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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O Líder e sua Capacidade (ou não) de Escutar...


Trabalho com desenvolvimento de líderes há mais de uma década. Líderes de todos os níveis organizacionais, de diferentes países, diferentes áreas e com experiências distintas. São eles que movem as pessoas a atingirem resultados, a buscarem o extraordinário, a se motivarem e seguirem crescendo e acreditando nas organizações para quais trabalham.

Entretanto, eu não vejo formas de que isso aconteça sem uma habilidade fundamental da liderança: ESCUTAR. Parar para realmente escutar o que o outro está dizendo, observar a outra pessoa através da sua capacidade de comunicação verbal e não verbal, olhar além dos olhos e perceber sentimentos e necessidades.

Ao mesmo tempo, cada vez aumenta mais o número de liderados que me dizem: “meu líder não me escuta”, “não tenho espaço para uma conversa franca”, “sou interrompido todas as vezes que estou falando com ele”.

Meu questionamento hoje é: o que está acontecendo com nossos líderes, ou melhor, com nossas organizações? Por que temos tanta dificuldade em parar um minuto de mexer no nosso computador ou celular e dedicar um tempo a realmente prestar atenção no outro?

Tenho algumas suposições que tenho testado e que, ao meu ver, têm se concretizado como verdadeiras:

1 – A pressão por resultados é tão grande, especialmente em momentos de crise, que os líderes sentem-se “perdendo tempo” escutando o outro, já que imaginam ter a resposta para tudo (ou então, já receberam a resposta de cima, também de seus líderes que não o escutou).

2 – Não estamos preparando adequadamente nossos líderes para lidarem com o outro – dar atenção, escutar, falar de sentimentos e de necessidades (Ouso dizer que a Comunicação Não Violenta deveria estar no currículo de desenvolvimento de qualquer líder).

3 – A tecnologia nos tira a atenção. O líder até se esforça no início da conversa para prestar atenção, mas chega o WhatsApp, o email, a ligação... e o foco se perde no mesmo instante.

4 – Não queremos escutar! Sim, muitas vezes estamos tão fechados na nossa ideia, nas nossas concepções e nos nossos modelos, que escutar o outro dá trabalho... Teremos que refletir, argumentar e eventualmente mudar de opinião... E o líder sempre aprendeu que tem razão... como poderia mudar de opinião?!

Li uma frase um dia desses, que me chamou muito a atenção
“Ouvir é ser capaz de ser alterado pela outra pessoa” – Alan Alda.

Parei para pensar um pouco no que essa frase tão curta e tão profunda poderia ensinar aos líderes. Penso que as escolas e cursos de liderança estão longe de ensinar o conceito do ESCUTAR... falamos de técnicas, do que fazer e não fazer... mas não falamos do que está por trás disso... dos verdadeiros benefícios em escutar, das dificuldades que vão enfrentar, dos paradigmas que precisam quebrar...

De nada adianta ensinar a técnica sem falar do conceito... sem falar do ganho... da importância. E da necessidade de estar aberto a mudar... mudar sua opinião, seu comportamento... Sair da posição de “eu sei tudo sobre isso” para “fale mais sobre isso”.


Acredito que está na hora de rever o processo de preparação e desenvolvimento dos nossos líderes ao passo que as organizações também devem se preocupar de maneira equilibrada com as pessoas e seus sentimentos e com os resultados a serem atingidos. Entenderem de uma vez por todas que estão totalmente relacionadas. Quanto mais escutado e respeito for o liderado, mais comprometido com os resultados... parece uma frase feita, mas não está fácil tirá-la do papel e vê-la vivenciada no dia a dia...

Você já parou para escutar alguém hoje?

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Importância de Procurar Emprego da Maneira Correta...

Hoje trago um tema para o blog que pode até parecer um pouco polêmico, mas que depois de muitos e muitos e-mails e contatos via Linkedin de pessoas encaminhando os seus curriculos, achei relevante comentar.


Quero falar da importância em saber procurar emprego... isso mesmo! 

Nesses mais de 15 ano atuando em Recursos Humanos, recebo currículos e solicitações de contatos de vários profissionais, de todas as áreas de atuação. Sei que quando estamos em busca de uma recolocação, o que mais fazemos é buscar networking e fortalecer nosso vínculo de relacionamento conectando-se com o maior número de pessoas. Mas isso pode acabar prejudicando sua imagem profissional.

