terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Dança das Cadeiras...

Pois é... o ano realmente começou... depois das festas, do merecido descanso (para aqueles que tiveram uma pausa de fim de ano) e das intermináveis promessas de ano novo, voltamos para as nossas empresas e nos deparamos com uma realidade difícil, mas motivadora ao mesmo tempo: as ofertas de emprego estão crescendo e profissionais com boa qualificação e experiência estão se movimentando na interminável "dança das cadeiras".

Para o RH e para a liderança que perde seus profissionais em geral, fica muitas vezes, a sensação de incompetência... o que fizemos de errado? Por que está tão difícil reter os talentos? Por que as pessoas estão mudando tanto e com mais frequência? O que falta nessa empresa?

Mas se nos colocamos no nosso papel de profissionais, vemos que as oportunidades estão realmente surgindo. Se você está bem preparado, tem um bom networking, tem "história para contar" e além disso, busca um novo desafio, o momento é mais do que propício.

Portanto, vale olhar para as duas faces da moeda: enquanto gestores e área de RH, o que estamos fazendo para que a nossa empresa seja atrativa? O que faz os nossos colaboradores quererem ficar aqui? O que eles esperam? Geralmente, essas respostas são mais simples do que imaginamos e bem mais complexas de serem trabalhadas.

Claro que o dinheiro conta, os bônus e os benefícios atrativos também, mas acima de tudo, a maioria das Pesquisas de Clima mostram que o profissional quer mesmo oportunidades de desenvolvimento, ambiente de confiança e crescimento, desafios, investimento na sua carreira, feedback... E os gestores enxergam nesses pontos um grande obstáculo, deixando para trás aquilo que é realmente importante... (mas isso é assuntos para outros posts que quero deixar aqui ao longo desse ano...)

Já do ponto de vista da nossa carreira profissional, vale a reflexão... É hora de me movimentar? O que espero do meu novo desafio? Que tipo de empresa quero trabalhar? Quais são os meus objetivos de carreira? E se a decisão é mudar, a hora é de fazer contatos, aprimorar networking, mostrar os seus resultados, encontrar uma empresa que tem valores e princípios iguais aos seus...

De qualquer forma, o ano começou!! E seja procurando por profissionais no mercado, seja olhando para as oportunidades, faça uma reflexão... E decida acima de tudo, o que é melhor para a sua carreira, de acordo com os objetivos que você tem.

Aproveito para compartilhar aqui uma matéria publicada na Folha de São Paulo no dia 06/11/2011 (ano passado! rsrs), sobre o assunto...

Vale a pena a leitura!


Com a Economia Aquecida, Cresce a Rotatividade
Por Flavia Galembeck


O bom momento da economia brasileira nos últimos cinco anos intensificou a rotatividade dos executivos em praticamente todos os segmentos, na percepção de consultores como Adriana Chaves, sócia da DM Liderança. A busca por novas perspectivas de carreiras e diferentes desafios profissionais e a oferta de remunerações mais altas são os principais motivos para trocas de presidentes, diretores, coordenadores e supervisores.


Além dessas razões, conta também o fator cultural. “Na Ásia por exemplo, os profissionais ingressam nas empresas e dificilmente saem dela. Nós somos mais imediatistas”, explica Alexandre Attauah, Gerente da Divisão de Finanças e contabilidade da consultoria Robert Half.

Novos Ciclos

Para Carlos Eduardo Dias, CEO da consultoria ASAP, o “turnover” também se deve à redução dos ciclos no ambiente corporativo.

“Empresas nascem e morrem mais rapidamente, assim como houve um encurtamento da vida de produtos. Isso se reflet nas carreiras.”

A afirmação se confirma na trajetória profissional da Gerente de Marketing das grifes de roupas Limits, Borelli e Kolle, Mariana Goulart.

Nos últimos oito anos, ela trocou de empresa quatro vezes em buca de melhores salários e planos de carreira. “Os headhunters não acham meu tempo médico de permanência um problema. Um deles até comentou que eu ficava (nas empresas) mais do que a média do setor (de varejo de roupas)”, comenta.

Priscila Pádua, 33, gerente de marketing de grupo de produtos da Bacardi – onde está há seis anos, só teve outro empregador além do atual. “Eu sentia falta de desafios quando um ‘headhunter’ me sondou”, afirma.

Empresas desenvolvem planos de carreira e atividades como “coaching” para diminuir a rotatividade. Especialistas citam a necessidade de uma seleção que considere o alinhamento do candidato à cultura da organização. “Muitas veze,s o profissional é contratado pela técnica e demitido pela atitude”, resume Dias, da ASAP.

Tempo Médio de Permanência na Empresas (Por nível hierárquico):

Presidência – 6 anos
Diretoria – 6 anos
Gerência – 5 anos
Supervisão / Coordenação – 4 anos

Abraços!

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