terça-feira, 20 de março de 2012

Adote um Comportamento Leve no Trabalho



Os americanos Adrian Gostick e Scott Christopher lançaram um livro que defende a tese de que profissionais bem-humorados ganham mais e são mais produtivos

Dar uma boa risada diminui os níveis de estresse, reduz a pressão arterial e até combate dores. Além dos benefícios para a saúde, manter o espírito leve ajuda no desenvolvimento profissional. Esta é a tese do livro The Levity Effect (O efeito leveza, em português), dos americanos Adrian Gostick, expert em análise organizacional e co-autor do best-seller empresarial O Princípio do Reconhecimento (Editora Campus/Elsevier, R$ 66), e do humorista Scott Christopher, publicado pela Editora John Wiley & Sons, ainda inédito no Brasil. Segundo a dupla, um ambiente de trabalho "leve" favorece o crescimento pessoal e aumenta a satisfação profissional, além de contribuir positivamente para o faturamento da empresa. Por leve entenda-se um local em que há liberdade para conversas, brincadeiras e, eventualmente, algumas piadas.

Profissionais bem-humorados também são os primeiros a ser lembrados pelo presidente da empresa quando o assunto é promoção. Um estudo da consultoria americana Hodge-Cronin & Associates apontou que 98% de 737 altos executivos contratariam ou promoveriam o boa-praça no lugar do carrancudo. Mas Scott alerta: ter alto-astral não significa que você precisa se transformar no palhaço do escritório. “Leveza não tem a ver com gargalhadas fora de hora, e sim com a vontade de encarar os problemas com otimismo sem deixar de apresentar bons resultados”, diz ele.


AVIÕEZINHOS E PRODUTIVIDADE
Os irmãos paulistanos Guilherme e Maurício de Almeida Prado, de 33 e 37 anos, respectivamente, são adeptos do bom humor no trabalho. Formados em administração de empresas, eles fundaram em 2001 a agência de promoção de eventos Plano1 e se preocuparam em instituir uma cultura de descontração, que é construída desde o processo seletivo. Para entrar na companhia é essencial ter bom relacionamento interpessoal e espírito positivo. “Um profissional sério não se adaptaria bem ao nosso clima”, diz Maurício. Os 85 funcionários da Plano1 comemoram o alcance das metas com almoços temáticos fora do escritório, podem contar histórias engraçadas na newsletter da agência e até participar de campeonatos de aviãozinho de papel — no ano passado, os profissionais foram até o campus da Universidade de São Paulo para lançar as dobraduras.

Os donos dos aeroplanos mais velozes e performáticos foram premiados com brindes. A Acesso, empresa paulistana de digitalização de documentos, também cultiva o clima de diversão. A cada 15 dias, os funcionários participam de um café da manhã coletivo, repleto de guloseimas, no qual são estimulados a contar histórias pessoais. “É comum ouvir funcionários que vieram de outras empresas dizendo que trabalham melhor na Acesso porque se sentem à vontade para ser eles mesmos”, diz Diego Torres Martins, fundador da empresa. Ao contrário do que possa parecer, participar de práticas divertidas não prejudica a produtividade.

Uma pesquisa citada no livro The Levity Effect mostra que um aumento de cerca de 10% na satisfação dos funcionários no trabalho resulta num crescimento de aproximadamente 40% em produtividade. “Se você trabalha com alegria e participa de programas que instigam o humor, consegue se concentrar mais para resolver problemas e cumprir metas difíceis, características fundamentais para se tornar um bom líder”, diz Thais Trevisan, consultora de comunicação estratégica da Hewitt Associates, consultoria em gestão de RH, em São Paulo.


RIR PARA NÃO CHORAR
A coordenadora de marketing e sustentabilidade da Visa Vale, Raffaella Milfont, de 37 anos, costuma liderar uma equipe de quatro funcionários com o astral lá no alto: não é difícil ouvi-la dando risada pelos corredores. Ela credita parte de seu sucesso profissional à maneira leve, mas compromissada, de encarar o trabalho. Quando trabalhava em empresas mais sisudas, Raffaella sofria por ter de esconder esse traço de sua personalidade. “Sei que, depois de relaxar com o riso, consigo encontrar soluções para problemas complexos”, conta Raffaella. Isso acontece, em parte, porque a descontração estimula a criatividade.