Você deve estar se perguntando: como assim? Por exemplo... Recebi num dia desses o CV de uma pessoa que teve toda a sua experiência profissional em concessionárias, vendendo automóveis. No outro dia, uma professora de educação física também me enviou o seu CV. Também já recebi contatos de Corretor de Seguros, Caixa de Supermercado, etc.  Na empresa onde trabalho atualmente, não consigo empregar pessoas com essas qualificações e meu círculo de relacionamentos tampouco permite facilitar contatos nessas profissões.

Assim, a impressão que fica é que você está literalmente “atirando para todos os lados”. Por isso, quero deixar aqui algumas dicas de ações que acredito que funcionam quando você está no mercado de trabalho:

1 – Faça um currículo que demonstre claramente qual é a sua área de atuação e quais competências você tem. Se possível, dê exemplos de projetos/ atividades que você realizou ao longo de sua carreira.
2 – Selecione as empresas as quais tem “match” com o seu perfil, ou seja, empresas onde realmente você encontrará posições que necessitam das suas competências.
3 – Faça um filtro na sua rede de relacionamentos seleionando aquelas pessoas que estão ligadas a essas empresas de alguma forma, ou aquelas que você tem certeza que poderão te ajudar, seja facilitando um networking, abrindo espaço com profissionais do segmento, etc.
4 – Envie emails personalizados para cada pessoa. Eu por exemplo, já recebi e-mails onde o meu nome estava incorreto (e-mails replicados, sem qualquer edição), nome da empresa onde trabalho atualmente incorreto, e por aí vai. A pessoa que vai receber o -email, precisa sentir que você está realmente direcionando aquele texto a ela, e não simplesmente enviando uma “mala-direta”.
5 – Não mande e-mails diários/semanais com o mesmo conteúdo. Mandar o seu CV mais de uma vez não é garantia de que ele será lido. Pelo contrário, pode mostrar uma ansiedade desnecessária da sua parte com relação ao processo de recolocação.
6 – Procure participar de grupos (reais ou virtuais) específicos à sua profissão. Acompanhe as discussões, se posicione e mostre interesse genuíno pelos temas tratados.
7 – Não envie cartas de recomendação sem que tenham sido solicitadas. Anexar a carta de recomendação logo no primeiro contato, pode parecer que você precisa de alguém para “atestar” sua competência. Espere que o processo seletivo caminhe e, se solicitado, envie a carta.
8 – Ajude outras pessoas que estão no processo de recolocação. Muitas vezes uma determinada vaga pode não ser interessante para você, mas você pode lembrar de alguém com quem teve contato nesse processo de busca e informá-lo sobre a vaga. Lembre-se: referenciar uma pessoa é diferente de informá-lo sobre processos seletivos em aberto. Seja parceiro!
É como diz aquela frase: “Procurar trabalho, dá tabalho”, mas com certeza, canalizando a energia de maneira correta, o processo se torna muito mais fácil e proveitoso.


Espero que essas dicas favoreçam a sua recolocação. 

Boa Sorte!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

7 coisas para Pesquisar antes da Entrevista de Emprego

Compartilhando aqui uma reportagem bem interessante publicada no site da Revista Exame na última semana. 

Se você está prestes a participar de algum processo seletivo e quer se preparar melhor, vale a pena a leitura...

....

Por Adeline Daniele

Antes de ir para uma entrevista de emprego, é preciso saber o mínimo sobre a empresa que está recrutando.

Além de te colocar um passo a frente de outros candidatos que não pesquisaram sobre o assunto, você pode usar estas informações para se identificar com os valores e a missão da companhia. E esses detalhes não passam despercebidos pelos recrutadores.

Então, se você tem uma entrevista de emprego marcada para os próximos dias, dê uma olhada nestas dicas que a especialista em carreira e ambiente de trabalho do portal de empregos Glassdoor, Heather Huhman, listou com as sete coisas que você precisa pesquisar sobre um empregador.

1. As qualificações e experiências que a companhia valoriza

Saber o que uma empresa procura em um candidato é imprescindível para se dar bem em uma entrevista de emprego.

E é dessa forma que você poderá se destacar no processo seletivo e se encaixar nos requisitos da vaga.

Pesquise nas páginas de carreira da empresa – se ela tiver – e leia os detalhes da oportunidade publicada.

Se puder, fale com alguns funcionários que já trabalham na companhia para saber o que ela valoriza em um profissional.


