quarta-feira, 27 de junho de 2012

"Você está fazendo o que ama nesse momento?"

Hoje fui "presenteada" ao receber o e-mail de uma amiga com um link para o vídeo chamado "All Work and All Play". Acho até que já estou atrasada pois me parece que ele está fazendo sucesso na internet.
Mas é impressionante a facilidade com que o estúdio Box1824 tratou a relação do trabalho x gerações.

Muito se fala dos Baby Boomers, Geração X, Geração Y, Millennials... mas o que está por trás de cada uma dessas gerações e a forma como encaram a vida e o trabalho estão muito bem narradas com cenas e palavras nesse vídeo.

São 10 minutos de aprendizado e reflexão... aprendizado para os líderes que estão lidando com as novas gerações no trabalho... para os pais, que não sabem ao certo como será o "futuro" de seus filhos, se terão ou não uma carreira, se serão "bem-sucedidos"... enfim, aprendizado para todos aqueles que querem refletir sobre o que faz sentido na vida de cada um, independente da "geração" a qual você faz parte.

Aqui só algumas palavras e trechos que me chamaram a atenção:

"O que é sucesso?"


"Ter mais que um emprego, ter um propósito"


"Flexibilidade"


"Adaptação"


"Feedback"


"Caminho"

Vale a pena assistir, refletir e tirar lições! Recomendo:



Espero que você esteja fazendo o que ama nesse momento... E se não estiver, nunca é tarde para correr atrás... afinal, a vida está aí, para isso!

Abraços!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Retenção de Talentos... O mesmo tema, mas sempre importante...



O tema já está ficando velho, mas está sempre em discussão... falta profissional qualificado para atender a demanda do país, que cresce em vários setores. Conversando com os líderes e com os RHs em geral, a reclamação é a mesma: não encontra-se o profissional com as qualificações necessárias e quando isso acontece, geralmente a remuneração desejada é fora dos padrões das organizações em geral.

Além disso, com o mercado aquecido, muitos profissionais começam a receber ofertas de emprego para níveis acima do seu atual. Por exemplo, um analisa pleno certamente receberá uma proposta para um cargo de liderança se mostrar o mínimo das competências necessárias para a vaga. E quem sofre com isso é a empresa que investiu, treinou e acreditou no potencial daquele funcionário que em poucos (muito poucos!) anos, vai embora.

Quero compartilhar um texto publicado na Revista Você RH de Abril, que trata sobre esse tema. Vale a pena pensar o que podemos fazer para reter nossos melhores profissionais e agirmos com ética no mercado, sem promover os famosos "leilões" de salário, o que incentiva cada vez mais os profissionais a olharem para suas carreiras no "curto prazo", sem medir as consequências das suas decisões tomadas na impulsividade do aquecimento do mercado.


Retenção segue como desafio para o RH

Perda de profissionais foi o maior problema enfrentado pelas empresas no ano passado

Criar alternativas para reter funcionários é o principal desafio dos profissionais brasileiros de Recursos Humanos para este ano. A constatação foi feita pela Robert Half, empresa de recrutamento especializado, que ouviu 165 executivos da área.
Em 2011 a perda de profissionais foi o problema número 1 dos RHs. De acordo com a pesquisa, 20% deles encararam de frente esse dilema, seguido pela falta de participação do RH na agenda estratégica da empresa (19,5%) e política de remuneração e benefícios inadequada (18,6%). Pensando nisso, 47% dos entrevistados dizem que concentrarão seus esforços em programas de retenção ao longo de 2012.


Por que eles perdem profissionais?

Para 20% dos RHs entrevistados, a principal queixa dos colaboradores é a falta de perspectiva de crescimento na empresa. Existe ainda uma reclamação quanto aos salários defasados, segundo 18% dos executivos.

Numa segunda etapa da pesquisa, a Robert Half ouviu 1.400 profissionais do mercado de trabalho, dos quais mais da metade aceitaria uma proposta para trabalhar numa empresa concorrente. A aceitação aumenta para 73% quando a proposta vem de uma instituição não concorrente. Falta de perspectivas de crescimento na empresa e falta de oportunidades de desenvolvimento foram as principais insatisfações declaradas pelos colaboradores em relação às práticas de RH.

De acordo com Fernando Mantovani, diretor da Robert Half no Brasil, os três grandes problemas do RH estão na contratação, retenção e qualificação dos profissionais. Para ele, esses problemas devem permanecer os mesmos na próxima década.

