quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hanami - Cerejeiras em Flor

O filme é de 2008, mas só há algumas semanas tomei conhecimento dele, através da indicação de uma amiga (Luciana Leme, obrigada!). Encontrá-lo também não foi tarefa fácil... Depois de muita procura, recebi essa semana o pacote em casa, pelo qual tanto esperei...

Ontem, sozinha em casa, achei que era o momento... Pipoca para acompanhar e lá fui eu para a frente da TV assistir o filme "Hanami - Cerejeiras em Flor", de Doris Dorrie.

Poderia resumir o filme numa uma palavra: ESPETACULAR! Mas vou preferir escrever um pouco mais, porque realmente o filme é marcante e traz alguns pontos muito importantes para refletirmos....

Primeiramente, comecei a pensar nos meus sonhos, naquilo que eu queria ser quando era criança, naquilo que deixei de realizar por um ou outro motivo, nas vontades que "enterrei" dentro de mim e hoje, já nem sei mais onde estão... às vezes deixamos para amanhã nossas vontades, achamos que temos uma vida longa pela frente para realizar nossos sonhos e quando percebemos, o tempo já não existe mais... Realizar nossos sonhos, ir atrás das nossas metas depende em grande parte do nosso esforço e dedicação. Percebo que sempre haverá algo para dificultar, atrapalhar.. até parece que a vida, na ânsia de testar a nossa força, coloca em prova se realmente queremos aquilo ou se é só "fogo de palha", a ponto de nos fazer desistir em frente aos primeiros obstáculos...

A outra lição que ficou muito forte para mim é a relação que temos com os nossos pais. Já fiz um post aqui no blog falando sobre a importância de cultivar relacionamentos (http://migentil.blogspot.com/2011/11/importancia-de-cultivar-relacionamentos.html), mas assistindo ao filme, ficou ainda mais forte o que quero deixar de mim para os meus pais, como quero que eles me vejam e me sintam... às vezes trabalhamos tanto, colocamos outras coisas à frente de prioridades que nunca deveriam ser esquecidas ou subestimadas... não atendemos uma ligação porque estamos na frente do computador, não visitamos alguém querido porque lembramos do trânsito, do cansaço...

Crescemos e esquecemos que os nossos pais ainda precisam da gente... Eu moro longe dos meus pais, mas sempre que posso estou lá, presente... de corpo e alma! A relação familiar me faz bem, é a minha base. Foi lá que adquiri os valores que carrego comigo e é lá que busco energia e inspiração para tudo o que tenho que realizar. 

Não acho que precisa ser assim com todos afinal, cada um tem sua história e sua forma de encarar a família e suas relações.. mas o filme mostra que muitas vezes, temos um olhar tão limitado com relação aos nossos pais, que nem uma reviravolta inesperada é capaz de mudar o nosso modo de aceitá-los e entendê-los. Fiquei com vontade de perguntar aos meus pais se eu sou a filha que eles desejaram, se eu cumpro o meu papel de filha, no sentido literal da palavra... Mas é claro que a resposta sempre será "Sim", porque na verdade, não acho que os pais esperam muito dos filhos, além da capacidade de amar e "estar perto", seja o "perto" como for...

Enfim, o filme é inspirador, instigante... Nos faz pensar sobre quais são realmente as coisas mais importantes da nossa vida. E nos mostra que nem sempre teremos uma segunda chance... Me deu ainda mais vontade de viver os meus sonhos e realizar os meus planos... E levar comigo a mensagem da Flor de Cerejeira, que é tão linda e que permite-se mantê-la assim por um pequeno período de tempo... efêmera como a vida... 

Afinal, as coisas são assim... cada qual no seu momento, e nós temos que ter o cuidado de não perder nenhum momento, nenhum espetáculo da vida...

Aqui vou deixar alguns textos para reflexão...

