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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Importância de Procurar Emprego da Maneira Correta...

Hoje trago um tema para o blog que pode até parecer um pouco polêmico, mas que depois de muitos e muitos e-mails e contatos via Linkedin de pessoas encaminhando os seus curriculos, achei relevante comentar.


Quero falar da importância em saber procurar emprego... isso mesmo! 

Nesses mais de 15 ano atuando em Recursos Humanos, recebo currículos e solicitações de contatos de vários profissionais, de todas as áreas de atuação. Sei que quando estamos em busca de uma recolocação, o que mais fazemos é buscar networking e fortalecer nosso vínculo de relacionamento conectando-se com o maior número de pessoas. Mas isso pode acabar prejudicando sua imagem profissional.

Você deve estar se perguntando: como assim? Por exemplo... Recebi num dia desses o CV de uma pessoa que teve toda a sua experiência profissional em concessionárias, vendendo automóveis. No outro dia, uma professora de educação física também me enviou o seu CV. Também já recebi contatos de Corretor de Seguros, Caixa de Supermercado, etc.  Na empresa onde trabalho atualmente, não consigo empregar pessoas com essas qualificações e meu círculo de relacionamentos tampouco permite facilitar contatos nessas profissões.

Assim, a impressão que fica é que você está literalmente “atirando para todos os lados”. Por isso, quero deixar aqui algumas dicas de ações que acredito que funcionam quando você está no mercado de trabalho:

1 – Faça um currículo que demonstre claramente qual é a sua área de atuação e quais competências você tem. Se possível, dê exemplos de projetos/ atividades que você realizou ao longo de sua carreira.
2 – Selecione as empresas as quais tem “match” com o seu perfil, ou seja, empresas onde realmente você encontrará posições que necessitam das suas competências.
3 – Faça um filtro na sua rede de relacionamentos seleionando aquelas pessoas que estão ligadas a essas empresas de alguma forma, ou aquelas que você tem certeza que poderão te ajudar, seja facilitando um networking, abrindo espaço com profissionais do segmento, etc.
4 – Envie emails personalizados para cada pessoa. Eu por exemplo, já recebi e-mails onde o meu nome estava incorreto (e-mails replicados, sem qualquer edição), nome da empresa onde trabalho atualmente incorreto, e por aí vai. A pessoa que vai receber o -email, precisa sentir que você está realmente direcionando aquele texto a ela, e não simplesmente enviando uma “mala-direta”.
5 – Não mande e-mails diários/semanais com o mesmo conteúdo. Mandar o seu CV mais de uma vez não é garantia de que ele será lido. Pelo contrário, pode mostrar uma ansiedade desnecessária da sua parte com relação ao processo de recolocação.
6 – Procure participar de grupos (reais ou virtuais) específicos à sua profissão. Acompanhe as discussões, se posicione e mostre interesse genuíno pelos temas tratados.
7 – Não envie cartas de recomendação sem que tenham sido solicitadas. Anexar a carta de recomendação logo no primeiro contato, pode parecer que você precisa de alguém para “atestar” sua competência. Espere que o processo seletivo caminhe e, se solicitado, envie a carta.
8 – Ajude outras pessoas que estão no processo de recolocação. Muitas vezes uma determinada vaga pode não ser interessante para você, mas você pode lembrar de alguém com quem teve contato nesse processo de busca e informá-lo sobre a vaga. Lembre-se: referenciar uma pessoa é diferente de informá-lo sobre processos seletivos em aberto. Seja parceiro!
É como diz aquela frase: “Procurar trabalho, dá tabalho”, mas com certeza, canalizando a energia de maneira correta, o processo se torna muito mais fácil e proveitoso.


Espero que essas dicas favoreçam a sua recolocação. 

Boa Sorte!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

7 coisas para Pesquisar antes da Entrevista de Emprego

Compartilhando aqui uma reportagem bem interessante publicada no site da Revista Exame na última semana. 

Se você está prestes a participar de algum processo seletivo e quer se preparar melhor, vale a pena a leitura...

....

Por Adeline Daniele

Antes de ir para uma entrevista de emprego, é preciso saber o mínimo sobre a empresa que está recrutando.

Além de te colocar um passo a frente de outros candidatos que não pesquisaram sobre o assunto, você pode usar estas informações para se identificar com os valores e a missão da companhia. E esses detalhes não passam despercebidos pelos recrutadores.

Então, se você tem uma entrevista de emprego marcada para os próximos dias, dê uma olhada nestas dicas que a especialista em carreira e ambiente de trabalho do portal de empregos Glassdoor, Heather Huhman, listou com as sete coisas que você precisa pesquisar sobre um empregador.

1. As qualificações e experiências que a companhia valoriza

Saber o que uma empresa procura em um candidato é imprescindível para se dar bem em uma entrevista de emprego.