2. As "peças-chave" da organização

Pesquise sobre os funcionários que ocupam cargos importantes na companhia, como gerentes, diretores, CEO, etc. Você tentar encontrar informações sobre eles na página da empresa.

Também dê uma olhada no que esses profissionais falam sobre a companhia pelo LinkedIn ou em outras redes sociais.


3. Notícias e eventos recentes sobre a empresa

Procure saber quais foram as últimas notícias que saíram na mídia sobre a companhia, bem como os eventos que ela promoveu.

Muitas empresas colocam estas informações em páginas dedicadas a releases de imprensa ou até mesmo criam sites para divulgar suas ações.


4. Visão, missão e valores

Um dos aspectos mais importantes analisados pelos especialistas em Recursos Humanos nos candidatos é o quanto eles se identificam com a visão, missão e valores da companhia.

Quanto mais alinhado aos valores da empresa, mais perfil um profissional tem para trabalhar nela.

Essas informações podem ser facilmente encontradas no site da companhia, na seção “Sobre”. Você também pode aprender sobre a cultura da companhia pelas redes sociais onde ela tem perfil.


5. Clientes, produtos e serviços

Não dá para tentar trabalhar em um lugar se você não tiver uma ideia dos produtos, serviços e clientes da empresa. Encontre essas informações no site ou no blog da companhia.


6. Informações "‘privilegiadas"

Heather Huhman também aconselha o profissional a buscar informações sobre a companhia em que está disputando uma vaga.

No portal Glassdoor, por exemplo, funcionários podem avaliar anonimamente suas empresas e falar sobre as vantagens que têm em trabalhar ali.

Como no Brasil ainda não existe um portal com tantas informações como o site norte-americano, os profissionais daqui podem dar uma olhada no que os atuais funcionários da companhia falam sobre ela nas redes sociais.

Quem conhece uma pessoa que já trabalhou no local também pode pedir referências sobre o ambiente de trabalho da empresa.


7. A pessoa que irá te entrevistar

Saber quem será seu entrevistador pode te dar uma vantagem na competição pela vaga.

Ter essa informação pode ajudar o candidato a se identificar mais com o recrutador, fazendo com que a conversa flua com mais facilidade.

Essa técnica também pode ajudar aqueles que ficam muito nervosos durante uma entrevista.

Muitas vezes, algumas pessoas podem ficar ansiosas e ter o desempenho prejudicado por saberem que serão entrevistadas por uma mulher ou homem, ou por alguém em um cargo alto na companhia.

Uma forma de procurar informações sobre o recrutador é pesquisando pelo nome informado no e-mail que ele enviou para marcar a entrevista.

Caso você não consiga encontrar o nome, entre em contato com a companhia e pergunte quem será o seu entrevistador.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Depois da Licença Maternidade...


Olá!!

Faz 7 meses que não passo por aqui... Foi uma parada totalmente planejada para assumir um novo (e talvez o mais importante) papel na minha vida: ser Mãe!! Foram meses maravilhosos... mas é hora de voltar, o que também é bom, mas não necessariamente é fácil. 

Retomar a vida profissional após 7 meses em casa curtindo a licença-maternidade é um grande desafio. Durante todo esse tempo, os principais assuntos aos quais você tem acesso são mamadas, fraldas e noite mal dormidas. Seu grupo fica restrito às mamães que, assim como você, também estão curtindo seus pimpolhos e assim, suas preocupações e a rotina diária são totalmente diferentes daquela de quando você estava trabalhando.

Mas é bom voltar. Se por um lado o coração fica apertado porque você só quer ficar com o seu bebê o tempo todo, por outro é bom estar em contato novamente com o mundo corporativo... e perceber que, mesmo depois de 7 meses, os problemas se repetem, as pessoas continuam criando expectativas... enfim, nem sempre o cenário muda. J

Mas esse post é para compartilhar um pouquinho com as mamães que vão passar por isso em breve, como planejei o meu retorno. Sim, como tudo em minha vida, o meu retorno ao trabalho foi planejado e eu fiz tudo o que pude para minimizar o impacto e o sofrimento da minha filha, o meu e o da empresa (nessa ordem de importância... J).

Aqui vão algumas dicas que funcionaram para mim e que podem funcionar para você:

1. Durante os 3 primeiros meses eu fiquei totalmente dedicada à minha filha. TOTALMENTE. O único contato que tive com a empresa foram os amigos que vieram me visitar (e que eu adorei!). E ainda assim os assuntos organizacionais eram super limitados ou quase nem tocados. Foi maravilhoso ter a possibilidade de estar 100% dedicada à maternidade e curtir todas as mudanças que um bebê traz para a nossa vida.