"A flor de cerejeira - em inglês, 'cherry blossom' e em japonês, 'sakura", é a flor símbolo do Japão, sendo a sua simbologia forte e intensamente cultuada e respeitada pelo povo. A cerejeira era associada ao Samurai, cuja vida era considerada tão efêmera quanto à da flor que se desprendia da árvore. No período feudal, a vida desses guerreiros, sempre dispostos à darem suas vidas em nome dos mestres, era comparada à efemeridade da flor de cerejeira, que durava apenas três dias na primavera, sendo a duração de suas próprias vidas breves como a dessas flores." (extraído da internet)
"É preciso dar uma chance ao amor para ele se revelar em toda a sua dor e sua força. É por isso que os japoneses se sentam sob as cerejeiras em flor, porque elas ficam tremendamente lindas quando estão floridas. Ao mesmo tempo, a dor pelo fato de que este período de floração é curto, também é tremenda. É preciso pegar o momento certo da floração. Por isso há pessoas que monitoram as árvores. Porque, se você perder esse determinado momento, já era, talvez aconteça dentro de um ano ou talvez nunca mais. Por isso, em termos de amor, você tem de cuidá-lo, dar a ele a chance de florir. Cada pessoa, cada planta, cada animal recebe esse momento em que pode desabrochar e se revelar. Mas o que costuma acontecer conosco (...) é que vivemos passando por cima dessas coisas. Nunca deixamos nosso eu verdadeiro e nossa beleza se revelar, desabrochar como a cerejeira." (Doris Dorrie)

Desejo que você possa definir o que realmente é importante na sua vida. E que possa viver sem esquecer suas verdadeiras prioridades, lembrando que os melhores momentos da sua vida serão como a flor de cerejeira...

Abraços!






terça-feira, 28 de agosto de 2012

Falando sobre Motivação...

O tema é velho, mas sempre atual... como motivar os funcionários, mantê-los comprometidos e engajados com os desafios da organização... Já sabemos que milagres não existem, mas algumas atitudes podem ajudá-lo nessa difícil e importante tarefa.

Por isso, compartilho aqui um texto publicado no site Administradores.com.br, que traz dicas importantes sobre Motivação. Boa leitura!

9 Atitudes que Motivam os Funcionários mais que Dinheiro


A habilidade de motivar uma equipe é uma das grandes qualidades de um empreendedor. É o que diz a jornalista Ilya Pozin na revista Time. Em seu artigo, ela lista nove maneiras de restaurar a liderança e criar uma equipe mais comprometida. No texto, é lembrado que um funcionário não é motivado apenas por dinheiro, mas também, entre outras coisas, por um ambiente de trabalho agradável, no qual o líder valoriza a opinião de cada um.

Conheça as dicas de Ilya Pozin:

1. Seja generoso na hora de elogiar
O elogio é algo que todos querem receber, além de ser fácil de dar. O reconhecimento de um CEO vai mais longe do que se imagina. Enalteça as contribuições que cada funcionário oferece e observe sua equipe se esforçar para receber ainda mais.

2. Livre-se dos gerentes

Remover a função do supervisor e passar esse "poder" ao time de funcionários cria um estímulo para que eles trabalhem melhor em equipe, já que eles não precisarão entregar relatórios de desempenho individuais. Além disso, as pessoas não sentirão que estão em níveis de importância diferentes dentro da empresa.

3. Faça das suas ideias as ideias deles
Em vez de distribuir ordens, que tal fazer com que os funcionários sintam como se eles estivessem dando ideias? Frases como: "Eu gostaria que você fizesse assim" se transformariam em "Você acha que é uma boa ideia se fizermos assim?".

4. Evite criticar ou corrigir
Ninguém gosta de saber que está errado. Se você está procurando um desmotivador, eis aqui ele. Tente uma abordagem indireta para estimular as pessoas, e lembre-se que as pessoas precisam aprender com os próprios erros.

5. Dê liderança aos funcionários
Destaque o funcionário que tiverem melhor desempenho e seus pontos fortes, faça dessa pessoa um exemplo para os outros. Levante a moral dela e lhe dê um pouco de liderança, que isso motivará os outros.

6. Leve seus funcionários para almoçar de surpresa
Em um dia aparentemente comum, leve seus funcionários para almoçar. É um pequeno gesto que fará com que eles saibam que você reconhece o trabalho e esforço deles

7. Dê reconhecimento e pequenas recompensas
Além de elogiar o trabalho, tente recompensar a equipe e crie pequenos desafios internos. Crie metas e as coloque em um quadro onde todos possam ver. Aos que se destacarem, ofereça um jantar ou um presente.

8. Realize festas na companhia
Organize festinhas de aniversário, estimule um happy hour, não espere por datas especiais.