O pesquisador do humor C.M. Consalvo, uma das fontes do The Levity Effect, afirma que o riso facilita a transição do sentimento de medo para o de segurança, o que, consequentemente, aumenta os níveis de pensamento criativo. Enfrentar a insegurança com otimismo é uma competência.

"Fazer comentários motivadores para colegas e subordinados em momentos difíceis, compartilhar as preocupações e chamar a equipe para uma reunião de novas ideias são atitudes importantes para quem quer encontrar boas soluções”, explica Aline Souki, professora de comportamento organizacional e gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais.

Para evitar o clima pesado no escritório nos períodos de estresse alto, o sócio-líder de auditoria da KPMG, Charles Krieck, de 47 anos, resolveu instituir, em 2009, o programa Busy Season. Em janeiro e fevereiro, época crítica para os auditores que estão em pleno fechamento de relatórios financeiros, os funcionários da empresa têm massagistas à disposição e recebem um par de ingressos de cinema, que devem ser usados, preferencialmente, para levar o namorado, a esposa, os filhos ou um amigo de fora do escritório para passear.

“Ações desse tipo fazem com que a tensão diminua e o espírito de equipe se fortifque”, diz Charles. Algumas atitudes bem simples ajudam os profissionais que querem manter essa forte união do time e melhorar o clima no escritório. “Cumprimentar as pessoas no corredor, agradecer publicamente aos funcionários que fizeram um trabalho excepcional, ser cortês quando precisar dar um feedback negativo, dar crédito quando a ideia que salvou um projeto não for sua, tudo isso faz com que você se torne querido por seus colegas — o que é fundamental para uma promoção, por exemplo”, diz Scott.


COMUNICAÇÃO EFICIENTE
O dramaturgo irlandês Bernard Shaw (1856-1950), autor de peças como Pigmaleão e César e Cleópatra, já alertava: “Se você pretende falar a verdade para as pessoas, seja engraçado. Caso contrário, corre o risco de ser assassinado”. Pode não ser tão trágico assim no dia a dia do trabalho, mas o humor faz com que os ouvintes se interessem mais pelo discurso e memorizem o que foi dito. Segundo os autores do livro, estudantes alcançam notas 15% maiores quando assistem às aulas de professores engraçados. Mas não é necessário tomar lições de comédia stand-up antes de conduzir uma reunião importante.

A comunicação descontraída é mais fácil do que parece. Scott dá a dica: “Começar o encontro comentando sobre aquele vídeo engraçado que está em alta no YouTube ajuda a diminuir a tensão e a estimular as pessoas a participarem da conversa”, diz. O mais importante é que você não esqueça que está conversando com pessoas, e não com computadores. “Caso contrário, ninguém vai prestar atenção ao que você diz.” Relaxar é o primeiro passo para comunicar melhor. Scott e Christopher dizem que é fundamental, antes daquela apresentação importantíssima, reservar alguns minutos para respirar fundo e se acalmar. “Você precisa controlar as suas emoções para mostrar o seu melhor potencial.” Na noite anterior, nada de perder o sono porque vai falar em público. “Repasse os tópicos mais importantes, ensaie na frente do espelho, prepare uma sacada bem-humorada e vá para cama cedo”, aconselha Scott. “O mau humor aumenta quando estamos cansados.”

Manter um diálogo transparente é outra medida importante. Na empresa de tecnologia Kaizen, a chefi a se reúne mensalmente com os funcionários para mostrar quais foram os resultados e as novas metas a serem cumpridas. A intranet também disponibiliza os valores de salários de todos os cargos da companhia. E a arquitetura aberta entre as estações de trabalho estimula a comunicação constante. “Todo mundo percebe que ajuda a empresa a crescer de verdade e se sente prestigiado, já que informações aparentemente sigilosas estão disponíveis e são de fácil acesso”, explica Daniel Dystyler, diretor de talentos da empresa.