2. Tenho uma babá comigo desde o início. Quando chegamos do hospital a babá já estava lá em casa. Claro que no começo não há muita coisa para ela fazer, até porque eu quis cuidar de tudo o que pude, assumi mesmo o título de "mãe coruja". Mas ter uma ajuda para cuidar da casa, da comida e de outros detalhes que fazem parte da rotina foi fundamental para a minha tranquilidade... e o grande ganho aqui foi o fato de que minha filha teve todo o tempo necessário para se adaptar com uma outra pessoa cuidando dela.

3. Após o 4º mês da minha bebê, intensifiquei a adaptação da bebê com a babá. Isso quer dizer que a babá assumiu o banho, os passeios, as trocas de fraldas e, por algumas vezes, eu saía de casa para resolver assuntos diversos deixando-a com a babá. No começo foi difícil (para ambas), mas foi super importante para que, no momento da minha volta ao trabalho, ela já estivesse 100% adaptada com a babá.... E eu confiante de que minha filha estaria em boas mãos na minha ausência.

4. Também após o 4º mês eu voltei a me conectar com as pessoas da empresa. Marquei almoços, cafés, fui até a empresa algumas vezes e fui procurando entender o momento da organização e o que encontraria quando voltasse lá. Também passei a ler os emails, as informações sobre a empresa na mídia e um pouco do cenário econômico... (Sim, eu me desliguei totalmente e não fiquei acompanhando a cotação do dólar, os planos do governo ou a situação da indústria mês a mês...) Essa conexão me ajudou muito a voltar já com alguns inputs importantes que facilitaram a minha re-integração.

5. Durante a primeira semana, agendei reuniões com pessoas-chave na organização, que puderam me dar um overview do que aconteceu durante o período que fiquei fora e principalmente, qual era o meu papel ali, o que as pessoas esperavam de mim.  Já na segunda semana me senti conectada novamente e pronta para assumir 100% das minhas responsabilidades.

6. O papel da família foi fundamental no meu retorno. Além de poder contar com o TOTAL apoio do meu marido, ainda tive minha mãe em casa na primeira semana, o que dá uma tranquilidade a mais. Ter pessoas da sua confiança ao seu lado, faz toda a diferença.
7. Eu continuo amamentando... Estou tentando gerenciar a agenda, de modo que, pela manhã e ao chegar em casa no fim do dia, possa amamentar a minha pequena, reforçando o nosso vínculo e nutrindo-a com todo o meu amor. Sim, é possível... mas também é importante se planejar para isso. 

Claro que os desafios continuam... conciliar agendas, driblar o trânsito, chegar em casa antes da sua bebê dormir e administrar as noites mal dormidas x longas jornadas de trabalho e reuniões, fazem parte da minha rotina. Mas seguindo esse plano, a ansiedade de separação foi minimizada e administrada da melhor forma.

Espero que as dicas funcionem para você... Se você também passou ou vai passar por isso em breve, compartilhe aqui os seus planos e suas dicas também!

Abraços!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Por um Mundo mais Feliz...


Começo o ano escrevendo sobre uma percepção que tem me incomodado nos últimos tempos... Onde eu vou, tenho observado o humor, ou melhor, a falta dele, em relação aos atendentes. Lojas, restaurantes, supermercados... é impressionante o quanto as pessoas parecem estar cansadas, ou "de saco cheio", se é que me entendem.

O ano mal começou e sinto como se as pessoas estivessem estressadas a ponto de não conseguirem abrir um sorriso sequer. O que está acontecendo? Onde está o problema?

Começo a imaginar as possíveis razões:

1 - Sabemos que lidar com o público não é tarefa fácil. Sempre tem aquela pessoa chata, exigente ao extremo que te faz perder a paciência...

2 - Os salários não andam nada bons. Por mais que o governo tente mostrar melhorias nesse setor, sabemos que a economia não está tão aquecida, os preços aumentaram, o custo de vida está cada vez mais alto, mas o salário quase não sofre alterações. Ou seja, o nosso poder aquisitivo diminuiu consideravelmente.

3 - Começo de ano = contas extras: escola, IPTU, IPVA, despesas do fim do ano... e assim entramos em Janeiro preocupados se daremos conta de tantas despesas que não param de chegar diariamente.