9. Divida o sucesso e os maus momentos
Quando a companhia estiver indo bem, celebre. Isto fará com que o funcionário saiba que você é grato pelo esforço dele. Mas quando existirem desapontamentos, divida-os também. Sua equipe merece transparência e honestidade. 
Fonte: www.administradores.com.br

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma Forma Divertida de Entender o Trabalho em Equipe...

Já faz alguns dias que recebi esse vídeo em meu e-mail, mas confesso que ainda não tinha tido tempo de assistir. Hoje, para começar a sexta-feira, resolvi vê-lo e... que surpresa!! Uma bela e divertida lição da importância de se trabalhar em equipe.

Qualquer revista, artigo de internet ou livro traz uma série de vantagens sobre o trabalho em equipe e, de fato, quando aprendemos a trabalhar contando com a competência de outras pessoas, tudo pode ser melhor e mais fácil.

O começo pode ser difícil, afinal não é tão simples ter várias pessoas num grupo que pensam de maneira diferente da sua e além disso, a vontade de "fazer do nosso jeito" é sempre muito forte. Mas se você se esforçar, verá que os benefícios superam as dificuldades e que juntos, as coisas podem sair ainda melhores.

Não vou me prolongar muito porque esse post é mais divertido e menos conceitual. Assista ao filme e tire suas conclusões! :)



Boa sexta-feira! Ótimo fim de semana!!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Liderança e o Gerenciamento do Stress


Todos nós já sabemos que ter um líder não preparado pode ser péssimo para a nossa carreira. Afinal, é na liderança que buscamos inspiração, é pelo líder que fazemos “algo a mais”, é ele que nos impulsiona a crescermos, a buscarmos o desenvolvimento. Ou não. A falta de preparo de liderança é uma queixa muito comum entre a maioria dos profissionais com quem converso, sejam eles de empresas pequenas ou grandes.

Mas um outro dado é ainda mais alarmante. Em um texto publicado recentemente, Robert Hogan, psicólogo expert em testes de personalidade, afima que 75% dos empregados ativos dizem que o pior aspecto do seu trabalho, aquele aspecto mais estressante, é o seu superior imediato. E ele complementa dizendo que  gerentes ruins criam um custo enorme para a empresa com assuntos relacionados à saúde, pois a maior causa do stress na vida moderna está relacionado à gestão ruim.

Entendendo os fatos: um gerente ruim pode ser responsável pela sua dor de cabeça, gripe, dores nas costas, etc. Isso porque o estress negativo afeta o nosso sistema imunológico e consequentemente, nos deixa mais vulneráveis à doenças em geral.

Stress faz parte da nossa rotina. O stress considerado saudável nos ajuda a mover, a ir atrás daquilo que queremos, a dar respostas para as nossas expectativas e a atingir objetivos. Entretanto, é preciso saber gerenciar o stress, para que ele não ultrapasse o nível aceitável que um ser humano é capaz de lidar.

É importante lembrar que existe um papel fundamental do líder nesse processo. Um líder bem preparado precisa ser capaz de identificar qual é o limite de stress “aceitável” para cada um de seus funcionários, uma vez que não somos todos iguais e reagimos de maneira diferente às situações cotidianas.

Ao funcionário, também cabe cuidar para que entenda qual é o “ritmo” daquela organização, o quanto ele está disposto a adaptar-se a esse ritmo e à forma como o stress é gerenciado.

Essa frase de Hogan pode ilustrar bem essa questão: “As pessoas escolhem os trabalhos que não são ideais para eles. A realidade do mercado de trabalho hoje é ter uma oferta de emprego sem pensar se é o lugar certo para eles. Isso leva à insatisfação e queixas. E eles podem querer culpar seus líderes por isso.”

Para auxiliar líderes e funcionários na gestão do stress, quero deixar aqui algumas dicas que podem ser úteis e que farão a diferença na hora de cuidar da nossa saúde.

DICAS PARA OS FUNCIONÁRIOS

. Mude sua forma de pensar:
- Pare de achar que tudo é uma “catástrofe” sempre supondo o pior. Tenha um pensamento positivo.
- Desenvolva uma maneira positiva de se expressar. Olhe para as histórias que viveu e reflita sobre os eventos ocorridos, as lições aprendidas, as boas experiências e o mais importante: sem exageros negativos.
- Tenha senso de humor. Mude a forma como você reage às pessoas e aos eventos. Bom humor sempre faz a diferença.
- Tenha expectativas realistas.