E é dessa forma que você poderá se destacar no processo seletivo e se encaixar nos requisitos da vaga.

Pesquise nas páginas de carreira da empresa – se ela tiver – e leia os detalhes da oportunidade publicada.

Se puder, fale com alguns funcionários que já trabalham na companhia para saber o que ela valoriza em um profissional.


2. As "peças-chave" da organização

Pesquise sobre os funcionários que ocupam cargos importantes na companhia, como gerentes, diretores, CEO, etc. Você tentar encontrar informações sobre eles na página da empresa.

Também dê uma olhada no que esses profissionais falam sobre a companhia pelo LinkedIn ou em outras redes sociais.


3. Notícias e eventos recentes sobre a empresa

Procure saber quais foram as últimas notícias que saíram na mídia sobre a companhia, bem como os eventos que ela promoveu.

Muitas empresas colocam estas informações em páginas dedicadas a releases de imprensa ou até mesmo criam sites para divulgar suas ações.


4. Visão, missão e valores

Um dos aspectos mais importantes analisados pelos especialistas em Recursos Humanos nos candidatos é o quanto eles se identificam com a visão, missão e valores da companhia.

Quanto mais alinhado aos valores da empresa, mais perfil um profissional tem para trabalhar nela.

Essas informações podem ser facilmente encontradas no site da companhia, na seção “Sobre”. Você também pode aprender sobre a cultura da companhia pelas redes sociais onde ela tem perfil.


5. Clientes, produtos e serviços

Não dá para tentar trabalhar em um lugar se você não tiver uma ideia dos produtos, serviços e clientes da empresa. Encontre essas informações no site ou no blog da companhia.


6. Informações "‘privilegiadas"

Heather Huhman também aconselha o profissional a buscar informações sobre a companhia em que está disputando uma vaga.

No portal Glassdoor, por exemplo, funcionários podem avaliar anonimamente suas empresas e falar sobre as vantagens que têm em trabalhar ali.

Como no Brasil ainda não existe um portal com tantas informações como o site norte-americano, os profissionais daqui podem dar uma olhada no que os atuais funcionários da companhia falam sobre ela nas redes sociais.

Quem conhece uma pessoa que já trabalhou no local também pode pedir referências sobre o ambiente de trabalho da empresa.


7. A pessoa que irá te entrevistar

Saber quem será seu entrevistador pode te dar uma vantagem na competição pela vaga.

Ter essa informação pode ajudar o candidato a se identificar mais com o recrutador, fazendo com que a conversa flua com mais facilidade.

Essa técnica também pode ajudar aqueles que ficam muito nervosos durante uma entrevista.

Muitas vezes, algumas pessoas podem ficar ansiosas e ter o desempenho prejudicado por saberem que serão entrevistadas por uma mulher ou homem, ou por alguém em um cargo alto na companhia.

Uma forma de procurar informações sobre o recrutador é pesquisando pelo nome informado no e-mail que ele enviou para marcar a entrevista.

Caso você não consiga encontrar o nome, entre em contato com a companhia e pergunte quem será o seu entrevistador.

terça-feira, 26 de março de 2013

A Temida Entrevista de Emprego...

Mãos suando, nervosismo à flor da pele, preocupação, ansiedade, noites e noites sem dormir... Difícil imaginar que esse sintomas são típicos de uma pessoa que está participando de um processo de entrevistas de emprego. Mas acredite, é verdade...

Muitas vezes, candidatos com qualificações excelentes, com muitas boas histórias para contar não se saem bem diante do desafio de convencer outra pessoa de que está habilitado para aquela função.

Mas o que será que está errado? A entrevista de emprego não deveria ser um momento mais tranquilo, onde candidato e entrevistador procuram encontrar coisas em comum entre o perfil profissional e o perfil da posição?

Pois é... e quando ela é feita de maneira totalmente diferente, irreverente e criativa? Quando as perguntas e as situações fogem do "padrão" estabelecido pela grande maioria dos recrutadores?

Recebi hoje esse vídeo de uma amiga que compartilhou em minha página do Facebook (obrigada Andreia!!) e achei que merecia um post aqui...

Simplesmente criativa e relevadora, essa entrevista de emprego vai  muito além de deixar o candidato "suando frio", enquanto responde perguntas padronizadas e muitas vezes, sem foco...

Como candidato, você está preparado para esse processo de entrevista? E como recrutador... Que tal inovar um pouco os métodos utilizados para encontrar o candidato que você tanto procura?

 Vale a pena assistir, refletir e se divertir!