4 - A constatação de que 2014 começou sem grandes mudanças, quero dizer, criamos expectativas de que o ano velho acaba e com ele, acabam também os problemas... mas daí o ano novo começa o os problemas continuam lá, no mesmo lugar, muitas vezes maiores, para resolvermos.

Enfim, faria uma grande lista aqui das possíveis razões pelas quais as pessoas estão tão mau humoradas... mas ao mesmo tempo em que começo pensar nessa lista, reforço a minha crença de que tudo o que acontece conosco é fruto das nossas escolhas. Quero dizer, você está onde escolheu estar... Tá bom, eu sei que várias pessoas que estão lendo isso agora podem falar: "Eu não escolhi estar aqui, estou aqui por falta de escolha"....

Desculpe, mas não vou mudar minha opinião... até a falta de escolha, para mim, é uma escolha. 

Então, o meu convite é para uma profunda reflexão... adianta fazer cara feia, tratar mal as pessoas, com mau humor? Isso irá resolver os seus problemas?

Por mais infeliz que você esteja no seu trabalho, ele ainda é seu... ele está tomando uma boa parte do seu tempo e só por isso, já mereceria que você se empenhasse mais em passar por ele de maneira mais agradável.

Não estou dizendo que no meu trabalho também não tenho momentos de baixo astral, frustração, questionamentos... todos temos! E isso faz parte do processo de crescimento, desenvolvimento e amadurecimento profissional. Mas não é por isso que eu preciso transferir esse sentimento para as pessoas que estão ao meu redor... posso sim, trabalhar internamente para entender os motivos que estão me levando a isso e tentar resolver aquelas preocupações que me afligem.

Por um mundo mais feliz, menos ranzinza, por pessoas menos amargas... Esse é o meu desejo para 2014!!

Que possamos nos tornar cada vez mais conscientes das nossas escolhas... e lembrar que a situação que me encontro hoje é fruto das escolhas que fiz ontem... e que portanto, é somente responsabilidade minha.


terça-feira, 16 de julho de 2013

Você é um Líder Termostato ou Termômetro?


Recebi esse texto e resolvi publicá-lo aqui... Vale muito a pena refletir que tipo de líder você tem sido e que exemplo tem deixado para a sua equipe.

Obs.: Como o texto original é em inglês, tentei traduzi-lo de forma a deixá-lo o mais próximo possível.
Escrito por Randy Conley

"Quando se trata de liderança, você é um termostato ou um termômetro? Mark, meu amigo, colocou essa estranha pergunta para mim esta semana. E explicou a diferença entre os dois.
Um termômetro reflete a temperatura do ambiente. Ele simplesmente reage ao que está acontecendo ao seu redor. Se a temperatura estiver quente, ele diz-lhe que sim. Se está frio, o termômetro somente reflete a realidade também. É um instrumento mudo, no sentido de que não contém funcionalidade multiuso inteligente. Ele tem um propósito... e um único propósito.
Um termostato, por outro lado, regula o ambiente. Ele estabelece a temperatura desejada desse ambiente e trabalha ativamente para mantê-lo dentro de um determinado intervalo. Se a temperatura subir acima da meta, o termostato sinaliza o condicionador de ar para entrar em ação e refrescar o ambiente. Se a temperatura cai abaixo da meta, o termostato faz com que o aquecedor ligue, a fim de aquecer o espaço. O termostato é inteligente, no sentido de que está sempre monitorando o ambiente, e se a temperatura estiver muito quente ou frio, ele decide o que fazer para corrigir a situação.
"Líderes Termômetro" reagem ao seu ambiente. Quando a tensão fica alta e as pessoas estão no limite, esses líderes são muitas vezes vistos perdendo a calma. Tornam-se irritáveis, duros, exigentes, críticos, impacientes, e talvez até mesmo perder a paciência e sair do seu controle. Liderança termômetro não inspira confiança e compromisso com as pessoas, ao contrário, traz medo e insegurança.
Os "Líderes Termostato", no entanto, sempre tem um pulso sobre a moral, a produtividade, o nível de estresse, e as condições ambientais de sua equipe. Quando a temperatura esquenta porque o time está sob pressão de uma pesada carga de trabalho, os recursos são escassos, ou prazos pendentes estão causando stress, ele agem com influência para acalmar a equipe. Eles tomam um tempo para ouvir as preocupações dos membros de sua equipe e fornecer a orientação e suporte necessário para ajudar a equipe a alcançar seus objetivos. Os "líderes termostato" também sabem aliviar a pressão sobre sua equipe através da mistura de um pouco de diversão leve em momentos oportunos.
Da mesma forma, quando o trabalho é lento e as pessoas são propensas a apenas atravessar os movimentos, os "líderes termostato" trabalham com suas equipes para reorientá-las para a visão, propósito e objetivos da equipe. Porque eles estão monitorando ativamente o ambiente de suas equipes, eles sabem quando a equipe precisa ser desafiada com novas metas e prioridades, ou quando eles só precisam de um "empurrão" para manter o foco em suas iniciativas em curso.
"Líderes termostato" constróem a confiança com seus seguidores, enquanto os "líderes termômetro" corroem a confiança. Quando os tempos ficam difíceis, as pessoas querem ver os seus líderes reagirem com calma, foco e determinação. Eles querem definir o tom para a forma como a equipe deve reagir durante tempos difíceis e navegar pelos mares agitados pela frente. Isso é um grande desafio para os líderes, porque eles também são os membros da equipe e por isso, sentem o mesmo stress e pressão, às vezes numa escala atpe maior... 
Então, como você responderia a esta pergunta? Você é um líder termômetro ou termostato?"