A realização dos grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, a explosão dos setores do petróleo e de energia eólica e os investimentos em infraestrutura impulsionam a busca de profissionais no país. E tudo isso requer um planejamento de longo prazo, o que deve gerar alguns anos de sufoco para os RHs, alerta Mantovani. “O aumento na oferta de empregos para profissionais qualificados faz com que muitos troquem de empregos, contribuindo ainda mais para o desafio da retenção de talentos”, diz o diretor.


Perspectivas

Mesmo com a fuga de profissionais, mais da metade dos RHs dizem que suas empresas pretendem aumentar o número de funcionários neste ano. Reputação no mercado (32,6%), produto ou marca interessante (28,4%) e cultura da organização (15,6%) foram citados como os três principais fatores de atração de candidatos. Quanto aos fatores de retenção, aparecem o desenvolvimento dos talentos (33,5%), aumento de salário (29,5%) e promoções (28%).

Abraços!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Enquanto o Feedback não vem...

O tempo passa, as pessoas mudam e as reclamações parecem ser as mesmas. Por onde ando e com quem eu converso, sempre ouço a mesma queixa: “Meu gestor não me dá feedback”, “Não sei se estou indo bem ou mal”, “Só no fim do ano que ele fala comigo e geralmente, tenho surpesas desagradáveis”.

Esses comentários têm me feito pensar ainda nesse importante papel da liderança. Por que os líderes não conseguem falar com os seus funcionários? Por que é tão difícil dizer para ele se está indo bem, no caminho certo, ou se precisa alterar a “rota”?

Qualquer curso de liderança, por mais básico que seja, vai falar sobre Feedback. Já sabemos o seu conceito, já sabemos que deve ser encarado como um “presente”, que deve ser construtivo e que temos que refletir e tirar o melhor daquilo que nos foi dito, ajudando-nos a crescer, melhorar, evoluir.

Mas, quando ele não vem... a situação fica difícil. O que fazer? Como vou saber se o que estou fazendo está dentro das expectativas do meu gestor e da organização.

Eu concordo que dar feedback é papel da liderança, mas se ela não o faz, por que não tomamos a iniciativa? Ou então, por que não nos preparamos com as ferramentas que temos para o momento em que essa conversa acontecer (o que geralmente acontece no momento da Avaliação de Desempenho)?

Pensando nisso, reuní aqui algumas dicas para que você não tenha surpresas no momento da sua sessão de feedback, ou pelo menos esteja mais preparado para contestar o que lhe for dito, se não estiver de acordo.

Vamos lá:

1 – Procure o seu gestor para conversas informais. Tente observar o que ele tem dito a respeito do seu trabalho, qual a opinião dele sobre o seu desempenho.

2 – Peça feedback formal. Se o papel da liderança é dar feedback, o papel do funcionário é pedir! Aproveite os momentos de reunião para revisão de projetos e atividades em geral e diga a ele que quer estar atento aos objetivos planejados para você e, que saber como você está indo, é importante para que tenha tempo de adaptar-se às expectativas da empresa, se necessário. Muitas vezes, o seu gestor não te dá o feedback porque não sabe o quanto isso é importante para você. Mostre a ele que quer sim, ouvir a opinião dele sobre o seu trabalho!

3 – Se o seu gestor realmente não lhe abrir espaço para os pontos acima, procure o feedback através de seus pares, clientes, liderados (se os tiver). Algumas empresas têm processos de Avaliação 360°, onde você consegue obter feedback de uma forma estruturada de várias pessoas com as quais mantém contato. Essa é uma opção muito válida, mas se na sua empresa não tiver, chame aquelas pessoas as quais você confia para uma conversa individual e informal e pergunte o que tem achado do seu trabalho e quais dicas ela tem para te ajudar.

4 – Conheça o plano de competências da empresa, isto é, quais são as competências técnicas e comportamentais que são esperadas da sua posição e faça uma auto-avaliação. Seja crítico ao observar o quanto você tem se empenhado para estar dentro do que é esperado (ou até excedendo) o nível de competências exigidos para a sua posição.

5 – Se sua empresa não tem um plano de competências, faça uma auto-avaliação em cima das competências que, na maioria das vezes são básicas para qualquer organização e função: Comunicação, Trabalho em Equipe, Liderança, Iniciativa, Resiliência... E o mais importante, faça um Plano de Ação para melhorar aquelas competências que precisam de uma atenção.