E SE EU FOR MAL-HUMORADO?
A última coisa que se pode exigir de um profissional é que ele mude completamente de personalidade”, diz Scott. Por isso, nada de se forçar a contar uma história hilária para fazer seu chefe gargalhar se você não for um piadista nato — essas tentativas desastradas podem piorar a sua imagem profissional ou, no mínimo, vão fazer você parecer o bobo da corte. “O humor tem que aparecer naturalmente, não pode ser forçado. Caso contrário será malvisto pelos outros”, diz Scott.

A questão central para que seu relacionamento interpessoal seja eficiente é se expressar da maneira como você se sentir mais confortável, seja com a expressão séria ou sorridente. No entanto, levar a vida mais leve não faz mal a ninguém. Lembre-se que ficar franzindo as sobrancelhas e revirando os olhos o tempo todo pode ser péssimo para a sua imagem.

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Opinium, na Inglaterra, os mal-humorados são responsáveis por 37% da irritação geral no escritório. E você não quer ter esse rótulo colado em seu rosto, certo? Scott insiste que até os mais sérios conseguem melhorar a imagem e se cercarem da aura de leveza.

“Seus colegas vão perceber que você quer e pode ser uma pessoa mais divertida se começarem a notar seu interesse genuíno pelos problemas dos outros e sua vontade de enxergar pontos positivos mesmo em momentos de crise.” Aproximar-se dos mais risonhos também pode ajudar os mais introvertidos a se soltarem — a convivência com o riso estimula o desenvolvimento de uma postura bem-humorada. Scott explica: “A leveza é um exercício que precisa ser praticado todos os dias.” Comece hoje.

* Texto publicado na Edição 141 da Revista Você SA.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Quando Sopram os Ventos da Mudança...



No último mês andei um pouco sumida desse blog. Muitas coisas aconteceram e 2012 começou com todo gás, do jeito que pedi. Emprego novo, apartamento novo, novos desafios, novas amizades... Tanta coisa para aprender...

Mas ao mesmo tempo, Fevereiro foi um mês de reflexão. Toda vez que passo por um processo de mudança, fico pensando em como reajo a ele. Eu realmente gosto de mudar... Mudar de casa por exemplo, me faz bem, me sinto com as energias renovadas! Claro que sempre vem aquele frio na barriga, aquelas perguntas que ficam na nossa mente: "Será que vai dar certo? Você vai se acostumar nesse novo lugar? E aquela padaria que você adora, que fica bem pertinho daqui... será que lá também vai ter uma assim? E os cachorros, vão gostar da casa nova?"

Enfim, fico pensando, pensando, mas fim, quando vejo tudo embalado, não tem como voltar atrás... Então é hora de ir em frente, fazer uma faxina naquilo que já não nos serve mais, que não tem espaço no novo momento de vida. E logo as coisas começam a entrar no lugar, aquilo que parecia impossível acaba dando certo e de repente, tudo está como deveria ser (ou quase tudo).

Faço essa mesma analogia com o trabalho. Antes de começar num novo trabalho, inevitavelmente as perguntas ficam roubando meu sono: "Será que as pessoas são legais? E o ambiente de trabalho, é daqueles que eu gosto? E os desafios, como serão? E minha chefe, vai gostar do meu jeito? E se não der certo?..."

E então, você começa... tudo novo, tudo mesmo! Aprender requer esforço, e por mais que sua experiência conte, tem horas que é necessário deixá-la de lado e olhar com "olhos de primeira vez", olhar de fora, olhar sem vícios... e ver o que da sua experiência pode ser aproveitada ali.

Mas os dias vão passando e aos poucos você começa a se identificar... com as pessoas, com a cultura, com os processos (ou com a falta deles) e percebe que, por mais que se mude, as empresas sempre precisam basicamente do mesmo tipo de suporte de RH: desenvolver pessoas, suportar as lideranças, facilitar os caminhos, estabelecer parcerias.

E assim, vou construindo mais um trecho dessa minha estrada... vou identificando problemas, entendendo, conversando, buscando soluções, ouvindo, ouvindo e ouvindo... Ouvindo o que as pessoas dizem e também o que não dizem. Montando o meu quebra-cabeças, vou começando a desenhar um quadro e encontrando minha missão dentro dele.