segunda-feira, 8 de abril de 2013

E Quando o Feedback é Para Você?


Já falei aqui em alguns posts sobre a importância do feedback no desenvolvimento das pessoas. Já sabemos que feedback é um presente e que, quando bem direcionado, nos ajuda a identificar oportunidades de melhoria e enxergar nossos “gaps”.

Mas será que estamos realmente preparados para receber esse “presente”? Mais do que isso, o que fazer com esse presente? Quero dizer, como tratar esse feedback, especialmente o negativo, para que ele realmente possa trazer efeitos positivos para a sua carreira e até para a sua vida pessoal?

A gente sabe  que nem sempre é fácil ouvir aquilo que não queremos, ou seja, quando alguém nos fala algo que não condiz com a imagem que temos de nós mesmos, nossa tendência é reagir, não concordar e se fechar para a mensagem... Lembre-se que as nossas intenções podem ser diferentes dos comportamentos que expressamos. Por exemplo: você pode ter a intenção de ser simpático com as pessoas, mas quando chega aos escritório, mal tem tempo para dar “bom dia”... Isso pode ser encarado como antipatia, o oposto do que você imagina estar passando para as pessoas.

Por isso acredite... Quanto mais preparado você estiver, mais fácil será entender e interpretar o feedback, tomando para si aquilo que realmente faz sentido e que pode te ajudar a melhorar comportamentos que serão úteis para você.

Deixo aqui então algumas dicas:

1 – Primeiro ouça, sem interrupções ou argumentos: no momento em que alguém nos diz algo que não esperamos sobre nós mesmos, nosso primeiro impulso é buscar argumentos e justificativas. Ao fazer isso, você pode quebrar o vínculo com a pessoa que está lhe dando o feedback e pode perder informações importantes que serão úteis para o seu desenvolvimento.


2 – Peça Exemplos: Ouvir atentamente não significa não falar absolutamente nada! Se não ficou claro para você o que a outra pessoa quis dizer, peça exemplos de situações onde ela pode perceber o seu comportamento. Quanto mais fatos você tiver, mais fácil será aceitar o feedback. Não tente “decifrar” a mensagem... Pergunte, quantas vezes forem necessárias, mas não faça interpretações.

3 – Reflita: de tudo o que você ouviu, pode ser que algumas coisas lhe sirvam e outras, nem tanto. O mais importante é refletir, ver o que faz sentido e o que você acredita que pode mudar. Muitas vezes, especialmente no ambiente corporativo, alguns comportamentos precisam ser ajustados, de acordo com a missão, visão e valores da empresa. Mudar para adaptar-se à esses valores faz parte do nosso papel profissional, desde que você esteja disposto a isso sem ferir o seus próprios valores. 
4 – Valide o Feedback: um outro ponto importante é sobre quem está lhe dando o feedback. Muitas vezes, não “validamos” a pessoa a qual está falando conosco e por isso, nossa tendência é se fechar para a mensagem. Se a pessoa que lhe deu o feedback não tem sua credibilidade, ouça o que ela diz e procure validar a mensagem com outras pessoas. Pergunte para àquelas pessoas nas quais você confia, o que elas pensam a respeito de determinado comportamento seu. Assim, ouvindo de outras pessoas, fica mais fácil aceitar o feedback.

