é, quais competências você tem e de onde elas vieram... foram dos seus maiores sucessos? Ou das suas piores derrotas?

Tenho certeza que você vai se surpreender com o resultado... e vai ficar mais feliz e aliviado em saber que até nos momentos mais difíceis, você teve um aprendizado!

Até a próxima!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hanami - Cerejeiras em Flor

O filme é de 2008, mas só há algumas semanas tomei conhecimento dele, através da indicação de uma amiga (Luciana Leme, obrigada!). Encontrá-lo também não foi tarefa fácil... Depois de muita procura, recebi essa semana o pacote em casa, pelo qual tanto esperei...

Ontem, sozinha em casa, achei que era o momento... Pipoca para acompanhar e lá fui eu para a frente da TV assistir o filme "Hanami - Cerejeiras em Flor", de Doris Dorrie.

Poderia resumir o filme numa uma palavra: ESPETACULAR! Mas vou preferir escrever um pouco mais, porque realmente o filme é marcante e traz alguns pontos muito importantes para refletirmos....

Primeiramente, comecei a pensar nos meus sonhos, naquilo que eu queria ser quando era criança, naquilo que deixei de realizar por um ou outro motivo, nas vontades que "enterrei" dentro de mim e hoje, já nem sei mais onde estão... às vezes deixamos para amanhã nossas vontades, achamos que temos uma vida longa pela frente para realizar nossos sonhos e quando percebemos, o tempo já não existe mais... Realizar nossos sonhos, ir atrás das nossas metas depende em grande parte do nosso esforço e dedicação. Percebo que sempre haverá algo para dificultar, atrapalhar.. até parece que a vida, na ânsia de testar a nossa força, coloca em prova se realmente queremos aquilo ou se é só "fogo de palha", a ponto de nos fazer desistir em frente aos primeiros obstáculos...

A outra lição que ficou muito forte para mim é a relação que temos com os nossos pais. Já fiz um post aqui no blog falando sobre a importância de cultivar relacionamentos (http://migentil.blogspot.com/2011/11/importancia-de-cultivar-relacionamentos.html), mas assistindo ao filme, ficou ainda mais forte o que quero deixar de mim para os meus pais, como quero que eles me vejam e me sintam... às vezes trabalhamos tanto, colocamos outras coisas à frente de prioridades que nunca deveriam ser esquecidas ou subestimadas... não atendemos uma ligação porque estamos na frente do computador, não visitamos alguém querido porque lembramos do trânsito, do cansaço...

Crescemos e esquecemos que os nossos pais ainda precisam da gente... Eu moro longe dos meus pais, mas sempre que posso estou lá, presente... de corpo e alma! A relação familiar me faz bem, é a minha base. Foi lá que adquiri os valores que carrego comigo e é lá que busco energia e inspiração para tudo o que tenho que realizar. 

Não acho que precisa ser assim com todos afinal, cada um tem sua história e sua forma de encarar a família e suas relações.. mas o filme mostra que muitas vezes, temos um olhar tão limitado com relação aos nossos pais, que nem uma reviravolta inesperada é capaz de mudar o nosso modo de aceitá-los e entendê-los. Fiquei com vontade de perguntar aos meus pais se eu sou a filha que eles desejaram, se eu cumpro o meu papel de filha, no sentido literal da palavra... Mas é claro que a resposta sempre será "Sim", porque na verdade, não acho que os pais esperam muito dos filhos, além da capacidade de amar e "estar perto", seja o "perto" como for...

Enfim, o filme é inspirador, instigante... Nos faz pensar sobre quais são realmente as coisas mais importantes da nossa vida. E nos mostra que nem sempre teremos uma segunda chance... Me deu ainda mais vontade de viver os meus sonhos e realizar os meus planos... E levar comigo a mensagem da Flor de Cerejeira, que é tão linda e que permite-se mantê-la assim por um pequeno período de tempo... efêmera como a vida... 

Afinal, as coisas são assim... cada qual no seu momento, e nós temos que ter o cuidado de não perder nenhum momento, nenhum espetáculo da vida...

Aqui vou deixar alguns textos para reflexão...