. Mude o seu Comportamento:
- Encontre o seu ritmo de trabalho, tire um tempo para si mesmo. Dê-se uma pausa.
- Encontre tempo para o lazer verdadeiro.
- Concentre-se para tirar mais proveito do seu tempo. Fazer muitas coisas ao mesmo tempo  raramente funciona e só gera mais stress.
- Diga o que você realmente pensa, passando uma mensagem clara. Melhore suas habilidades de comunicação.

. Mude seu Estilo de Vida:
            - Construa uma rede de apoio. Passe mais tempo com pessoas que podem lhe dar conselhos honestos e perspectivas positivas. Cerque-se de pessoas positivas e divertidas.
            - Cuide de si mesmo – faça exercícios regularmente, durma o suficiente, coma de maneira inteligente e saudável.

DICAS PARA OS LÍDERES

. Comunique-se e “Conecte as Pessoas”:
            - Seja claro e honesto ao comunicar-se. Reduza a ambiguidade e verifique a compreensão das pessoas em relação ao que você falou. Lembre-se que comunicação não é o que você disse, mas sim o que as pessoas entenderam.
            - Trate os funcionários com respeito.
            - Ouça atentamente para entender o conteúdo e as emoções. Faça perguntas para esclarecer as suas dúvidas. Parafraseie.

. Reconheça
            - Diga “obrigado” para o seu funcionário na frente da equipe.
            - Envie e-mails ou cartões agradecendo e reconhecendo o bom trabalho.
            - Se possível, faça reconhecimentos financeiros, ou então programe outras formas de comemoração: eventos, jantares, café da manhã, etc.

. Seja Flexível quando possível
            - Dê aos funcionários a flexibilidade necessária para gerenciarem seus trabalhos e responsabilidades.
            - Tente remover os obstáculos que seus funcionários possam ter no trabalho.
            - Trabalhe com seus funcionários para ajudá-los a desenvolverem o senso de controle e comprometimento com o trabalho.

. Lidere pelo Exemplo e Renove-se
            - Encoraje as pessoas a trabalharem o máximo possível dentro do horário de trabalho, sem horas extras. E faça o mesmo.
            - Encoraje as pessoas e terem vida social. Tenha vida social você também.
            - Facilite um ambiente de trabalho alegre, divertido e responsável. Um ambiente “leve” é a base para minimizar o stress.
            - Incentive-os a tirarem férias. E tire férias você também.

. Monitore e Intervenha quando necessário
            - Identifique casos críticos na sua equipe e chame para uma conversa privada e informal, buscando entender as razões. Muitas vezes o desempenho baixo pode estar associado à problemas pessoais e você, como líder, precisa entender, respeitar e ajudar, se possível.
            - Dê feedback com base nos comportamentos e desempenho observados. Tenha um histórico registrado dos funcionários, tanto do bom, quanto do mal desempenho.
            - Expresse preocupação genuína com as pessoas, ouça o que elas têm a dizer e faça sua parte.

Gerenciar o stress é mais do que uma necessidade. É uma obrigação para quem deseja ter uma vida saudável e produtiva. 

Boa sorte!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Profissão: COACH



Já fiz alguns posts aqui falando do Processo de Coaching. Fiz a certificação com o ICI (Integrated Coaching Institute) no ano passado, mas desde 2007 venho utilizando essa importante ferramenta de desenvolvimento de líderes e dos profissionais em geral nas empresas onde tenho trabalhado, sempre com excelentes resultados.

E na última sexta-feira, o Jornal da Globo trouxe uma reportagem sobre a profissão de Coach. É fato que, com o mercado aquecido, a pressão por resultados e a necessidade de entregar cada vez mais um trabalho com mais qualidade e com menos recursos, os profissionais em geral estão se sentindo "desamparados", precisando de uma orientação, de uma ajuda profissional para atingirem os seus objetivos. E o papel do Coach é fundamental nesse processo, trazendo resultados no curto prazo e principalmente, mudanças "duradouras" na vida profissional das pessoas.

O principal foco num processo de coaching é ajudar as pessoas avançarem em relação às suas metas mais importantes, realizando seus objetivos e criando a sua versão ideal de vida e carreira. O foco é sempre nas possibilidades futuras, transformando-as em realidade.