No fim, mudança é isso... é fazer um balanço... é jogar tudo para cima e ver o que vai para onde. É respeitar aquilo que não podemos desfazer e limpar aquilo que já nos serve mais. Sejam essas mudanças onde forem!

Gosto muito de uma frase de Luis Fernando Veríssimo que diz: "Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento."

Eu sempre me esforço para construir os moinhos de vento, por mais difíceis que sejam... e sou muito feliz por isso!


sábado, 28 de janeiro de 2012

Encerrando Ciclos...



Eu acredito que todos os dias nós mudamos, pelo simples fato de vivermos um dia a mais, de aprender, de desaprender, de olhar as coisas de maneira diferente... Mas alguma mudanças são mais marcantes: mudar de casa, de cidade, de país... Mudar o namorado(a), o estado civil... Mudar de carro, de estilo... Mudar as convicções... Mudar de emprego...

Essa mudança está acontecendo comigo... E como isso mexe com a gente! As expectativas do que vamos encontrar, como será a cultura dessa empresa, os desafios, o novo chefe, as novas amizades... E fiquei pensando nisso, no "frio na barriga", na expectativa... E lembrei-me desse texto, que já tinha lido há algum tempo, mas que me ajudou a olhar para o fim de mais um ciclo... e para o começo de outro. E entender que tudo, tudo na vida é questão de momento... alguns duram mais, outros menos... O mais importante mesmo é tirar lições, aprendizados... E ter certeza que cada momento é parte de você, vale demais a pena vivê-lo da forma como deve ser vivido!

ENCERRANDO CICLOS - Fernando Pessoa
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver... 
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. 
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram...
Terminou uma relação? 
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó...
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos:Teus amigos, Teus filhos, teus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado... 
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará... 
Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais,amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor possibilidade de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora... 
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem...
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora, soltar, desprender-se... 
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda:isso o estará apenas envenenando, e nada mais... 
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa. 
Lembre-se que nada ou ninguém é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem você é...
Quero terminar esse post com uma frase da Martha Medeiros, que também tem muito a ver sobre as mudanças, os novos ciclos:

‎"Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima. Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar." .


Desejo a você muitos novos ciclos... sempre!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Comunicação Não-Violenta - Parte 1

Essa semana, comecei a ler o livro "Comunicação Não-Violenta" (Marshall B. Rosenberg - Ed. Ágora), por recomendação de uma amiga querida (Patricia Buzolin - Inprove Conteúdo).

Ainda não terminei o livro, mas estou tirando imensas lições sobre como podemos melhorar os nossos relacionamentos, sejam pessoais, profissionais, através desse processo de comunicação. 

De maneira muito simplista e resumida, a CNV (Comunicação Não-Violenta) baseia-se em "habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem a capacidade de continuarmos humanos, mesmo em condições adversas".  (pág 21).

Certamente escreverei mais sobre esse tema aqui, mas me chamou muito a atenção, logo no início do livro, um poema de Ruth Bebemeyer, que mexeu demais comigo, me fez refletir sobre como tenho me comunicado com o mundo e as pessoas ao meu redor. 

Quero postá-lo aqui e convidar você a refletir sobre o significado dessas palavras... Espero que elas mexam com você da mesma forma como mexeu comigo e lhe permita uma reflexão mais aprofundada sobre como você tem se comunicado...


PALAVRAS SÃO JANELAS (OU PAREDES)

Sinto-me tão condenada por suas palavras
Tão julgada e dispensada.
Antes de ir, preciso saber:
Foi isso que você quis dizer?
Antes que eu me levante em minha defesa,
Antes que eu fale com mágoa e medo,
Antes que eu erga aquela muralha de palavras,
Responda: eu realmente ouvi isso?
Palavras são janelas ou são paredes.
Elas nos condenam ou nos libertam.
Quando eu falar e quando eu ouvir,
Que a luz do amor brilhe através de mim.
Há coisas que preciso dizer,
Coisas que significam muito para mim.
Se minhas palavras não forem claras,
Você me ajudará a me libertar?
Se pareci menosprezar você,
Se você sentiu que não me importei,
Tente escutar por entre as minhas palavras
Os sentimentos que compartilhamos.