6 – Faça uma “Diário de Bordo”. Mantenha anotações de todas as suas conquistas ao longo do ano: projetos de sucesso, orientações que você tenha dado a profissionais, cursos que realizou, objetivos mensuráveis atingidos (custos, qualidade, produtividade, etc). Com essas informações, você estará mais preparado para mostrar para o seu gestor o que realmente fez durante o ano.
O mais importante de todo esse processo é não jogar a responsabilidade nas mãos do seu gestor. Lembre-se que a carreira é sua. Ele pode ou não querer te dar um feedback e isso, muitas vezes, não vai deixá-lo numa situação muito difícil. Agora, sua carreira sim... um ano todo sem desenvolvimento, pode significar uma “parada” crítica na sua evolução de carreira. Portanto, corra atrás! E não se esqueça... Procure a área de Recursos Humanos da sua empresa. Eles geralmente conseguem te ajudar nessas dicas, ou até falar com o seu gestor.

Boa Sorte!


terça-feira, 20 de março de 2012

Adote um Comportamento Leve no Trabalho



Os americanos Adrian Gostick e Scott Christopher lançaram um livro que defende a tese de que profissionais bem-humorados ganham mais e são mais produtivos

Dar uma boa risada diminui os níveis de estresse, reduz a pressão arterial e até combate dores. Além dos benefícios para a saúde, manter o espírito leve ajuda no desenvolvimento profissional. Esta é a tese do livro The Levity Effect (O efeito leveza, em português), dos americanos Adrian Gostick, expert em análise organizacional e co-autor do best-seller empresarial O Princípio do Reconhecimento (Editora Campus/Elsevier, R$ 66), e do humorista Scott Christopher, publicado pela Editora John Wiley & Sons, ainda inédito no Brasil. Segundo a dupla, um ambiente de trabalho "leve" favorece o crescimento pessoal e aumenta a satisfação profissional, além de contribuir positivamente para o faturamento da empresa. Por leve entenda-se um local em que há liberdade para conversas, brincadeiras e, eventualmente, algumas piadas.

Profissionais bem-humorados também são os primeiros a ser lembrados pelo presidente da empresa quando o assunto é promoção. Um estudo da consultoria americana Hodge-Cronin & Associates apontou que 98% de 737 altos executivos contratariam ou promoveriam o boa-praça no lugar do carrancudo. Mas Scott alerta: ter alto-astral não significa que você precisa se transformar no palhaço do escritório. “Leveza não tem a ver com gargalhadas fora de hora, e sim com a vontade de encarar os problemas com otimismo sem deixar de apresentar bons resultados”, diz ele.


AVIÕEZINHOS E PRODUTIVIDADE
Os irmãos paulistanos Guilherme e Maurício de Almeida Prado, de 33 e 37 anos, respectivamente, são adeptos do bom humor no trabalho. Formados em administração de empresas, eles fundaram em 2001 a agência de promoção de eventos Plano1 e se preocuparam em instituir uma cultura de descontração, que é construída desde o processo seletivo. Para entrar na companhia é essencial ter bom relacionamento interpessoal e espírito positivo. “Um profissional sério não se adaptaria bem ao nosso clima”, diz Maurício. Os 85 funcionários da Plano1 comemoram o alcance das metas com almoços temáticos fora do escritório, podem contar histórias engraçadas na newsletter da agência e até participar de campeonatos de aviãozinho de papel — no ano passado, os profissionais foram até o campus da Universidade de São Paulo para lançar as dobraduras.

Os donos dos aeroplanos mais velozes e performáticos foram premiados com brindes. A Acesso, empresa paulistana de digitalização de documentos, também cultiva o clima de diversão. A cada 15 dias, os funcionários participam de um café da manhã coletivo, repleto de guloseimas, no qual são estimulados a contar histórias pessoais. “É comum ouvir funcionários que vieram de outras empresas dizendo que trabalham melhor na Acesso porque se sentem à vontade para ser eles mesmos”, diz Diego Torres Martins, fundador da empresa. Ao contrário do que possa parecer, participar de práticas divertidas não prejudica a produtividade.

Uma pesquisa citada no livro The Levity Effect mostra que um aumento de cerca de 10% na satisfação dos funcionários no trabalho resulta num crescimento de aproximadamente 40% em produtividade. “Se você trabalha com alegria e participa de programas que instigam o humor, consegue se concentrar mais para resolver problemas e cumprir metas difíceis, características fundamentais para se tornar um bom líder”, diz Thais Trevisan, consultora de comunicação estratégica da Hewitt Associates, consultoria em gestão de RH, em São Paulo.