Entretanto, é preciso saber escolher o profissional. Aqui vão algumas dicas importantes para ajudar na sua escolha:

- Certifique-se que o profissional escolhido tem uma boa formação em Coaching. Você pode inclusive entrar em contato com a instituição onde o profissional se certificou para ter referências.
- Busque referências de outros clientes (coachees) que já passaram pelo processo com esse profissional. Explore a metodologia utilizada e veja se você se adapta ao modo de trabalho utilizado.
- Verifique se ele estabelece um contrato de prestação de serviços com você, deixando claro os papéis e responsabilidades de cada um para êxito no programa.
- Se você fará o coaching através da sua empresa, peça auxílio para a área de Recursos Humanos, que pode te orientar sobre o melhor processo para você.

Um bom processo de coaching executivo geralmente tem duração de, em média 10-12 sessões. Não acredite em milagres! Seu esforço e dedicação será fundamental para ter sucesso e atingir os objetivos desejados.

Eu particularmente, acredito muito nesse processo! 

Vale a pena conferir a reportagem:


Abraços!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Você já Conversou com os seus Colaboradores Hoje?


Esta é uma pergunta que todos os dirigentes empresariais e gestores deveriam se fazer diariamente, como complemento da análise dos seus indicadores de gestão como produção, produtividade, custos e prazos, na certeza de que através das respostas encontrarão muitas das causas que não os deixam dormir. 

É comum nos encontros de negócios dirigentes empresariais lamentarem entre si:

“...não sei mais o que fazer para obter e manter a paz no ambiente de trabalho, mesmo investindo tanto em nossos colaboradores”.

A prática  de  boas e, por vezes, excelentes  políticas  de recursos humanos, o  cumprimento rigoroso da legislação e a manutenção de boas condições  de  trabalho  são absolutamente necessárias, entretanto  insuficientes para combater o principal obstáculo à paz no ambiente de trabalho, os conflitos individuais e coletivos.

Para se obter a plena confiança dos colaboradores e garantir relações harmoniosas no ambiente de trabalho, é igualmente necessária uma comunicação estruturada, aberta e permanente, estimulada e praticada por lideranças preparadas e comprometidas.

À primeira vista estas afirmações se apresentam como óbvias. Aliás, todo dirigente empresarial reconhece a sua importância para o sucesso de seus negócios. Mas, no fundo, a dificuldade  está no fato de que as empresas são movidas por resultados e a competitividade do mercado onde  atuam  está  exigindo  sempre mais, de  forma  insaciável e  permanente.  Isto  é  motivo  suficiente para que a prática do diálogo seja facilmente abandonada. Não há tempo para conversa em um ambiente competitivo – este é um grande paradigma que o mundo globalizado nos impôs.

Comete  um  terrível  engano  quem o aceita. E isto  acontece  de  maneira imperceptível no ambiente de trabalho. A estrutura hierárquica e funcional tem suas ações direcionadas prioritariamente para resultados econômicos financeiros e operacionais. E mesmo com metas de cunho social,  como  desenvolvimento  profissional, prevenção  à  saúde  e  ao  meio  ambiente, as  políticas de remuneração variável, como bônus e participação nos lucros, elas têm mais a ver com os resultados mensuráveis.

Esta  cultura  mantida  pela  prática  da “autoridade formal”, encontradiça  no mercado, faz com  que as empresas não alcancem os benefícios proporcionados pela prática da “autoridade moral” perante seus colaboradores.

Este  segundo  tipo  de  autoridade, diferente  da outra, é responsável  pelo trabalho com sinergia que, por meio do compromisso sincero e da empolgação criativa  dos colaboradores, é capaz  de gerar resultados  otimizados e, como conseqüência, aumentar o nível de competitividade das empresas.

Entretanto, como a mudança de qualquer tipo de cultura, incluindo o caso da gestão de pessoas, é um processo gradual e lento. É exatamente aí que se instala o círculo vicioso de que não há tempo pra conversa num ambiente competitivo.

Este círculo pode ser rompido, de forma acelerada, pela obrigatoriedade de diálogos estruturados e permanentes entre líderes e liderados, até que  as  lideranças  percebam  que  a prática  de  novos comportamentos e atitudes no cotidiano das relações no trabalho, proporcionados pelo diálogo, produzem resultados muito melhores que os anteriores.

E você? Já conversou com seus colaboradores hoje?

Lembre-se que o diálogo é o caminho para a paz!
  
Fonte: HGM Consultores

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Para onde o RH está olhando?