"A flor de cerejeira - em inglês, 'cherry blossom' e em japonês, 'sakura", é a flor símbolo do Japão, sendo a sua simbologia forte e intensamente cultuada e respeitada pelo povo. A cerejeira era associada ao Samurai, cuja vida era considerada tão efêmera quanto à da flor que se desprendia da árvore. No período feudal, a vida desses guerreiros, sempre dispostos à darem suas vidas em nome dos mestres, era comparada à efemeridade da flor de cerejeira, que durava apenas três dias na primavera, sendo a duração de suas próprias vidas breves como a dessas flores." (extraído da internet)
"É preciso dar uma chance ao amor para ele se revelar em toda a sua dor e sua força. É por isso que os japoneses se sentam sob as cerejeiras em flor, porque elas ficam tremendamente lindas quando estão floridas. Ao mesmo tempo, a dor pelo fato de que este período de floração é curto, também é tremenda. É preciso pegar o momento certo da floração. Por isso há pessoas que monitoram as árvores. Porque, se você perder esse determinado momento, já era, talvez aconteça dentro de um ano ou talvez nunca mais. Por isso, em termos de amor, você tem de cuidá-lo, dar a ele a chance de florir. Cada pessoa, cada planta, cada animal recebe esse momento em que pode desabrochar e se revelar. Mas o que costuma acontecer conosco (...) é que vivemos passando por cima dessas coisas. Nunca deixamos nosso eu verdadeiro e nossa beleza se revelar, desabrochar como a cerejeira." (Doris Dorrie)

Desejo que você possa definir o que realmente é importante na sua vida. E que possa viver sem esquecer suas verdadeiras prioridades, lembrando que os melhores momentos da sua vida serão como a flor de cerejeira...

Abraços!






sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma Forma Divertida de Entender o Trabalho em Equipe...

Já faz alguns dias que recebi esse vídeo em meu e-mail, mas confesso que ainda não tinha tido tempo de assistir. Hoje, para começar a sexta-feira, resolvi vê-lo e... que surpresa!! Uma bela e divertida lição da importância de se trabalhar em equipe.

Qualquer revista, artigo de internet ou livro traz uma série de vantagens sobre o trabalho em equipe e, de fato, quando aprendemos a trabalhar contando com a competência de outras pessoas, tudo pode ser melhor e mais fácil.

O começo pode ser difícil, afinal não é tão simples ter várias pessoas num grupo que pensam de maneira diferente da sua e além disso, a vontade de "fazer do nosso jeito" é sempre muito forte. Mas se você se esforçar, verá que os benefícios superam as dificuldades e que juntos, as coisas podem sair ainda melhores.

Não vou me prolongar muito porque esse post é mais divertido e menos conceitual. Assista ao filme e tire suas conclusões! :)



Boa sexta-feira! Ótimo fim de semana!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

"Você está fazendo o que ama nesse momento?"

Hoje fui "presenteada" ao receber o e-mail de uma amiga com um link para o vídeo chamado "All Work and All Play". Acho até que já estou atrasada pois me parece que ele está fazendo sucesso na internet.
Mas é impressionante a facilidade com que o estúdio Box1824 tratou a relação do trabalho x gerações.

Muito se fala dos Baby Boomers, Geração X, Geração Y, Millennials... mas o que está por trás de cada uma dessas gerações e a forma como encaram a vida e o trabalho estão muito bem narradas com cenas e palavras nesse vídeo.

São 10 minutos de aprendizado e reflexão... aprendizado para os líderes que estão lidando com as novas gerações no trabalho... para os pais, que não sabem ao certo como será o "futuro" de seus filhos, se terão ou não uma carreira, se serão "bem-sucedidos"... enfim, aprendizado para todos aqueles que querem refletir sobre o que faz sentido na vida de cada um, independente da "geração" a qual você faz parte.

Aqui só algumas palavras e trechos que me chamaram a atenção:

"O que é sucesso?"


"Ter mais que um emprego, ter um propósito"


"Flexibilidade"


"Adaptação"


"Feedback"


"Caminho"

Vale a pena assistir, refletir e tirar lições! Recomendo:



Espero que você esteja fazendo o que ama nesse momento... E se não estiver, nunca é tarde para correr atrás... afinal, a vida está aí, para isso!

Abraços!