RIR PARA NÃO CHORAR
A coordenadora de marketing e sustentabilidade da Visa Vale, Raffaella Milfont, de 37 anos, costuma liderar uma equipe de quatro funcionários com o astral lá no alto: não é difícil ouvi-la dando risada pelos corredores. Ela credita parte de seu sucesso profissional à maneira leve, mas compromissada, de encarar o trabalho. Quando trabalhava em empresas mais sisudas, Raffaella sofria por ter de esconder esse traço de sua personalidade. “Sei que, depois de relaxar com o riso, consigo encontrar soluções para problemas complexos”, conta Raffaella. Isso acontece, em parte, porque a descontração estimula a criatividade.

O pesquisador do humor C.M. Consalvo, uma das fontes do The Levity Effect, afirma que o riso facilita a transição do sentimento de medo para o de segurança, o que, consequentemente, aumenta os níveis de pensamento criativo. Enfrentar a insegurança com otimismo é uma competência.

"Fazer comentários motivadores para colegas e subordinados em momentos difíceis, compartilhar as preocupações e chamar a equipe para uma reunião de novas ideias são atitudes importantes para quem quer encontrar boas soluções”, explica Aline Souki, professora de comportamento organizacional e gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais.

Para evitar o clima pesado no escritório nos períodos de estresse alto, o sócio-líder de auditoria da KPMG, Charles Krieck, de 47 anos, resolveu instituir, em 2009, o programa Busy Season. Em janeiro e fevereiro, época crítica para os auditores que estão em pleno fechamento de relatórios financeiros, os funcionários da empresa têm massagistas à disposição e recebem um par de ingressos de cinema, que devem ser usados, preferencialmente, para levar o namorado, a esposa, os filhos ou um amigo de fora do escritório para passear.

“Ações desse tipo fazem com que a tensão diminua e o espírito de equipe se fortifque”, diz Charles. Algumas atitudes bem simples ajudam os profissionais que querem manter essa forte união do time e melhorar o clima no escritório. “Cumprimentar as pessoas no corredor, agradecer publicamente aos funcionários que fizeram um trabalho excepcional, ser cortês quando precisar dar um feedback negativo, dar crédito quando a ideia que salvou um projeto não for sua, tudo isso faz com que você se torne querido por seus colegas — o que é fundamental para uma promoção, por exemplo”, diz Scott.


COMUNICAÇÃO EFICIENTE
O dramaturgo irlandês Bernard Shaw (1856-1950), autor de peças como Pigmaleão e César e Cleópatra, já alertava: “Se você pretende falar a verdade para as pessoas, seja engraçado. Caso contrário, corre o risco de ser assassinado”. Pode não ser tão trágico assim no dia a dia do trabalho, mas o humor faz com que os ouvintes se interessem mais pelo discurso e memorizem o que foi dito. Segundo os autores do livro, estudantes alcançam notas 15% maiores quando assistem às aulas de professores engraçados. Mas não é necessário tomar lições de comédia stand-up antes de conduzir uma reunião importante.

A comunicação descontraída é mais fácil do que parece. Scott dá a dica: “Começar o encontro comentando sobre aquele vídeo engraçado que está em alta no YouTube ajuda a diminuir a tensão e a estimular as pessoas a participarem da conversa”, diz. O mais importante é que você não esqueça que está conversando com pessoas, e não com computadores. “Caso contrário, ninguém vai prestar atenção ao que você diz.” Relaxar é o primeiro passo para comunicar melhor. Scott e Christopher dizem que é fundamental, antes daquela apresentação importantíssima, reservar alguns minutos para respirar fundo e se acalmar. “Você precisa controlar as suas emoções para mostrar o seu melhor potencial.” Na noite anterior, nada de perder o sono porque vai falar em público. “Repasse os tópicos mais importantes, ensaie na frente do espelho, prepare uma sacada bem-humorada e vá para cama cedo”, aconselha Scott. “O mau humor aumenta quando estamos cansados.”

Manter um diálogo transparente é outra medida importante. Na empresa de tecnologia Kaizen, a chefi a se reúne mensalmente com os funcionários para mostrar quais foram os resultados e as novas metas a serem cumpridas. A intranet também disponibiliza os valores de salários de todos os cargos da companhia. E a arquitetura aberta entre as estações de trabalho estimula a comunicação constante. “Todo mundo percebe que ajuda a empresa a crescer de verdade e se sente prestigiado, já que informações aparentemente sigilosas estão disponíveis e são de fácil acesso”, explica Daniel Dystyler, diretor de talentos da empresa.