Heineken cria a Entrevista de Emprego mais Criativa dos Últimos Tempos

Entrevistas de emprego são sempre chatas e, de certa forma, nervosas. O pior de tudo é que as empresas buscam pessoas diferentes e fazem sempre as mesmas perguntas, obtendo, é claro, as mesmas respostas de todos os candidatos. Quando uma empresa questiona sobre os defeitos, é claro que ninguém falará a verdade, principalmente sobre coisas que “podemos” nos adaptar e corrigir.
Em um vídeo recente, que bombou na internet, a Heineken resolveu transformar uma entrevista de emprego em uma verdadeira aventura, uma forma genial de chamar a atenção do público, além de achar o cara certo.
Entre 1.734 candidatos, apenas 1 conquistou o emprego. Veja qual foi a diferença…


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aquilo que Falta no seu Currículo...




Não é de hoje que venho pensando nesse tema, refletindo sobre como as empresas contratam, como iniciamos os nossos relacionamentos, como nos “vendemos” a nossa imagem e quem somos, seja em qualquer tipo de relação.

Mas esse tema ficou mais forte para mim nessas últimas semanas, quando comecei a fazer um curso de pós-graduação digamos, um pouco diferente do tradicional. No primeiro encontro, na rodada de apresentação dos participantes, ficou muito nítido para mim o quanto temos a necessidade de falar aquilo que somos e o que fazemos de melhor. E na maioria das vezes, ainda carregamos o nome da empresa como o nosso sobrenome... Afinal, precisamos passar a imagem de sucesso, mostrar onde chegamos...

Então, comecei a pensar: Por que não falamos das nossas fraquezas, dos nossos pontos de desenvolvimento, daqueles pontos fracos logo que conhecemos alguém? Afinal, com o passar do tempo, a convivência vai mostrar exatamente isso... aqueles nossos “defeitinhos” que tentamos esconder na entrevista, no primeiro encontro, etc.

Assim acontece numa organização. Você é contratado pelo que faz de melhor mas é demitido por aquilo que não conseguiu fazer bem. Será que se invertermos o nosso modo de pensar, não teríamos mais sucesso nas nossas contratações? Digo, será que no momento da entrevista, se você falar sobre aquilo que não é capaz de suportar, sobre os valores que você não vai abrir mão e sobre as competências que não estão tão apuradas, você não poderia ser mais autêntico na forma de exercer o seu trabalho? Penso que a partir do momento que soubermos aceitar e pudermos conviver com as limitações do outro, muito mais fácil ficará a relação.

Em razão disso, comecei a adotar uma nova pergunta no meu processo de entrevistas. Depois que o candidato contou toda a sua experiência, suas capacidades, habilidades e competências (o que não deixa de ser muito importante conhecer e checar), eu viro para ele e pergunto: “O que não está escrito no seu currículo e que você gostaria muito que tivesse?”

De cara, quase nenhum candidato entende a pergunta... então vou explicando, dando exemplos... quero saber o que a pessoa não realizou, o que ela não conseguiu, o que deu errado. Aquela experiência internacional que não “rolou” porque sua família não te apoiou... Aquele projeto que você não concluiu porque simplesmente não conseguiu lidar com as “diferenças” entre você e aquele membro da equipe... Aquela promoção que não saiu porque, na hora “H”, seu inglês não te ajudou e a entrevista com o diretor foi um fracasso...

É atrás dessas histórias que eu estou. E tenho que confessar... tem sido emocionante ouvi-las. E mais que isso, perceber o quanto as pessoas demoram para falar sobre aquilo que não deu certo. E sabe o que é mais interessante? Tenho observado quantas competências excelentes se escondem atrás dos nossos fracassos. Quantas lições as pessoas tiram desses episódios que antes, elas queriam esquecer...

Por isso, eu quero aqui convidar você a fazer um exercício: se você tivesse que começar um relacionamento hoje, qual seria o seu “fracasso” que a outra pessoa deveria saber logo no início e que ajudaria o relacionamento a ser mais verdadeiro? E na empresa, se você fosse entrevistado por mim, por exemplo, qual seria a sua resposta para essa pergunta?

O meu convite não é para que você “mexa” na ferida, volte a recordar momentos de vida e carreira que não foram legais. Quero convidá-lo sim a pensar nas lições que você aprendeu a partir dessa experiência, nas competências que você desenvolveu e que hoje lhe fazem ser o profissional que é.

O aprendizado pode vir de várias fontes... e aprender com o sucesso é sempre muito bom. Mas eu ainda acho que quando aprendemos com os nossos “fracassos”, a lição fica mais firme, pois não queremos errar novamente.

Por isso, reflita sobre quem você é, quais competências você tem e de onde elas vieram... foram dos seus maiores sucessos? Ou das suas piores derrotas?

Tenho certeza que você vai se surpreender com o resultado... e vai ficar mais feliz e aliviado em saber que até nos momentos mais difíceis, você teve um aprendizado!

Até a próxima!