Faz mais de 13 anos que trabalho na área de Recursos Humanos  e consequentemente, convivo com os mais diversos profissionais nessa área... e de outras áreas também. E uma pergunta sempre fica presente em meus pensamentos: “Para onde o RH está olhando?”
Se você não entendeu muito bem a pergunta, eu explico: não canso de ouvir reclamações de funcionários e gestores dizendo que não sabem a razão da existência do RH. A impressão que tenho é que delegamos praticamente tudo para os líderes e esquecemos de garantir o alicerce para um bom processo de gestão de pessoas.

Sim! Estou me incluindo nesse grupo, afinal também sou RH. Mas não consigo entender porque muitas vezes não ouvimos o que os nossos funcionários querem, precisam... ou ainda aquilo nem sabem que precisam e que deveríamos estar preparados para entender.  Confesso que às vezes sinto uma pontinha de inveja da área de Marketing, por exemplo, que fazem aquelas pesquisas elaboradas para entender o seu público-alvo. E nós continuamos achando que estamos “salvando as empresas” quando na verdade, viramos as costas para os problemas cotidianos e perdemos talentos, competências, dinheiro...

Tenho percebido que a área de RH ficou distante das pessoas... começamos a olhar tanto para os “números” e para os resultados que esquecemos que eles são fruto do esforço, da dedicação e da competência das pessoas. Desejamos tanto sentarmos ao lado do presidente, pedimos para sermos mais estratégicos e finalmente, conseguimos! Mas e o básico, será que estamos fazendo?

Longe de mim generalizar, mas acho que essa discussão vale a pena... Você como RH, tem conversado com os funcionários da sua empresa de maneira informal? Quanto suas ações estão contribuindo para tornar o ambiente de trabalho mais agradável, mais produtivo? As pessoas reconhecem o RH como uma área a qual “eles podem contar”?

Thomaz Wood Jr, professor da FGV-EAESP e consultor disse em uma entrevista que as principais características dos profissionais de RH são humanismo, pragmatismo e capacidade de realização. Se pararmos para pensar, vamos ver que faz todo sentido...

Uma empresa existe para gerar valor, isso é fato. Mas ela é constituída de pessoas e por isso, o lado humano, a preservação da ética, a construção de relações saudáveis e o respeito ao indivíduo é que traz o equilíbrio para o mundo organizacional. Garantindo esse aspecto, daí sim temos que dominar ferramentas de negócios, fugindo daqueles discursos utópicos que não funcionam quando o assunto é resultado. Temos sim, que falar a linguagem dos negócios, mensurar o nosso trabalho, trabalhar com foco em projetos, buscar melhorias na qualidade, produtividade, etc... E por fim, é importante demais saber fazer acontecer. Me lembro que, em uma das empresas por onde passei, ouvi um diretor dizer a seguinte frase: “Power Point aceita tudo”. Ou seja, montamos apresentações fantásticas, cheias de termos complexos e no fim, não conseguimos colocar em prática aquela nossa ideia. Por isso, realizar tem que ser a chave... é preciso ter essa capacidade de transformar as ideias em resultados.

Todos os dias acredito que é importante repensar o nosso papel. Meu convite é que você, profissional de RH, pare um pouco e faça uma auto-avaliação. Pergunte-se se o que você está fazendo agora faz sentido e está alinhado com a sua missão enquanto área de Recursos Humanos. Em meio a tanta pressão por resultados, a máxima de se “fazer mais com menos” e os índices de exigência cada vez mais altos, penso que nosso papel é cuidar... cuidar para que as pessoas consigam entregar os resultados, cuidar para que os líderes estejam preparados para fazer um processo de gestão e principalmente, cuidar para que os funcionários possam encontrar realização enquanto exercem o trabalho que escolheram. No fim das contas, cuidar para que as pessoas possam ser mais felizes enquanto trabalham.

Nossa área não tem sentido se não considerarmos o lado humano das organizações, se não atuarmos como o termômetro do ambiente do trabalho, indo além do que mostram as pesquisas de clima. Entender o ritmo da organização e trabalhar com as pessoas para que elas consigam sobreviver a esse ritmo. Eu acredito que esse é o nosso papel... E quando estivermos fazendo isso muito bem, daí sim podemos desejar que venham os desafios os quais chamamos de “estratégicos”! Mas e tudo isso, será mesmo que não é?!

Abraços a você!