E SE EU FOR MAL-HUMORADO?
A última coisa que se pode exigir de um profissional é que ele mude completamente de personalidade”, diz Scott. Por isso, nada de se forçar a contar uma história hilária para fazer seu chefe gargalhar se você não for um piadista nato — essas tentativas desastradas podem piorar a sua imagem profissional ou, no mínimo, vão fazer você parecer o bobo da corte. “O humor tem que aparecer naturalmente, não pode ser forçado. Caso contrário será malvisto pelos outros”, diz Scott.

A questão central para que seu relacionamento interpessoal seja eficiente é se expressar da maneira como você se sentir mais confortável, seja com a expressão séria ou sorridente. No entanto, levar a vida mais leve não faz mal a ninguém. Lembre-se que ficar franzindo as sobrancelhas e revirando os olhos o tempo todo pode ser péssimo para a sua imagem.

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Opinium, na Inglaterra, os mal-humorados são responsáveis por 37% da irritação geral no escritório. E você não quer ter esse rótulo colado em seu rosto, certo? Scott insiste que até os mais sérios conseguem melhorar a imagem e se cercarem da aura de leveza.

“Seus colegas vão perceber que você quer e pode ser uma pessoa mais divertida se começarem a notar seu interesse genuíno pelos problemas dos outros e sua vontade de enxergar pontos positivos mesmo em momentos de crise.” Aproximar-se dos mais risonhos também pode ajudar os mais introvertidos a se soltarem — a convivência com o riso estimula o desenvolvimento de uma postura bem-humorada. Scott explica: “A leveza é um exercício que precisa ser praticado todos os dias.” Comece hoje.

* Texto publicado na Edição 141 da Revista Você SA.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Quando Sopram os Ventos da Mudança...



No último mês andei um pouco sumida desse blog. Muitas coisas aconteceram e 2012 começou com todo gás, do jeito que pedi. Emprego novo, apartamento novo, novos desafios, novas amizades... Tanta coisa para aprender...

Mas ao mesmo tempo, Fevereiro foi um mês de reflexão. Toda vez que passo por um processo de mudança, fico pensando em como reajo a ele. Eu realmente gosto de mudar... Mudar de casa por exemplo, me faz bem, me sinto com as energias renovadas! Claro que sempre vem aquele frio na barriga, aquelas perguntas que ficam na nossa mente: "Será que vai dar certo? Você vai se acostumar nesse novo lugar? E aquela padaria que você adora, que fica bem pertinho daqui... será que lá também vai ter uma assim? E os cachorros, vão gostar da casa nova?"

Enfim, fico pensando, pensando, mas fim, quando vejo tudo embalado, não tem como voltar atrás... Então é hora de ir em frente, fazer uma faxina naquilo que já não nos serve mais, que não tem espaço no novo momento de vida. E logo as coisas começam a entrar no lugar, aquilo que parecia impossível acaba dando certo e de repente, tudo está como deveria ser (ou quase tudo).

Faço essa mesma analogia com o trabalho. Antes de começar num novo trabalho, inevitavelmente as perguntas ficam roubando meu sono: "Será que as pessoas são legais? E o ambiente de trabalho, é daqueles que eu gosto? E os desafios, como serão? E minha chefe, vai gostar do meu jeito? E se não der certo?..."

E então, você começa... tudo novo, tudo mesmo! Aprender requer esforço, e por mais que sua experiência conte, tem horas que é necessário deixá-la de lado e olhar com "olhos de primeira vez", olhar de fora, olhar sem vícios... e ver o que da sua experiência pode ser aproveitada ali.

Mas os dias vão passando e aos poucos você começa a se identificar... com as pessoas, com a cultura, com os processos (ou com a falta deles) e percebe que, por mais que se mude, as empresas sempre precisam basicamente do mesmo tipo de suporte de RH: desenvolver pessoas, suportar as lideranças, facilitar os caminhos, estabelecer parcerias.

E assim, vou construindo mais um trecho dessa minha estrada... vou identificando problemas, entendendo, conversando, buscando soluções, ouvindo, ouvindo e ouvindo... Ouvindo o que as pessoas dizem e também o que não dizem. Montando o meu quebra-cabeças, vou começando a desenhar um quadro e encontrando minha missão dentro dele.