Ruth Bebemeyer

Nos próximos posts, falarei mais a respeito desse tema... O que posso dizer a princípio, é que já sei que muito tenho a aprender sobre o assunto... E que a CNV é realmente um processo poderoso para melhorar os nossos relacionamentos.

Abraços!


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Dança das Cadeiras...

Pois é... o ano realmente começou... depois das festas, do merecido descanso (para aqueles que tiveram uma pausa de fim de ano) e das intermináveis promessas de ano novo, voltamos para as nossas empresas e nos deparamos com uma realidade difícil, mas motivadora ao mesmo tempo: as ofertas de emprego estão crescendo e profissionais com boa qualificação e experiência estão se movimentando na interminável "dança das cadeiras".

Para o RH e para a liderança que perde seus profissionais em geral, fica muitas vezes, a sensação de incompetência... o que fizemos de errado? Por que está tão difícil reter os talentos? Por que as pessoas estão mudando tanto e com mais frequência? O que falta nessa empresa?

Mas se nos colocamos no nosso papel de profissionais, vemos que as oportunidades estão realmente surgindo. Se você está bem preparado, tem um bom networking, tem "história para contar" e além disso, busca um novo desafio, o momento é mais do que propício.

Portanto, vale olhar para as duas faces da moeda: enquanto gestores e área de RH, o que estamos fazendo para que a nossa empresa seja atrativa? O que faz os nossos colaboradores quererem ficar aqui? O que eles esperam? Geralmente, essas respostas são mais simples do que imaginamos e bem mais complexas de serem trabalhadas.

Claro que o dinheiro conta, os bônus e os benefícios atrativos também, mas acima de tudo, a maioria das Pesquisas de Clima mostram que o profissional quer mesmo oportunidades de desenvolvimento, ambiente de confiança e crescimento, desafios, investimento na sua carreira, feedback... E os gestores enxergam nesses pontos um grande obstáculo, deixando para trás aquilo que é realmente importante... (mas isso é assuntos para outros posts que quero deixar aqui ao longo desse ano...)

Já do ponto de vista da nossa carreira profissional, vale a reflexão... É hora de me movimentar? O que espero do meu novo desafio? Que tipo de empresa quero trabalhar? Quais são os meus objetivos de carreira? E se a decisão é mudar, a hora é de fazer contatos, aprimorar networking, mostrar os seus resultados, encontrar uma empresa que tem valores e princípios iguais aos seus...

De qualquer forma, o ano começou!! E seja procurando por profissionais no mercado, seja olhando para as oportunidades, faça uma reflexão... E decida acima de tudo, o que é melhor para a sua carreira, de acordo com os objetivos que você tem.

Aproveito para compartilhar aqui uma matéria publicada na Folha de São Paulo no dia 06/11/2011 (ano passado! rsrs), sobre o assunto...

Vale a pena a leitura!


Com a Economia Aquecida, Cresce a Rotatividade
Por Flavia Galembeck


O bom momento da economia brasileira nos últimos cinco anos intensificou a rotatividade dos executivos em praticamente todos os segmentos, na percepção de consultores como Adriana Chaves, sócia da DM Liderança. A busca por novas perspectivas de carreiras e diferentes desafios profissionais e a oferta de remunerações mais altas são os principais motivos para trocas de presidentes, diretores, coordenadores e supervisores.


Além dessas razões, conta também o fator cultural. “Na Ásia por exemplo, os profissionais ingressam nas empresas e dificilmente saem dela. Nós somos mais imediatistas”, explica Alexandre Attauah, Gerente da Divisão de Finanças e contabilidade da consultoria Robert Half.

Novos Ciclos

Para Carlos Eduardo Dias, CEO da consultoria ASAP, o “turnover” também se deve à redução dos ciclos no ambiente corporativo.

“Empresas nascem e morrem mais rapidamente, assim como houve um encurtamento da vida de produtos. Isso se reflet nas carreiras.”

A afirmação se confirma na trajetória profissional da Gerente de Marketing das grifes de roupas Limits, Borelli e Kolle, Mariana Goulart.