5 – Controle sua Emoção: chorar, xingar, gritar, bater a cabeça na parede... nada vai melhorar a situação. Comportamentos assim só deixarão mais explícito que você está negando o feedback recebido. Respire fundo, pense, acalme-se e reflita. Se ficar muito abalado com o que ouviu, peça um tempo à pessoa que lhe deu o feedback e volte a falar com ela quanto estiver mais calmo... mas jamais perca o controle.

6 – Assuma o Compromisso de Mudar: se o que você ouviu fez sentido para você, trace um plano de ação consigo mesmo. Estabeleça metas, prazos e a forma como você irá trabalhar para melhorar o ponto de desenvolvimento identificado. Além disso, faça uma auto-avaliação periódica e também peça novos feedbacks para acompanhar sua evolução.


Lembre-se que errar não é sinônimo de fracasso. É através do erro que nos desenvolvemos e aprendemos a fazer melhor. Se alguém se dispôs a dar o feedback para você a partir do seu erro, é porque acredita que você tem capacidade para melhorar. E isso é um ponto positivo! Grande parte dos profissionais os quais converso, reclama exatamente da falta de feedback. Portanto, encare esse processo com naturalidade e como um presente realmente, ainda que não seja aquele presente “desejado”... Tenha certeza que ele pode ser útil a você! Basta aceitá-lo abertamente, e usá-lo da melhor maneira possível.


Que saber mais? Assista a um trecho do vídeo "Janela de Johari", que trata exatamente do assunto Feedback.


Falarei mais sobre esse conceito em outros posts por aqui.



Abraços!!

terça-feira, 26 de março de 2013

A Temida Entrevista de Emprego...

Mãos suando, nervosismo à flor da pele, preocupação, ansiedade, noites e noites sem dormir... Difícil imaginar que esse sintomas são típicos de uma pessoa que está participando de um processo de entrevistas de emprego. Mas acredite, é verdade...

Muitas vezes, candidatos com qualificações excelentes, com muitas boas histórias para contar não se saem bem diante do desafio de convencer outra pessoa de que está habilitado para aquela função.

Mas o que será que está errado? A entrevista de emprego não deveria ser um momento mais tranquilo, onde candidato e entrevistador procuram encontrar coisas em comum entre o perfil profissional e o perfil da posição?

Pois é... e quando ela é feita de maneira totalmente diferente, irreverente e criativa? Quando as perguntas e as situações fogem do "padrão" estabelecido pela grande maioria dos recrutadores?

Recebi hoje esse vídeo de uma amiga que compartilhou em minha página do Facebook (obrigada Andreia!!) e achei que merecia um post aqui...

Simplesmente criativa e relevadora, essa entrevista de emprego vai  muito além de deixar o candidato "suando frio", enquanto responde perguntas padronizadas e muitas vezes, sem foco...

Como candidato, você está preparado para esse processo de entrevista? E como recrutador... Que tal inovar um pouco os métodos utilizados para encontrar o candidato que você tanto procura?

 Vale a pena assistir, refletir e se divertir!


Heineken cria a Entrevista de Emprego mais Criativa dos Últimos Tempos

Entrevistas de emprego são sempre chatas e, de certa forma, nervosas. O pior de tudo é que as empresas buscam pessoas diferentes e fazem sempre as mesmas perguntas, obtendo, é claro, as mesmas respostas de todos os candidatos. Quando uma empresa questiona sobre os defeitos, é claro que ninguém falará a verdade, principalmente sobre coisas que “podemos” nos adaptar e corrigir.
Em um vídeo recente, que bombou na internet, a Heineken resolveu transformar uma entrevista de emprego em uma verdadeira aventura, uma forma genial de chamar a atenção do público, além de achar o cara certo.
Entre 1.734 candidatos, apenas 1 conquistou o emprego. Veja qual foi a diferença…


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sufocada pela Informação!



São 18 horas. Estou no escritório tentando dar conta dos e-mails, telefonemas, contatos pessoais e todas as outras formas possíveis de relacionamentos que acontecem diariamente. Praticamente todo o meu dia foi tomado por reuniões e conference calls. Rotinas das empresas em geral...