No fim, mudança é isso... é fazer um balanço... é jogar tudo para cima e ver o que vai para onde. É respeitar aquilo que não podemos desfazer e limpar aquilo que já nos serve mais. Sejam essas mudanças onde forem!

Gosto muito de uma frase de Luis Fernando Veríssimo que diz: "Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento."

Eu sempre me esforço para construir os moinhos de vento, por mais difíceis que sejam... e sou muito feliz por isso!


sábado, 28 de janeiro de 2012

Encerrando Ciclos...



Eu acredito que todos os dias nós mudamos, pelo simples fato de vivermos um dia a mais, de aprender, de desaprender, de olhar as coisas de maneira diferente... Mas alguma mudanças são mais marcantes: mudar de casa, de cidade, de país... Mudar o namorado(a), o estado civil... Mudar de carro, de estilo... Mudar as convicções... Mudar de emprego...

Essa mudança está acontecendo comigo... E como isso mexe com a gente! As expectativas do que vamos encontrar, como será a cultura dessa empresa, os desafios, o novo chefe, as novas amizades... E fiquei pensando nisso, no "frio na barriga", na expectativa... E lembrei-me desse texto, que já tinha lido há algum tempo, mas que me ajudou a olhar para o fim de mais um ciclo... e para o começo de outro. E entender que tudo, tudo na vida é questão de momento... alguns duram mais, outros menos... O mais importante mesmo é tirar lições, aprendizados... E ter certeza que cada momento é parte de você, vale demais a pena vivê-lo da forma como deve ser vivido!

ENCERRANDO CICLOS - Fernando Pessoa
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver... 
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. 
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram...
Terminou uma relação? 
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó...
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos:Teus amigos, Teus filhos, teus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado... 
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará... 
Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais,amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor possibilidade de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora... 
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem...
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora, soltar, desprender-se... 
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda:isso o estará apenas envenenando, e nada mais... 
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa. 
Lembre-se que nada ou ninguém é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem você é...
Quero terminar esse post com uma frase da Martha Medeiros, que também tem muito a ver sobre as mudanças, os novos ciclos:

‎"Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima. Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar." .


Desejo a você muitos novos ciclos... sempre!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Comunicação Não-Violenta - Parte 1

Essa semana, comecei a ler o livro "Comunicação Não-Violenta" (Marshall B. Rosenberg - Ed. Ágora), por recomendação de uma amiga querida (Patricia Buzolin - Inprove Conteúdo).

Ainda não terminei o livro, mas estou tirando imensas lições sobre como podemos melhorar os nossos relacionamentos, sejam pessoais, profissionais, através desse processo de comunicação. 

De maneira muito simplista e resumida, a CNV (Comunicação Não-Violenta) baseia-se em "habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem a capacidade de continuarmos humanos, mesmo em condições adversas".  (pág 21).

Certamente escreverei mais sobre esse tema aqui, mas me chamou muito a atenção, logo no início do livro, um poema de Ruth Bebemeyer, que mexeu demais comigo, me fez refletir sobre como tenho me comunicado com o mundo e as pessoas ao meu redor. 

Quero postá-lo aqui e convidar você a refletir sobre o significado dessas palavras... Espero que elas mexam com você da mesma forma como mexeu comigo e lhe permita uma reflexão mais aprofundada sobre como você tem se comunicado...


PALAVRAS SÃO JANELAS (OU PAREDES)

Sinto-me tão condenada por suas palavras
Tão julgada e dispensada.
Antes de ir, preciso saber:
Foi isso que você quis dizer?
Antes que eu me levante em minha defesa,
Antes que eu fale com mágoa e medo,
Antes que eu erga aquela muralha de palavras,
Responda: eu realmente ouvi isso?
Palavras são janelas ou são paredes.
Elas nos condenam ou nos libertam.
Quando eu falar e quando eu ouvir,
Que a luz do amor brilhe através de mim.
Há coisas que preciso dizer,
Coisas que significam muito para mim.
Se minhas palavras não forem claras,
Você me ajudará a me libertar?
Se pareci menosprezar você,
Se você sentiu que não me importei,
Tente escutar por entre as minhas palavras
Os sentimentos que compartilhamos.

Ruth Bebemeyer

Nos próximos posts, falarei mais a respeito desse tema... O que posso dizer a princípio, é que já sei que muito tenho a aprender sobre o assunto... E que a CNV é realmente um processo poderoso para melhorar os nossos relacionamentos.

Abraços!