Nos últimos oito anos, ela trocou de empresa quatro vezes em buca de melhores salários e planos de carreira. “Os headhunters não acham meu tempo médico de permanência um problema. Um deles até comentou que eu ficava (nas empresas) mais do que a média do setor (de varejo de roupas)”, comenta.

Priscila Pádua, 33, gerente de marketing de grupo de produtos da Bacardi – onde está há seis anos, só teve outro empregador além do atual. “Eu sentia falta de desafios quando um ‘headhunter’ me sondou”, afirma.

Empresas desenvolvem planos de carreira e atividades como “coaching” para diminuir a rotatividade. Especialistas citam a necessidade de uma seleção que considere o alinhamento do candidato à cultura da organização. “Muitas veze,s o profissional é contratado pela técnica e demitido pela atitude”, resume Dias, da ASAP.

Tempo Médio de Permanência na Empresas (Por nível hierárquico):

Presidência – 6 anos
Diretoria – 6 anos
Gerência – 5 anos
Supervisão / Coordenação – 4 anos

Abraços!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O que Desejar para o Ano Novo?



Olá!! O tão esperado ANO NOVO chegou... E agora? Aquele frio na barriga é inevitável... Afinal, fazemos planos, revitalizamos nossos sonhos, fortalecemos a nossa fé, a nossa esperança... Ano Novo é sempre assim. A gente dá aquela parada para pensar, repensar, planejar... Só não podemos deixar que tudo caia no esquecimento... e que de novo, fiquemos dependentes no "outro ano novo" para correr atrás do que queremos...

Pensando nisso, eu quero deixar aqui uma mensagem muito simples (mas diferente), que recebi por e-mail de um amigo. Vale a pena ler e pensar um pouquinho no seu ANO NOVO... e no que você vai fazer para que os seus próximos 365 dias realmente valham a pena!

"Todo ano, todo mundo deseja as mesmas coisas. Nesse ano, não vou desejar que encontre paz e felicidades permanentes. Não vou desejar que você supere todas as suas metas e vença todos os desafios, encontre alegria no amor, fique rico e seja sempre a pessoa mais linda e simpática do planeta. (Mas vou lhe desejar saúde, porque com saúde não se brinca!).
Não vou desejar que 2012 seja o melhor ano de todos os anos da sua vida. 365 dias é muito pouco para todas as conquistas, todos os desafios e tudo o mais que se deseja fazer, ser e ter.
Esse ano, quero lhe desejar outra coisa. Desejo que se lembre de todas as conquistas que teve. Que olhe para trás e veja tudo o que foi aprendido, se lembre de todas as pessoas que lhe apoiaram, quem você apoiou e quem você foi em todas essas situações.
Que você determine a vida que quer levar. De repente não é a que você está levando agora, a que seus pais querem que você leve. Ou o seu amor. Ou os seus amigos. Ou a sua comunidade. Pare e pense na vida que VOCÊ quer ter.
Escolha as pessoas que lhe acompanharão. Aquelas que agregam, que lhe dão apoio em todos os momentos. Escolha aquelas que você quer ao seu lado e que querem estar ao seu lado. Descubra o que lhe dá prazer e trabalhe para que seja constante esse prazer no seu dia-a-dia. 
Faça o que você ama e ame o que você faz. Valorize o que você tem.
Reconheça as características pessoais que não gosta e aprenda a mudá-las (ou aceitá-las). Você pode ser uma pessoa melhor todos os dias. Por que quem você quer ser já está dentro de você. Então, procure. Insista e não desista."
Feliz 2012!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Feliz Natal!



Deixo aqui uma mensagem de Natal a todas as pessoas que acompanharam meus textos e reflexões durante esse ano!

http://www.youtube.com/watch?v=tgtnNc1Zplc

Desejo que os sentimentos dessa data perdure por todos os outros dias do ano, trazendo mais paz, amor, equilíbrio e boas energias a todos!!

Muitas bençãos a vocês e obrigada por darem um pouquinho do seu tempo para esse blog! E vamos continuar juntos em 2012!!

Feliz Natal!!!