Olho para um canto da minha mesa e uma imagem me incomoda... Nada menos que 11 revistas paradas ali, esperando para serem lidas (Sim, eu tomei coragem para contar). Certamente, muitas reportagens interessantes, que seriam muito valiosas para o exercício da minha função.

Chego em casa e outra cena me aflige... Algumas revistas ainda na embalagem, há pelo menos 1 semana. No escritório, vários livros que comprei  desejando ter um tempo para lê-los, querendo isso mais que tudo quando estava lá, dentro da livraria, delirando entre tantos títulos interessantes. Comprei... e agora, cadê o tempo para ler?

Sem contar as mídias sociais: acompanhar todas é praticamente missão impossível. Facebook, Twitter, Blogs, sites de notícias, e-mails... ufa! Não consigo mais dar conta!!

Aliás, num desses sites esses dias, vi uma notícia assustadora: o brasileiro lê, em média 4 livros por ano e apenas metade da população é considerada leitora. Ou seja, pelo jeito eu não sou a única que não estou conseguindo vencer os livros! Ainda tento me manter acima dessa média, mas confesso que está ficando cada vez mais difícil.

Há algum tempo tenho me sentido assim, totalmente sufocada pela quantidade de informação que me cai às mãos todos os dias. E confesso... já não consigo mais priorizar o que é realmente importante, o que é desejável, o que eu posso descartar...

Nas rodas de amigos, a sensação é que sempre estão falando daquilo que eu não li. E por dentro, a culpa me consome! Pensamentos do tipo “se eu tivesse lido, estaria participando da conversa agora”, vão e vêm a todo tempo.

Mas definitivamente, eu queria conseguir relaxar. Porque jamais vou dar conta de ler ou absorver tudo aquilo que eu gostaria. Sim, eu gostaria de ler mais sobre Culinária, Fotografia, Política, Economia e Religião... E até aquelas revistas de fofocas, dos famosos passeando com seus cachorros, jantando, almoçando (como se isso fosse algo fora do comum!).

Mas eu também preciso de tempo para outras coisas... comer pipoca no sofá, passear com os meus cachorros, conversar com as pessoas que amo, visitar amigos, me visitar... Preciso de tempo para cuidar daquilo que eu gosto, daquilo que conquistei...

E por isso, vou tentar não vou sofrer tanto se eu não der conta de todos os assuntos e não souber o que está se passando com os primeiros capítulos da nova novela ou com o julgamento do mensalão. Ou ainda se não li a trilogia dos "Cinquenta Tons"!! 3 livros?! Onde eu conseguiria tempo para tanto?! Todo mundo só fala nisso!! Mas alguém vai me contar, eu sei... E assim, não me considerarei uma total desinformada, até que eu consiga ler um pouco sobre tudo...

A verdade é que cada vez mais as pessoas têm coisas para contar e por isso, o número de publicações aumenta cada vez mais. Eu gosto de ler, sempre gostei. Me lembro que quando era criança, estava sempre com um livro nas mãos. Mas percebo que hoje as pessoas estão mais cansadas. Acorda-se cedo demais para ir ao trabalho e dorme-se no ônibus ou no metrô até chegar em casa. Aquele tempo precioso para a leitura foi dedicado ao descanso necessário, que as grandes cidades roubam de nós através do trânsito, das filas...

Além disso, os equipamentos eletrônicos, de tão fácil conexão, invadem o tempo que você poderia ler uma revista... Tables, Smartphones e outros! Sempre tão acessíveis, conectados... daí a entrar no Facebook pra dar uma “olhadinha” e gastar 1 hora é um pulo!

Eu ainda não tenho receitas ou fórmulas mágicas para conseguir mais tempo para ler. Mas confesso que estou precisando disso. Então, quero compartilhar com vocês (que estão tirando um tempo para ler mais um texto de alguém que tem muito a contar) esse meu incômodo. E além disso, perguntar: Você está feliz com a quantidade de livros que lê por ano? Você já encontrou um jeito de “ler mais”?

Todos nós já conhecemos os benefícios da leitura. Ela abre portas, estimula a criatividade, nos faz sonhar, auxilia no processo de desenvolvimento, enfim... seria uma lista muito grande colocar todos eles aqui. Mas mesmo assim, ainda não colocamos a leitura como uma das prioridades. Por que? O que acontece com a gente?

Quero ouvir você. Compartilhe a sua experiência. Será ótimo trocarmos “figurinhas” sobre o assunto...

Abraços!